Técnicas indígenas africanas de conservação da água

domingo, 23 de janeiro de 2011

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Técnicas indígenas africanas de conservação da água
 
Segundo Reij (1991), na África, fatores como a erosão do solo, degradação da terra, desertificação, falta de planejamento e gestão dos recursos naturais e crescimento demográfico acelerado têm feito com que este continente se tornasse dependente da importação de alimentos e de colaboração de países externos para solucionar estas deficiências. A constante pesquisa que tem sido feita na África para solucionar esses problemas fez com que as técnicas indígenas de uso sustentável da água ressurgissem como forma mais simplificada e de baixo custo para conservação dos recursos hídricos.
 Segundo Reij (1991), diversas soluções para os problemas de abastecimento de água na África já foram pesquisadas, sendo que a transferência e inserção de tecnologias externas a comunidade foram totalmente fracassadas, pois tinham alto custo de implementação e ignoravam o conhecimento indígena como parte da solução. 
A importância dos saberes tradicionais como os conhecimentos indígenas africanos tem sido muito enfatizada por Santos (1989). Este autor critica o etnocentrismo imposto pelas sociedades européias e norte-americanas que acabam por desconsiderar os saberes africanos, asiáticos e sul americanos como saberes científicos. Santos (2007) também ressalta que “com a ecologia dos saberes, o pensamento pós-abissal tem por premissa a idéia da inesgotável diversidade epistemológica do mundo, o reconhecimento da existência de uma pluralidade de formas de conhecimento além do conhecimento científico”. Boaventura propõe uma globalização contra-hegemônica onde os conhecimentos não-científicos e não-ocidentais possam ser valorizados. Prinz e Singh (2000) enfatizam que as técnicas indigenas africanas de conservação da água têm ganhado prestígio atualmente. Dentro da diversidade de técnicas, a escolha da prática apropriada deve ser feita de acordo com a quantidade de chuva e sua distribuição, topografia, tipo de solo além dos fatores socio-econômicos. Reij (1991) cita a variedade de técnicas tradicionais e sustentáveis de uso da terra e da água africanas, tais como: sistemas de rotação de cultivo, proteção de árvores fixadoras de nitrogênio, terraceamento, sistema Teras, construção de diques e barreiros. Essas práticas, além de terem a função de conservar o solo e água, previnem contra a erosão. O autor conceitua as técnicas indígenas africanas como “práticas de engenharia-étnica”. Reij (1991) enfatiza que o emprego de técnicas de terraceamento nas montanhas marroquinas continua a ser feito pelos agricultores locais. Dimas (2002) conceitua terraceamento como sendo a "locação e construção de estruturas no sentido transversal a declividade do terreno com objetivo de reduzir a velocidade da enxurrada e seu potencial de destruição, como também subdividir o escorrimento superficial possibilitando a infiltração da água no solo, aumentando a retenção de água" .
 
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Outra técnica importante para as comunidades do continente africano, principalmente nas comunidades rurais do Sudão, é o sistema Teras. Segundo Engelmen e Leroy (1995), esta técnica consiste em “construir barreiras de pedras ao redor da colheita para obstruir a descida e escoamento da corrente de água das montanhas, além de favorecer na recarga das águas subterrâneas, na umidade do solo e no controle da erosão. Esta tem como principal objetivo aumentar a produção agrícola das regiões áridas da Africa, não estando diretamente relacionada com o aumento da recarga hídrica”. Reij (1991) enfatiza que o sistema Teras é particularmente interessante por este ser um dos poucos exemplos de práticas de engenharias-étnicas africanas que podem ser empregadas em área bastante extensa. O mesmo autor ressalta que este sistema é bastante difundido dentro dos grupos étnicos de Kassala e Hedendwua. Kassala se encontra na região semi-desértica ao norte do Sudão, apresentando solo aluvial com poucas árvores em sua extensão. O sistema Teras essencialmente é feito para o plantio do sorgo no Sudão. 

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Nas comunidades dos Camarões, Reij (1991) discorre que 20 diferentes grupos etnicos praticam técnicas indígenas de uso sustentável da terra e água. Na região de Mafa se encontram agricultores mais bem capacitados da região, estes desenvolveram um sistema intricado de terraceamento. Para que haja um controle da fertilidade do solo, os agricultores usam adubo animal e resíduos descartados do cultivo ao longo da área de terraceamento. Além da adubação feita no terreno, há rotação de cultivares. Na região da Somália, Reij (1991) caracteriza a conservação da água local como sendo tradicional e de pequena escala. A maioria das comunidades que utilizam práticas de conservação da água na Somália estão envolvidas em sistemas agropastoris que utilizam a água para cultivo e suplemento animal. A técnica de construção de “caag” ou “gawan” tem sido empregada ao longo de diversas gerações na região. Esta consiste em construir barreiros próximos aos cultivares para formação de pequenos lagos que se abastecem com a água excedente da plantação e com a água da chuva. Este sistema é totalmente tradicional, sendo implementado pelos próprios agricultores locais que possuem poucos recursos e usam a criatividade para formulação de técnicas modestas.

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BARRAGENS SUBTERRANEAS

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Barragen subterrânea: Represamento total ou parcial do fluxo subterrâneo, transversalmente ao talvegue do vale ou às linhas de fluxo subterrâneo, nos casos de encostas. Isto se consegue através da construção de uma barreira impermeável perpendicular ao fluxo subterrâneo, obtida pela escavação de uma cava e posterior preenchimento desta por solo argiloso compactado. Para que a água não escape por baixo da barreira é necessário que esta trincheira atinja o bedrock ou substrato rochoso impermeável. Um filme de PVC, ou material de alvenaria, pode também funcionar como elemento impermeabilizante, apesar de ser mais caro.

Índice de conteúdo

Usos

  • - Como reservatório natural de água potável ou para irrigação
  • - No controle e gerenciamento de plumas poluidoras.


Vantagens das barragens subterrâneas em relação às barragens a céu aberto:

  • 1- são mais resistentes à evaporação e à contaminação por poluentes, por estarem protegidas por uma camada superior de solo.
A taxa de evaporação será inversamente proporcional à profundidade do nível estático do lençol freático. Quanto mais raso, maior a chance de a água atingir a superfície devido à capilaridade. Deve-se levar em consideração que a evaporação da água da franja capilar pode provocar a laterização e/ou a salinização do solo. O tipo de cobertura vegetal também pode influenciar o grau de perda da água armazenada no subsolo da barragem subterrânea.
Quanto à vulnerabilidade em relação à poluição, vale para as barragens subterrâneas o mesmo que está explanado em poluição de aquíferos freáticos. Só acrescentamos que, caso haja um severo acidente poluidor numa área de barragem subterrânea, os poluentes levarão mais tempo para contaminar a área a jusante, dando tempo para uma rápida intervenção reparadora.
  • 2- não sofrem assoreamento, dado que já são subterrâneas.
Os açudes e barragens superficiais ou a céu aberto, são muito suscetíveis ao assoreamento, devido ao aporte de sedimentos trazidos pelos processos erosivos. Isto não atinge as barragens subterrâneas, e o acúmulo de sedimento, quando ocorre, é muito menor. Mesmo que haja deposição de sedimentos na planície aluvial, a quantidade de água reservada não se altera muito, pois esta depende tão somente da porosidade e da permeabilidade do subsolo. Quando o subsolo natural não apresenta boa porosidade, pode-se optar por uma intervenção mais profunda, que permita trocar o subsolo por um material mais poroso. Para isto, faz-se a decapagem do terreno, retirando e guardando todo o perfil superficial de solo agrícola, que depois será usado para recompor a superfície do terreno, evitando a perda desta camada tão importante. Obviamente que isto redunda em custos maiores.
  • 3-não subtraem solo agrícola já que, com certos cuidados, estes podem continuar sendo cultivados.
Ao fazer uma represa ou açude a céu aberto estaremos cobrindo com água uma grande área de solo de várzea, um dos mais produtivos no ambiente agrícola. A represa subterrânea não provoca este dano, e o solo superficial poderá continuar sendo cultivado, até com mais vantagens, na medida que este ficará com mais umidade e permitirá melhor desenvolvimento da plantação. Se a extração da água for o principal objetivo da barragem subterrânea, o cultivo do solo superior deve evitar plantas que possuem raízes mais profundas e que extraem muita água do subsolo.
  • 4- não necessitam de grandes cálculos estruturais, mão de obra especializada e nem precisam do grau de segurança das barragens a céu aberto. Em certas situações geológicas uma simples trincheira profunda, perpendicular ao talvegue e preenchida por solo argiloso compactado pode funcionar como uma eficaz barreira ao fluxo subterrâneo. Para que a água não escape por baixo é necessário que esta cava atinja o bedrock ou substrato rochoso impermeável. Um filme de PVC pode ajudar como elemento impermeabilizante. Esta é uma estrutura que pode ser feita, em grande parte, com recursos locais e sem grande aporte de capital. Outras intervenções podem ser necessárias, como a injeção de calda de cimento ou de argila, para selar fraturas que possam funcionar como ladrão subterrâneo da água armazenada.
  • 5- em aquíferos costeiros, barragens subterrâneas podem aliviar ou afastar o perigo de intrusão salina ao dificultarem a penetração da cunha de água do mar em regiões com grande explotação de água subterrânea, onde esteja havendo um forte rebaixamento do nível freático. Uma eficiente barreira pode ser produzida pela injeção de substâncias impermeabilizantes (calda de cimento, soluções argilosas, etc) em baterias de poços profundos paralelos à linha de costa.

Desvantagens da barragem subterrânea:

  • 1- acumulam menos água do que as barragens superficiais. Para uma mesma área sob sua influência, considerando-se uma situação de ótima porosidade do terreno, elas acumulariam menos de um terço do volume de água acumulado em barragens superficiais. Por outro lado são estruturas que podem ser construídas em maior número ao longo do talvegue, multiplicando o alcance de seus benefícios e o volume de água armazenado e permitindo investimentos modulares de capital.
  • 2- como não se forma corpo de água superficial, perde-se um elemento que poderia ser utilizado na criação de peixes, possível fonte de renda para o agricultor familiar. Obviamente, nada impede que a água subterrânea acumulada seja utilizada para encher criadouros artificiais.

Outras considerações

A construção de um grande conjunto de barragens a céu aberto e subterrâneas ao longo dos cursos d'água de uma bacia de drenagem, funciona como um ótimo regularizador da vazão das nascentes e rios da bacia, impedindo enchentes, minorando os processos erosivos e impedindo o alto grau de assoreamento dos principais rios da área. Estas obras são indicadas para qualquer região, mesmo as com alta pluviometria. Qualquer projeto que vise a recuperação de uma bacia de drenagem, como a do Rio São Francisco, estará incompleto se não prever um calendário e metas para estes tipos de obra. Deve-se salientar que as barragens a céu aberto, após sofrerem assoreamento, ainda prestarão algum serviço, agora transformadas em barragens subterrâneas. A sua utilidade futura vai depender da granulometria dos sedimentos que foram depositados. Quanto mais grosseiros, melhor.
As barragens subterrâneas tem uso importante no manejo de aquíferos freáticos contaminados. Neste caso elas servem como barreira de contenção da pluma poluidora, evitando a rápida propagação dos poluentes, dando tempo para que a carga poluidora possa entrar em degradação natural (atenuação natural) ou seja removida através de bombeamento.

Consumidores de materiais de construção verdes

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

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Uma Pesquisa da Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Espírito Santo identificou três tipos de usuários que utilizam materiais de construção sustentáveis em suas obras e verificou o mercado desses produtos no Espírito Santo, apurou a Revista Sustentabilidade.

O estudo, conduzido por Márcia Bissoli, professora do Departamento de Arquitetura da Universidade Federal do Espírito Santo (DAU-UFES) se baseou na oferta de materiais de construção verdes no mercado em diversas cidades capixabas e visitou obras construídas para verificar o perfil de seus proprietários e identificar quais produtos são comprados.

Como resultado, três tipos de usuários foram identificados: os "ambientalmente conscientes", os "criativos por necessidade" e os "ambientalmente chiques".

Os "ambientalmente conscientes", integram o grupo das pessoas que usam materiais alternativos, simples e recicláveis por opção, em construções geralmente empreendidas em áreas afastadas dos centros urbanos. Para estes usuários, o poder aquisitivo não influencia na opção do uso dos materiais, que são em sua maioria o eucalipto tratado, as telhas produzidas a partir de materiais reciclados, pneus inservíveis usados para jardinagem, além de vidros reaproveitados e cacos de cerâmica e cascalho usados para revestimento.

O segundo grupo de usuários identificado pela pesquisa são os "criativos por necessidade", pessoas que usam os materiais verdes como uma alternativa aos convencionais, por falta de acesso à elas. Geralmente são moradores de áreas de risco ou pessoas de menor poder aquisitivo.

Os principais materiais utilizados por esse perfil são resíduos de madeira, que servem para o revestimento de pisos e paredes porém necessitam ser trocados a cada 3 meses e cacos de cerâmica e tampinhas de garrafas para revestimentos de pisos e paredes.

Um terceiro perfil identificado foi o dos "ambientalmente chiques", aqueles que adotam o uso de materiais reciclados, produzidos em escala industrial, por terem uma percepção de que esses materiais estão na moda. Entre seus materiais preferidos estão a madeira de demolição, as pastilhas de coco e a madeira plástica.

O trabalho destaca também que a escolha dos materiais verdes deve seguir algumas recomendações, como aproveitar a mão-de-obra local, contratar profissionais técnicos capacitados a orientar adequadamente os moradores em suas intervenções físicas na moradia e fazer uso de produtos e tecnologias sustentáveis durante as diversas etapas da obra.

Os resultados indicam que o desconhecimento dos materiais verdes por arquitetos e consumidores é um dos maiores gargalos para que eles sejam aplicados em larga escala no Espírito Santo. Segundo o estudo, grande parte dos produtos são aplicados em obras destinadas ao uso comercial, o que, de acordo com os pesquisadores, está relacionado ao apelo ecológico e ao marketing.

QUEM MATOU O CARRO ELETRICO

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Quem matou Odete Hoitman? No final da década de 1980, a força da indústria cultural transformou essa pergunta em uma preocupação, e prioridade, nacional: descobrir o assassino da personagem vivida pela atriz Beatriz Segall na novela Vale Tudo, escrita por Gilberto Braga. Muitos eram os suspeitos, todos com bons motivos para eliminar a milionária, e esnobe, dramatis persona.
Na década seguinte, em outro nível de discussão e bem longe da atenção do grande público, outro homicídio era cometido. Dessa vez no sólido universo da indústria automobilística norte-americana. Os veículos movidos à energia elétrica, ainda experimentais, mas já com relativa aceitação, estavam sendo expurgados do mercado, para o desprezo da maioria das pessoas e o inconformismo militante de uns poucos. Esse é o tema do instigante documentário Quem matou o carro elétrico?, dirigido por Chris Paine e lançado por uma produtora com o apropriado nome de Electric Entertainment.
O filme consegue unir o mesmo rigor científico de Uma Verdade Inconveniente, protagonizado por Al Gore, e o ritmo de mistério e ironia de um documentário de Michael Moore. Mais ainda, com seu bom acabamento cinematográfico lembra películas como Teoria da Conspiração, dirigida por Richard Donner. E as coincidências não param por aí, o mesmo Mel Gibson que estrela o filme de Donner, na pele de um motorista de táxi obcecado por conspirações nos altas esferas governamentais, participa deste documentário, através de curtos depoimentos, infelizmente menos convincentes do que sua atuação em Teoria da Conspiração. É particularmente bizarra a cena em que afirma sentir-se o próprio Batman saindo da batcaverna com seu EV (Electric Vehicle).
Muito mais convincente, em nada risível, é a participação do ator Tom Hanks. Especialmente tocante é o trecho reproduzido de uma entrevista sua no programa "David Letterman Show". Ao ser perguntado sobre o que pretendia quando optou por esse tipo de veículo, respondeu que "pretendia salvar a América", referindo-se, obviamente, às emissões de gases causadores do efeito estufa, que atingiram índices alarmantes de poluição por automóveis (os maiores do planeta) justamente na Califórnia, local de residência dos citados atores e berço do carro elétrico moderno.
Digo carro elétrico moderno porque o documentário, após uma hilariante tomada inicial, onde vemos cenas reais de um enterro simbólico do veículo, apresenta um breve panorama histórico desse conceito, informando-nos que há um século havia mais carros elétricos do quea gasolina. O primeiro "assassinato" do carro elétrico deu-se nos anos 1920, com a nascente linha de produção dos veículos com motor, lembrando-se, inclusive, que a General Motors (GM) adquiriu o sistema de bondes elétricos da Califórnia apenas para desativá-lo e, assim, estimular o uso de veículosa gasolina.
A retomada do conceito deu-se em meados da década de 1990, também por pioneirismo da GM que fabricou o EV1, seguida pela Ford (Think e Ranger), Honda (EV Plus), e Toyota (RAV4). Todos esses modelos eram vendidos apenas através de leasing, custando entre 250 e 600 dólares mensais. No início da década atual, entretanto, todas as montadoras resolveram retirá-los de circulação e, por força do mesmo sistema de leasing, exigiram que os consumidores os devolvessem. 
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/estante/estante_263106.shtml

PRINCÍPIOS DO SELO AMBIENTAL

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O conceito que norteou a implantação do Selo Ambiental da Lavoura de Arroz Irrigado
do Rio Grande do Sul foi a necessidade de implantação de práticas ambientalmente corretas
em nível de propriedade rural e de lavoura de arroz, em particular, para que fosse cumprida a
legislação pertinente e para que o empreendimento apresentasse sustentabilidade do ponto de
vista social, econômico e ambiental.
O Selo Ambiental representa a adoção de atitudes pelo produtor rural para que a
lavoura de arroz possa produzir de forma sustentável e para que os recursos naturais possam
ser eficientemente utilizados e conservados.
A inserção do Selo Ambiental representa o somatório de ações corretas para que o
produtor rural possa utilizar os preceitos de práticas de manejo preconizadas pelo Projeto 10
do IRGA, no sentido de usar corretamente os insumos necessários à obtenção de rendimentos
adequados à sustentabilidade econômica e financeira do empreendimento. Também para que
a prática de cultivo do arroz possa dar sustentabilidade social às pessoas ali envolvidas,
melhorando sua qualidade de vida e permitindo sua ascensão social.
Os aspectos ambientais fazem parte também do foco do Selo Ambiental, não só para
estar de acordo com a legislação específica, mas para conscientizar o produtor rural de que ele
faz parte do processo de preservação e conservação do ambiente bem como, pelas suas ações,
propiciar a melhoria do mesmo que virá em seu benefício e das gerações futuras.
1. Produção sustentável
O Selo Ambiental dá ao produtor o reconhecimento quanto ao uso de Boas Práticas de
Manejo (BPM) que são importantes do ponto de vista social e da gestão da propriedade e da
lavoura de arroz irrigado no Rio Grande do Sul. Com isso, os produtores contemplados terão a
credibilidade da classe arrozeira e o reconhecimento quanto aos processos de produção de
forma sustentável. Ao se promover a sustentabilidade da lavoura se inicia a desencadear o
processo de Certificação que é o objetivo a ser alcançado pelos produtores para valorizar seu
produto e estarem adequados aos preceitos de uso eficiente dos recursos naturais.
2. Segurança do alimento
O arroz produzido no RS deve apresentar qualidade e indicativos de segurança do ponto
de vista alimentar. Por esse motivo, o arroz pode competir em mercados que valorizam os
produtos cuja produção atenda importantes requisitos ambientais. O processo estabelecido
pelo Selo pode levar em curto espaço de tempo a Rastreabilidade e o produto terá melhor
visibilidade no mercado consumidor interno e externo.
3. Proteção ao ambiente
Os preceitos do Selo Ambiental estabelecem a importância do uso adequado de
recursos naturais no manejo da lavoura e na propriedade rural. Essas medidas são
fundamentais para a Sustentabilidade das áreas agrícolas cuja concepção se baseia na
possibilidade de uso ao longo do tempo, sem impactos negativos que causem a degradação do
meio ambiente.
4. Rentabilidade econômica
O Selo Ambiental contribui para um aumento da competitividade mercadológica seja
pela possibilidade de elevar a produtividade, seja pela vantagem de inserir um produto
produzido dentro das condições de menor impacto ambiental. No primeiro caso temos a
diminuição de custos de produção e no segundo caso, a qualidade do produto.
5. Adequação a legislação
O Selo Ambiental avalia se o produtor está ou não de acordo com as práticas que regem
a legislação. Ao incentivar os agricultores a terem responsabilidade socioambiental também
propicia a legalização da atividade dentro da legislação vigente, especialmente quanto ao
licenciamento e proteção de áreas frágeis do ambiente.
http://www.irga.rs.gov.br/uploads/anexos/12899352541.2_Principios_do_Selo_Ambiental.pdf

Poucos adotam 'selo verde' no País

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Cada vez mais exigidas das empresas e das administrações públicas na hora de fechar contratos ou parcerias, as certificações ambientais ainda são difíceis de ser reconhecidas pelos consumidores brasileiros. Os poucos produtos disponíveis no mercado com o chamado selo verde não trazem informações sobre sua origem com clareza.
Veja também:
link Um 'novo PIB' em gestação
link Poucos adotam 'selo verde' no País
link USP cria centro para reciclar eletrônicos
link Consumo x ambiente
A diretora de estudos e pesquisa do Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) de São Paulo, Valéria Rodrigues Garcia, defende que esses produtos devem informar sobre o processo que garantiu o reconhecimento da marca. Ela não se lembra de ter recebido, até hoje, nenhuma reclamação de consumidores sobre a qualidade sustentável de um produto. Mas "nada impede alguém de fazer uma denúncia se desconfiar de algum certificado". Na opinião de Lisa Gunn, coordenadora executiva do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a certificação é um instrumento importante na hora da compra, porque ajuda a identificar produtos de menor impacto ambiental. Mesmo assim, é preciso manter a atenção. "O consumidor tem de saber distinguir a autodeclaração da certificação, que envolve uma terceira parte (outra empresa ou certificadora)", diz ela.
Também é necessário avaliar se o selo certifica um produto ou indica o sistema de gestão de determinada empresa. "Um modelo de gestão sustentável não indica, necessariamente, que o produto comercializado é ambientalmente melhor. Assim como o produto certificado não atesta a gestão sustentável de uma empresa."
Além disso, alguns setores não têm um sistema padronizado, que ofereça informação confiável ao comprador. "A maioria dos produtos, por exemplo, ainda não informa a melhor forma de descartar a embalagem", diz Valéria.
O Idec elaborou o Manual de Consumo Sustentável, adotado em 2005 como material de referência pelo Ministério da Educação para instruir professores sobre consumo e sustentabilidade. Hoje, o documento guia também vendedores e compradores com consciência ecológica. O site da instituição (idec.org.br) disponibiliza o manual para download gratuito.
Para ter ideia do tamanho da demanda por produtos ecologicamente corretos, o Instituto Akatu, que considera o consumidor como agente transformador, realizou em 2006 uma pesquisa com 1.275 pessoas em 11 cidades brasileiras.
Apenas 33% dos entrevistados foram classificados como engajados ou conscientes. "O consciente é o top e entende a questão ambiental inserida no contexto coletivo. Ele compra produtos com certificado, pede nota fiscal e economiza água. O engajado está a caminho do consciente", diz Dorothy Roma, gerente de pesquisas e métricas do Akatu.
Catálogo Sustentável
A profissional de relações públicas Thaís Cavicchioli, de 21 anos, é uma das consumidoras conscientes que encontraram na internet uma boa fonte de informação sobre produtos. Antes de fazer uma compra, ela consulta o site Catálogo Sustentável (catalogosustentavel.com.br), desenvolvido pelo Centro de Estudos de Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGV). "No supermercado, é difícil ver se um produto é realmente sustentável", diz.
No ar desde abril do ano passado, o site conta hoje com cerca de 560 itens cadastrados, entre produtos e serviços. Todos precisam passar por uma avaliação para entrar na lista. "Não consideramos nenhum selo verde que não tenha critérios objetivos", afirma Luciana Stocco Betiol, coordenadora do Programa de Consumo Sustentável da fundação.
Normatização
Até o próximo ano também deve ser publicado outro indicador de sustentabilidade. A Organização Internacional para Padronização (ISO, na sigla em inglês) promoverá um encontro na semana que vem, no Canadá, para produzir a versão semifinal do ISO 26.000.
Entre as normas da instituição, esta será a mais sustentável até hoje, porque pretende criar padrões de responsabilidade social. "O tema é complexo. Vai de direitos humanos a governança corporativa, de meio ambiente ao direito do consumidor", diz Aron Belinky, um dos redatores principais do documento, que vai servir como uma guia de diretrizes para melhorar sistemas de gestão, e não um certificado.
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,poucos-adotam-selo-verde-no-pais,370927,0.htm

SELO VERDE

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O Que é Selo Verde

É a denominação mais comum para a marca do Forset Stewardship Council, o FSC. Esse selo pode ser reconhecido internacionalmente pelos consumidores de madeira e produtores derivados, como móveis e estruturas para a construção civil. Desta forma o comprador pode ter certeza que adquiriu um produto que não agride as florestas tropicais.
O Selo verde surgiu a partir da crescente preocupação ambiental dos consumidores, principalmente do mercado europeu. Foi quando governos e organizações não governamentais (ONGs) de vários países formularam um conjunto de normas para regular o comércio de produtos provenientes das florestas tropicais através de acordos internacionais. Ficou definido que as madeireiras que possuem o selo verde deveriam comercializar apenas produtos retirados das florestas de forma ambientalmente correta e enquadrados em um plano de manejo certificado por organismos internacionalmente reconhecidos, como o FSC.

 http://www.ecologflorestal.com.br/sub/81.av

SUSTENTABILIDADE

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Da teoria à prática

Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, garantindo a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.
Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.
Nos últimos anos, práticas de responsabilidade social corporativa tornaram-se parte da estratégia de um número crescente de empresas, cientes da necessária relação entre retorno econômico, ações sociais e conservação da natureza e, portanto, do claro vínculo que une a própria prosperidade com o estado da saúde ambiental e o bem-estar coletivo da sociedade.
É cada vez mais importante que as empresas tenham consciência de que são parte integrante do mundo e não consumidoras do mundo. O reconhecimento de que os recursos naturais são finitos e de que nós dependemos destes para a sobrevivência humana, para a conservação da diversidade biológica e para o próprio crescimento econômico é fundamental para o desenvolvimento sustentável, o qual sugere a utilização dos recursos naturais com qualidade e não em quantidade.
  http://www.wwf.org.br/empresas_meio_ambiente/porque_participar/sustentabilidade/

RECICLAGEM INFORMÁTICA

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

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Mercado da informática busca soluções para reduzir seu impacto ambiental

A quantidade de gases emitida pelos mais de um bilhão de computadores no mundo equivaleria à poluição provocada por todos os aviões do planeta.

O mercado da informática, que já foi considerada a "indústria limpa", busca soluções para reduzir seu impacto ambiental. Já existem mais de um bilhão de computadores no mundo, e a quantidade de gases estufa emitida por esses equipamentos equivaleria à poluição provocada por todos os aviões do planeta.

Para reverter este quadro, empresas de tecnologia desenvolvem as práticas de TI Verde, que permitem aumentar eficiência e desempenho dos sistema de computação, ocupando menos espaço e consumindo menos energia.

Visitamos em São Paulo a sede brasileira de uma das maiores empresas de informática do mundo, para saber como a TI Verde impactou positivamente no consumo de energia e de recursos.

http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1333186-17665-304,00.html

EMPREGOS VERDES

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"Empregos verdes" surgem das mudanças no mercado para combater o aquecimento global

Projeções afirmam que até 2030, 20 milhões de pessoas deverão trabalhar na área.

Aquecimento global também gera empregos. A preocupação com o combate ao agravamento do efeito estufa e com os efeitos das mudanças climáticas está influenciando o mercado de trabalho em todo o mundo, com o surgimento dos "empregos verdes".

Fomos a Los Angeles conhecer um pólo pioneiro na formação dos profissionais verdes: o Los Angeles Trade Tech College e conversamos com o coordenador da Organização Internacional do Trabalho no Brasil, Paulo Mouçouçah, sobre as novas exigências de um mercado em busca da sustentabilidade.

http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1384529-17665-304,00.html