SAIBA O QUE ACONTECE COM A SUCATA ELETRÔNI A

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

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Déborah Salves/Terra
Computadores, impressoras, teclados, televisões, celulares. Eletroeletrônicos não devem ser jogados no lixo comum quando acaba sua vida útil, pois os materiais usados na composição desses equipamentos são muitas vezes tóxicos - e também valiosos, já que ouro e prata, por exemplo, fazem parte dos circuitos. A chamada sucata eletrônica deve ser recolhida e enviada a empresas especializadas na reciclagem desses produtos, em um processo chamado de manufatura reversa. O nome ilustra bem as etapas: desmontar, separar partes e extrair diferentes elementos de cada componente, ou seja, uma lógica que faz o caminho contrário ao da produção de equipamentos.

A reciclagem de eletrônicos
A reciclagem de eletrônicos começa com a desmontagem dos equipamentos, que na RecicloAmbiental é feita manualmente. As etapas manuais, para o diretor da empresa, são uma oportunidade de geração de postos de trabalho e de renda com a indústria do setor de manufatura reversa. Miriam Correia Serra (na foto), por exemplo, tem 44 anos e trabalhava como diarista, sem carteira assinada, até começar na empresa de reciclagem, onde está há dois anos. Funcionários como Miriam desaparafusam as partes do aparelho e separam os componentes de acordo com a reciclagem que será feita na sequência: plásticos, ferros, metais, alumínio e placas de circuitos vão para diferentes usinas.

 Estrutura
A CPU do computador tem uma estrutura feita de ferro, que vai para a indústria de reciclagem especializada no material
Botões e tampas
A parte frontal da caixa, onde ficam botões, aberturas de drives CD, etc, é feita de plástico - são mais de 900 tipos, mas a indústria de eletroeletrônicos utiliza materiais específicos. Depois de separadas, as partes são destinadas a outra usina de reciclagem.
 Placas de circuito
As placas eletrônicas - placa mãe, placa de rede, placa de áudio e vídeo - são também isoladas, mas o processo de reciclagem não é feito no Brasil. Isso porque esses componentes são feitos de 17 metais diferentes, incluindo alguns preciosos, e separar cada um desses elementos exige tecnologia de ponta, que o País não tem. Na verdade, apenas cinco empresas no mundo fazem o processo com excelência, e elas estão instaladas na Alemanha, na Bélgica (para onde vai a maioria do material recolhido pela RecicloAmbiental), no Canadá, na Suécia e no Japão.
Freitas aponta que a tecnologia avançada de reciclagem das placas não deve ser o foco do Brasil neste momento de implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. É preciso, antes disso, operacionalizar a coleta, para que haja volume de material suficiente para compensar o custo do investimento.

 Cabos
Os cabos, tantos os internos que conectam os diferentes componentes dentro da CPU, quanto os externos que conectam periféricos, também entram na lista de recicláveis. Freitas ressalta que os chamados sucateiros há muito já "reciclam" o material, mas o processo que usam é queimar os fios, derretendo o plástico e vendendo o cobre que resta depois. O jeito ecologicamente correto, no entanto, é moer os cabos e, na sequência, usar a diferença de peso entre o plástico e o metal para separá-los, sem emissão de gases na atmosfera.
Cabos: separação de materiais
Em algumas usinas, joga-se a mistura dos materiais moídos na água: o plástico boia, o cobre afunda. "Não tem queima, mas gasta água e ela muitas vezes não é tratada", pondera o empresário, justificando a opção de sua empresa por um moinho de vento: o plástico voa, o cobre fica. Depois se separados, cada elemento segue para as empresas especializadas na sua reciclagem
Cooler
O alumínio também aparece entre os componentes da CPU: o cooler, que mantém o processador resfriado, é feito do metal. Segundo Freitas, hoje o Brasil é exemplo mundial na reciclagem de alumínio, que atingiria 98% do total.
Para que o alumínio seja enviado à reciclagem é preciso, antes, remover parafusos e elementos de ferro que circundam o cooler.

Notebooks
Os notebooks, diferente dos computadores desktop, têm a estrutura composta mais por alumínio do que ferro, uma vez que o primeiro é mais leve. Isso, no entanto, não gera diferenças no processo de manufatura reversa, que procede com os laptops da mesma forma que com os PCs.
 Estrutura
As impressoras são compostas pelos mesmos elementos que o computador: uma estrutura interna de ferro, uma carcaça de plástico, placas eletrônicas, e uma série de cabos, que são separados e enviados às respectivas indústrias.
Cartuchos
O diferencial desses equipamentos está no material usado para impressão: cartucho, toner ou pó são enviados para coprocessamento – ou seja, usados para queima em geradores de energia.
Modelos de tubo
Monitores e TVs de tubo têm, como o nome indica, um tubo interno, responsável por produzir a imagem que o usuário vê na tela. Na ponta desse tubo, há um pouco de cobre - mesmo material que compõe a parte interna dos cabos de computador -, que também é reciclado.
Vidros
Monitores CRT e televisores de tubo são os eletroeletrônicos mais caros para se trabalhar dentro da indústria da reciclagem. "O valor agregado é muito baixo porque é preciso pagar a destinação do vidro com chumbo", explica. O vidro a que se refere é o que compõe uma espécie de segunda camada em relação ao vidro no qual o usuário costuma observar as imagens na TV. Essa segunda camada tem de 20% a 30% de chumbo, metal pesado, em sua composição, o que exige que tenha destinação diferenciada.
Separação dos vidros
O processo de separação dos dois vidros usa uma máquina que aspira pó de dióxido de alumínio e fósforo, material que precisa ir para aterro controlado ou para usina de coprocessamento. Depois de separados, o vidro com chumbo é reaproveitado, no Brasil, pela indústria cerâmica para o acabamento das peças, enquanto o vidro "limpo" - que tem esse nome por não conter chumbo - é reciclado normalmente.
Placas de circuito
Monitores e TVs também têm placas eletrônicas, semelhantes às placas mãe e de rede do computador. Mas, aqui, há um pouco de alumínio na composição. Por isso, é preciso moer esses materiais, separar o alumínio, e então enviar o restante do resíduo para fora do País, onde estão as usinas capazes de recuperar os outros metais que compõem os circuitos
Estrutura
A caixa externa de monitores e TVs é feita de plástico e, assim como a parte frontal da CPU, é separada e enviada à indústria de reciclagem especializada no material. A estrutura interna é feita de ferro, também destinado a uma usina de reciclagem específica.
Modelos de LCD
Monitores e TVs de LCD seriam mais fáceis de reciclar do que os modelos de tubo, por não terem o vidro com chumbo e nem tubo com cobre. Plásticos e placas de circuito seguem a mesma lógica dos outros aparelhos, mas a parte composta de LCDs é enviada para fora do Brasil, uma vez que o País não possui tecnologia de reciclagem desses componente
Estrutura e bateria
No caso de celulares, boa parte do peso dos aparelhos é da própria placa de circuitos, então muitas vezes não há processo de separação no Brasil: os equipamentos são enviados, inteiros, diretamente às indústrias internacionais. Quando há desmontagem, apenas a bateria é desligada do resto do equipamento, e como sua composição também contém metais preciosos e pesados, os itens são igualmente exportados.
Cabos, plásticos e placas

Teclados, mouses e outros periféricos em geral são compostos de cabo, plástico externo e placa eletrônica - de tamanho reduzido -, materiais que são separados e enviados às usinas capacitadas, da mesma forma que as partes dos eletroeletrônicos

CRÉDITO DE CARBONO - PROJETO INOVADOR POR PARTE DE COMUNIDADES INDÍGENAS

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

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Projeto de Carbono Paiter-Suruí

Em um boletim sobre créditos de carbono da Planck E, enviado no início deste ano, falavamos de um projeto de carbono em terras indígenas que tinha sido cancelado pela Advocacia-Geral da União. A notícia veiculada pela Reuters dizia que 'de acordo com a legislação brasileira, terra indígena é propriedade do Estado, embora o seu uso permanente tenha sido transferido para as comunidades. Assim, a União deveria ser parte de qualquer acordo, o que não tem ocorrido'.
No início deste mês de setembro, foi noticiada a primeira venda de créditos de carbono por um grupo indígena. Os Paiter-Suruí conseguiram aprovar um projeto de redução de emissões de gases de efeito-estufa, no mercado voluntário, e venderam o equivalente a 120.000 créditos de carbono para a empresa de cosméticos Natura. Fica aqui registrado a nossa admiração por este feito e parabenizamos toda a comunidade Paiter-Suruí e em especial, seu chefe Almir Surui por este grande resultado.

BNDES libera dinheiro para projetos de energia geradoras de créditos de carbono

planck@planck-e.com

UMA EMPRESA INTERESSANTE NA ÁREA TEXTIL- RECICLAGEM

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http://www.adamitextil.com.br

A Indústria Adami Têxtil iniciou suas atividades em 1976, atuando na área de coletas de resíduos das industrias têxteis (varreduras, estopas, retalhos, papelão e resíduos de plásticos). Os resíduos eram manualmente separados por tamanhos, cores e assim comercializados.

Nos anos de 1976 a 1979, montou-se algumas máquinas recuperadas de ferros-velho e iniciou-se a produção de estopas e panos de limpeza para atender o mercado do Rio Grande do Sul. Os clientes atendidos eram de grande valia como: Varig, Recrusul, Tramontina, Calçados Azaléia, Fras-le e Marcopolo, o que fez com que a empresa despontasse e se tornasse importante neste mercado.
Em 1988, a Adami entrou no mercado de reciclagem têxtil, principalmente na reciclagem de resíduos de jeans. Até hoje, os resíduos são vendidos para montadoras de automóveis, para a produção de peças acústicas, como por exemplo: tetos, laterais de portas, capô, frontais e outras.

Atualmente,
 a empresa conta com três linhas de reciclagem, produzindo aproximadamente um milhão de quilos de material desfibrado por mês, trabalhando com materiais para montadoras automobilísticas, fiação, enchimentos de bichos de pelúcias e acolchoados.
 
   
 


Nova descoberta gera hidrogênio a partir da luz solar

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

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Nova descoberta gera hidrogênio a partir da luz solar

Por  em 3.08.2008 as 20:54
energia solar fotossíntese
Em um passo revolucionário que pode levar a marginalizada energia solar para todo lugar, pesquisadores ultrapassaram uma grande barreira para energia solarem larga escala: armazenar energia para quando o Sol não esteja brilhando, assim como as plantas fazem na fotossíntese. Imagem: O novo catalisador em ação. Crédito Daniel Nocera/MIT/Divulgação.
Até o momento a energia solar só foi utilizada de dia, pois armazená-la é proibitivamente caro e extremamente ineficiente. Com esta descoberta,os pesquisadores do Massachussets Institute of Technology (MIT) chegaram a um processo simples, barato e altamente eficiente de armazenar energia solar.
A nova descoberta requer apenas materiais abundantes e atóxicos, portando pode destravar a fonte mais potente de energia limpa do mundo: o Sol. O trabalho foi publicado na edição de 31 de julho da revista Science.
“A energia solar sempre foi uma solução distante e limitada. Agora nós podemos pensar seriamente sobre energia solar ilimitada em breve.” Disse Daniel Nocera, um dos autores da pesquisa.
Daniel e Matthew Kanan se inspiraram na fotossíntese para criar o processo sem precedentes que permitirá que a energia solar divida as moléculas da água em gás hidrogênio e oxigênio. Em seguida estes elementos podem ser recombinados em uma célula de combustível criando eletricidade limpa para a sua casa ou veículos, para ser usada de dia ou de noite.
O componente chave para a descoberta é um novo catalisador que produz oxigênio através da água, outro catalisador produz o valioso gás hidrogênio. O novo catalisador consiste de metal de cobalto, fosfato e de um eletrodo imerso na água. Quando a eletricidade – vinda de células fotovoltaicas, turbina eólica ou qualquer outra fonte – atravessa o eletrodo, o cobalto e o fosfato – formam uma fina película e gás oxigênio é produzido. Combinando outro catalisador como a platina é possível produzir gás hidrogênio a partirda água, imitando a reação gerada pela fotossíntese nas plantas. O catalisador funciona em temperatura ambiente em água de pH neutro, um experimento simples de ser recriado. “É por isso que eu sei que funcionará [na prática]. É muito simples de implementar”, disse Daniel.
Um pulo gigantesco para a energia limpa
luz solar possui mais potencial do que qualquer outra forma de gerar energia, para resolver os problemas energéticos mundiais, segundo Daniel. Em uma hora há luz solar suficiente para gerar energia para o planeta todo durante um ano.
Um dos principais cientistas da fotossíntese do mundo, James Barber, que não estava envolvido na pesquisa, disse que a descoberta é um “salto gigantesco” em direção à geração de energia limpa, livre de poluentes em larga escala.
“Essa é uma descoberta importantíssima com enormes implicações para a prosperidade futura da humanidade”, disse James, professor de bioquímica do Imperial College London. “A importância da descoberta deles não é exagerada, pois abre a porta para o desenvolvimento de novas tecnologias para a produção de energia, reduzindo nossa dependência de combustíveis fósseis”.
Daniel espera que em dez anos seja possível que residências possam usar células fotovoltaicas para armazenar energia através de células de combustível e abastecer as suas casas. Eletricidade vinda de uma fonte central poderá se tornar coisa do passado.[Physorg]

Protótipo utiliza energia solar para criar combustível

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Protótipo utiliza energia solar para criar combustível

Por  em 21.03.2011 as 3:56
Uma nova pesquisa criou um protótipo solar que imita a vida das plantas, transformando a energia do sol em combustível que pode ser armazenado e transportado.A máquina usa raios solares e óxido de metal para tornar dióxido de carbono ou água em combustíveis.
O protótipo funciona utilizando uma janela de quartzo e cavidades para concentrar a luz solar em um cilindro revestido com óxido de cério, também conhecido como céria. O céria tem uma propensão natural para exalar oxigênio conforme ele esquenta, e inalá-lo conforme ele esfria.
No protótipo, o dióxido de carbono e/ou a água são bombeados para um recipiente, e o cério rapidamente tira o oxigênio deles conforme esfriam, criando hidrogênio e/ou monóxido de carbono. Metano também pode ser produzido na mesma máquina.
A grande descoberta da pesquisa é o aproveitamento das propriedades do céria no reator solar. O metal é bastante disponível; é o mais abundante dos “metais raros” da Terra.
Segundo os pesquisadores, o hidrogênio produzido poderá ser utilizado para alimentar células combustíveis de hidrogênio em carros, enquanto uma combinação de hidrogênio e monóxido de carbono pode ser usada para criar gás sintético como combustível.
O reator também poderia ser usado para criar combustíveis de transporte ou ser adotado em usinas de energia de grande escala, onde a energia de origem solar pode ficar disponível durante todo o dia e noite.
problema maior é que o protótipo é extremamente ineficiente: o combustível criado aproveita apenas 0,7 a 0,8% da energia solar armazenada. A maioria da energia é perdida através da liberação de calor na parede do reator, ou através da re-radiação da luz solar pela abertura do dispositivo.
Ainda assim, os pesquisadores estão confiantes de que as taxas de eficiência podem chegar a 19% através de um melhor isolamento térmico e aberturas menores. Tais índices de eficiência poderiam tornar um dispositivo comercial viável.
No entanto, o destino deste e de outros dispositivos em desenvolvimento, segundo os pesquisadores, está ligada ao fato dos estados adotarem ou não uma política de baixo carbono.
A ideia de que o aparelho imita as plantas, que também utilizam o dióxido de carbono, água e luz solar para gerar energia (fotossíntese) é uma analogia simplista. O reator baseia-se na luz solar para produzir um composto químico, no sentido mais genérico, mas as semelhanças acabam por aí.
Segundo os cientistas, a tecnologia solar avança a um bom ritmo, e outros projetos como esse existem, mas os desafios permanecem sendo a economia, a eficiência e o armazenamento. [BBC]

MATA ATLÂNTICA FRAGMENTADA

quinta-feira, 6 de junho de 2013

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A Mata Atlântica está fragmentada. E agora?

Área de restauro na área da Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA), no Rio de Janeiro.
Área de restauro na área da Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA), no Rio de Janeiro.
Magno Castelo Branco*
Após 500 anos de exploração predatória, a Mata Atlântica se encontra hoje reduzida a apenas 7% de sua cobertura original. Nos primórdios de nossa colonização, ela se estendia por 1,3 milhão de km2 abrangendo as regiões Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil.
Essa exploração foi tão devastadora que o pau-brasil, a árvore que justifica o nosso nome enquanto nação, outrora abundante nesse bioma, agora se encontra ameaçado de extinção na natureza. A única maneira de observá-lo com facilidade é em algum jardim botânico ou unidade de conservação. Fazer uma trilha no “meio do mato” com a expectativa de encontrar um exemplar dessa árvore em seu estado natural significa frustração na certa.
A maioria desses 7% que restaram, algo em torno de 100 mil km2, se encontra em manchas espalhadas pelo território outrora ocupado pelo bioma. Ou seja, o que sobrou da Mata Atlântica está altamente fragmentado. Isso amplifica o efeito de borda e não fornece área de vida suficiente para as espécies animais que restaram desses cinco séculos de desmatamento. O bioma fragmentado como está perde muito de sua capacidade de fornecer os mesmos serviços ambientais que proveria caso a área restante estivesse contínua e concentrada em uma única região.
E o prognóstico disso tudo? Se não aumentarmos os esforços de recuperação da Mata Atlântica elegendo (e recuperando!) áreas prioritárias para a conectividade desses fragmentos e protegendo as espécies que aí vivem, as áreas restantes perderão em muito a sua capacidade de autoperpetuação frente à enorme pressão antrópica (derivada de atividades humanas) que sofrem atualmente.
Vale a pena lembrar que pelo menos 20% da cobertura original tem que ser recuperada, segundo o nosso desfigurado Código Florestal. Mas, infelizmente, no nosso país a legislação florestal tem um enforce digno de país-do-faz-de-conta e o enorme déficit florestal nesse bioma segue, ano após ano, década após década.
Mas e a Amazônia, não é esse bioma o “pulmão do mundo”? O mais importante e onde os esforços de conservação estão concentrados? A Amazônia segue em ritmo de desmatamento ainda maior que os verificados na Mata Atlântica no passado. Caso nenhum esforço de conservação efetivo for posto em prática, esses dois biomas importantíssimos para nós e para a humanidade, infelizmente, compartilharão do mesmo destino comum.

PROJETO ARCO NORTE - LONDRINA -PR

quinta-feira, 30 de maio de 2013

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MOVIMENTO EM DEFESA DA MATA DOS GODOY EM DETRIMENTO DA CONSTRUÇÃO DE UM GRANDE EMPREENDIMENTO LOGÍSTICO. 
" A SOCIEDADE DESDE QUE ORGANIZADA CONSEGUE OBTER RESULTADOS EFETIVOS EM PROL DO MEIO AMBIENTE. TEMOS QUE ENTENDER QUE PARA UMA CIDADE, ESTADO OU PAÍS CRESCER E SE DESENVOLVER NÃO SIGNIFICA DESMATAR DE FORMA IRRESPONSÁVEL, OCUPAR ÁREAS DE NASCENTES, POLUIR RIOS OU DESTRUIR FAUNA E FLORA. VIVEMOS EM PAÍS DE PROPORÇÕES CONTINENTAIS, TEMOS ESPAÇO PARA CRESCIMENTO SEM AFETAR O POUCO QUE NOS RESTOU DE ÁREAS DE RESERVA E PRESERVAÇÃO. TEMOS QUE LUTAR PARA QUE PREVALEÇA SEMPRE O BOM SENSO."
Rio Apertado, urgente!
Transpondo divisores de sub-bacias hidrográficas do Paranazão, o Movimento Pró Ivai/Piquiri participou de reunião realizada pela Associação dos Amigos da Mata do Godoy e ONG MAE, no salão paroquial da Paróquia de Santana, na localidade de Patrimônio Regina, em Londrina-PR.
O evento, com cerca de 100 participantes, recepcionados pela anfitriã Maria Helena Godoy Tenório e irmãos, contou com a presença do prefeito municipal Alexandre Kireeff e do secretário municipal de agricultura, Guilherme Casanova Junior, dos professores da UEL, Drs. José Marcelo Torrezan, Mário Luis Orsi e Alba Cavalheiro e de diversos acadêmicos e moradores da localidade, além da advogada Roberta Queiroz, representando o Conselho Municipal de Meio Ambiente.
Em discussão, os efeitos da proposta de construção de aeroporto de cargas de projeto denominado "Arco Norte" em área contígua ao Parque Estadual da Mata dos Godoy, a mais importante unidade de conservação nas proximidades de Londrina-PR.
Mais do que a Mata dos Godoy, a região do Patrimônio Regina compreende um mosaico de remanescentes florestais da bacia hidrográfica do rio Apertado (e Cafezal), contribuinte do Tibagi, utilizada como manancial de abastecimento  para Londrina, Cambé e Apucarana, além de prestar diversos outros serviços ambientais para a região, conforme palestra do gestor ambiental Gustavo Góes, da ONG MAE e do professor doutor José Marcelo Torrezan, este representando a comunidade científica da UEL.
Por conta da mobilização da comunidade local, representação do Ministério Público Estadual (Dra. Solange Vicentin) e profunda avaliação sobre as origens e condições do projeto "Arco Norte" como originariamente proposto e ainda alardeado por certos setores econômicos da sociedade , o prefeito municipal Alexandre Kireeff, que solicitou a oportunidade de se fazer presente junto à comunidade, declarou expressamente não acreditar na viabilidade da construção de aeroporto de cargas nas proximidades do Parque Estadual Mata dos Godoy, tendo revogado o Decreto 1024/09, que declarava de utilidade pública para fins de construção de aeroporto área circundante da unidade de conservação e outra áreas de florestas próximas.
Na oportunidade, representando o CAOPMA, o promotor de justiça Robertson de Azevedo, além de discorrer sobre a necessidade de licenciamento ambiental do projeto proposto e do papel do Plano Diretor na preservação da bacia do rio Apertado como manancial de abastecimento público, rapidamente expôs a apresentação "Políticas Públicas e Representações Sociais", que trata exatamente das estratégias de mobilização da população em articulação com as universidades e outras entidades sociais, visando a proteção de patrimônio comum, tendo como exemplo o Movimento Pró Ivaí/Piquiri.
No caso da Mata dos Godoy, a articulação da comunidade local, organizada na Associação dos Amigos, aliada à ONG MAE e à comunidade acadêmica da UEL, com o apoio do Ministério Público, conseguiu demonstrar ao atual gestor municipal a inviabilidade do projeto originariamente proposto.
Organizada, a sociedade muito pode.
Viva os rios!

" A MORTE PELA CAMISA QUE USAMOS "

sexta-feira, 10 de maio de 2013

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Publicado por romildo de paula leite em 10 maio 2013 às 10:39


RICHARD GREENWALD E MICHAEL HIRSCH
A morte de mais de 800 operários de uma fábrica de confecção instalada no Rana Plaza, em Bangladesh, que desabou no dia 24, é uma tragédia que coloca em foco os problemas generalizados existentes no setor global do vestuário. Mas será a faísca que finalmente produzirá as tão necessitadas reformas em âmbito global?
Depois de desastres como o de Rana ou o incêndio em outra fábrica de confecção – também em Bangladesh, em novembro –, a tendência é bancarmos o detetive e colocar a culpa em alguém, seja o proprietário do imóvel, a corrupção, as leis permissivas ou a fiscalização inexistente.
Artigos e artigos na imprensa concentraram-se em descobrir a prova definitiva, como se houvesse uma única causa – sem a qual os operários hoje estariam sãos e salvos. Ou então, a cobertura das tragédias é conduzida como se fossem desastres naturais, que despertam a compaixão pública até a atenção da sociedade voltar-se para o próximo incidente.
Sim, buscamos justiça. Mas no ímpeto de resolver o caso ou ajudar as vítimas nos recusamos a ver os verdadeiros culpados: a indústria global do vestuário e nós mesmos – pois somos cúmplices quando apoiamos ou ignoramos um sistema de comércio e terceirização do trabalho cuja finalidade é contornar regulamentos de todos os tipos, na busca do lucro máximo em detrimento das pessoas.
De acordo com Juliet Schor, professora de Sociologia do Boston College, o custo das roupas em dólares caiu 39% desde 1994.
Temos de nos perguntar até que ponto a nossa demanda por uma camiseta de US$ 5 e enormes descontos num jeans não são responsáveis por desastres como esses.
O que ocorreu em Rana foi comparado ao incêndio, em 1911, na fábrica Triangle Shirtwaist, em Nova York. Ambos os desastres ocorreram em fábricas de roupas e resultaram em muitas mortes (na Triangle, foram 146). O incêndio na fábrica de Nova York permaneceu na memória coletiva dos americanos e tornou-se um exemplo dos terríveis problemas de um país em fase de industrialização.
Lembramos do incêndio não em razão das mortes – uma vez que trabalhadores infelizmente morrem regularmente na indústria americana –, mas porque fomos forçados a confrontá-lo. Os trabalhadores do setor de confecção recusaram-se a retornar silenciosamente ao trabalho.
Seus protestos em massa e a cólera coletiva obrigaram os consumidores de classe média a encarar a própria culpa e juntos pleitearam mudanças políticas.
Com essas mudanças foram aprovados novos códigos de saúde e segurança, reformas nas leis trabalhistas e regulamentos modernos para uma indústria primitiva. Essas reformas iniciadas para os trabalhadores do setor de vestuário acabaram sendo adotadas para todos os trabalhadores em Nova York e fizeram do Estado um modelo para a nação.
O simples fato de tudo isso ter sido o resultado de trabalhadores exercendo seus direitos foi esquecido no relato da história da fábrica Triangle, ao passo que muita atenção é dada às portas trancadas com correntes ou às violações de códigos de edificações – que se tornaram um mito urbano e se desviam da verdade.
Naturalmente, não podemos ignorar a responsabilidade do proprietário da empresa ou do prédio – ou das autoridades locais. Mas se nos concentrarmos inteiramente neles vamos nos iludir em relação aos problemas de fato.
Em vários aspectos o setor do vestuário permanece inalterado desde 1911. Ele ainda é ferozmente competitivo, com margens mínimas. E ainda é dominado pelo sistema de terceirização.
Hoje as grandes lojas e marcas contratam a produção dos fabricantes porque elas não possuem meios próprios. Então, as empresas contratantes terceirizam o trabalho para outras, reduzindo um pouco suas margens.
A distância entre a marca e os que fabricam a roupa é grande e com frequência desconhecida, oculta nos diversos estágios do processo. E cada fase depende da capacidade de contratação de mão de obra cada vez mais barata para aumentar os lucros. As localizações dessas fábricas mudaram, mas o sistema permanece.
Nossas roupas vêm de locais como Rana onde, como em 1911, o operário médio é uma jovem trabalhando em condições terríveis por um salário de fome.
Logo após o incêndio na Triangle Shirtwaist, durante um funeral, a sindicalista Rose Schneiderman levantou-se e discursou para a multidão. Suas palavras deveriam nos sensibilizar ainda hoje. “Toda semana fico sabendo da morte prematura de uma das minhas colegas de trabalho. Anualmente milhares são mutiladas. Por que a vida de homens e mulheres é tão barata e a propriedade tão sagrada? Existem tantos de nós para uma vaga que pouco importa se 146 morreram queimados. Nos ofereceram alguns dólares para as mães, irmãos e irmãs desolados, como se fosse um donativo, a título de caridade. Mas cada vez que os trabalhadores protestam da única maneira que conhecem contra as condições de trabalho insuportáveis, a mão forte da lei é usada para nos pressionar vigorosamente.”
Rana deve ser tão importante para nós, no plano global, quanto o incêndio da Triangle. Deve nos forçar a acordar e, como consumidores, apoiar os trabalhadores que fabricam nossas roupas.
Temos a responsabilidade moral de exigir que as roupas de marcas que usamos não sejam costuradas com sangue. Se não fizermos nada e simplesmente esperarmos pela próxima tragédia, continuaremos culpados, como foi delatado por Rose Schneiderman em 1911.
PUBLICADO NO ESTADÃO

TRANSFORMAÇÃO DE LIXO ORGÂNICO EM UM BOM NEGÓCIO

domingo, 5 de maio de 2013

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Edição do dia 05/07/2012
06/07/2012 01h45 - Atualizado em 06/07/2012 01h45

 

A destinação inteligente do lixo úmido já é realidade em várias empresas do Brasil. Uma delas consegue faturamento médio de R$ 100 mil por mês.

Lixo é um negócio lucrativo, e muito positivo para o meio ambiente, desde que tratado corretamente. O que se joga fora de comida por ano no Brasil daria para alimentar 30 milhões de pessoas. É a população do Iraque.Cada um de nós gera em média um quilo de lixo por dia e mais da metade disso é matéria orgânica. São 22 milhões de toneladas de alimentos que para na lixeira. Resíduos que se transformam em uma bomba-relógio ambiental na maioria das cidades brasileiras. Abandonados a céu aberto, os resíduos orgânicos vão parar nos lixões, viram chorume, que contamina as águas subterrâneas. Gás metano, que agrava o efeito estufa. Atraem ratos, moscas e baratas, que transmitem doenças. É nesses locais que milhares de pessoas acabam vivendo, na tentativa arriscada de ganhar a vida, mas há quem já enxergue no lixo uma maneira correta de trabalhar e excelentes oportunidades de negócio. A destinação inteligente do lixo úmido já é realidade em várias empresas do Brasil. De restinho em restinho chega-se a cinco toneladas de lixo por mês numa fábrica de produtos de beleza. “Antes a gente desenhava o procedimento mandando para aterro e hoje a gente utiliza nosso parceiro para fazer a compostagem então é um ganho para sociedade”, fala o diretor da Lóreal Brasil, Rogério Barbosa.Numa outra fábrica de equipamentos, os recicláveis são separados num galpão e mais recentemente, o lixo orgânico também passou a ter um destino mais nobre. Sem gastar um centavo a mais. “A gente consegue evitar que vá a aterros sanitários, cerca de 3 mil kg de resíduos orgânicos por mês”, fala o gerente de fabricação de equipamentos da White Martins, Giovani Santini Campos. Acompanhamos a rotina de uma das primeiras empresas do Brasil a transformar lixo orgânico em negócio lucrativo. O material é levado para um imenso galpão em Magé, na região metropolitana do Rio, onde acontece a compostagem.“A compostagem de forma natural duraria em torno de cinco a seis meses. Através de um líquido, que funciona como catalisador do processo, a gente acelera isso para em média 40 dias”, explica o diretor comercial da Vide Verde, Marcos Rangel.Outra vantagem desse sistema é que ele reduz drasticamente as emissões de gases de efeito estufa, que provocam o aquecimento global. Nos aterros de lixo, gera-se 400 gramas de gás para cada quilo de lixo orgânico. Nas composteiras, essa emissão fica em torno de quatro gramas, por quilo, 100 vezes menos.O que antes era resto de comida vira material seco, sem cheiro ou riscos para a saúde. Misturado à terra preta, o composto é ensacado para então se transformar em um produto cobiçado no mercado de jardinagem.Quem quiser pode produzir adubo orgânico dentro de casa. Em pelo menos cinco mil domicílios brasileiros, a Minhocasa é o destino final do lixo orgânico.“O resíduo orgânico que a gente pode colocar dentro desse minhocário pode ser desde as cascas de frutas e verduras, os talos, como também o alimento que já foi cozido como sobra de arroz, feijão, macarrão, casca de ovo, borra de café, pão embolorado, tudo isso é bem-vindo”, conta o sócio-fundador da Minhocasa, César Cassab Danna.
O sistema inspirado num modelo de política pública adotada da Austrália funciona até em apartamentos pequenos. Em caixas fechadas, que não exalam mau cheiro, as minhocas realizam de graça a conversão do lixo em adubo.

Plantação de árvores se torna solução para mitigar efeito estufa

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Edição do dia 02/05/2013 03/05/2013 06h23 - Atualizado em 03/05/2013 07h42  Especialistas usam a calculadora de CO2.

É possível fazer a conta para qualquer atividade, e já tem quem faça isso.

André Trigueiro
Em tempos de aquecimento global, plantar árvores passou a ser um bom negócio, principalmente para quem quer compensar os gases de efeito estufa emitidos nas mais diferentes atividades do dia-a-dia.Você já se deu conta de que quase tudo o que a gente faz resulta na emissão de gases de efeito estufa? Principalmente o tal do dióxido de carbono, mais conhecido como CO2.Um carro flex, com motor 1.4, que roda 100 quilômetros por mês, emite 110 quilos de CO2. Uma ponte aérea São Paulo – Rio de Janeiro, ida e volta, é rapidinha, mas lá se vão 130 quilos de gás carbônico por pessoa.
Se você paga R$ 100 de conta de luz por mês, está emitindo mais 150 quilos. Só esses três exemplos dão um total de 390 quilos de CO2. Ou seja, você precisaria plantar duas árvores para compensar essa emissão e esperar de 30 a 40 anos até elas ficarem adultas para ficar quite com a atmosfera.A conta é complexa. Os especialistas usam a chamada calculadora de CO2, que faz a conversão dos gases emitidos em árvores que precisam ser plantadas para compensar o dano. Se for espécie nativa da Mata Atlântica, por exemplo, cada árvore é capaz de estocar em média 190 quilos de dióxido de carbono na fase adulta. É possível fazer a conta para qualquer atividade, e já tem quem faça isso. A Iniciativa Verde, por exemplo, foi uma das pioneiras neste mercado. Já plantou quase 500 mil árvores em mais de mil projetos de compensação.Seis grandes lojas de uma rede de material de construção espalhada pelo Brasil tiveram os gases de efeito estufa emitidos, quando foram construídas, compensadas com o plantio de árvores. Até o momento, essa conta fechou em 55 mil mudas de árvores plantadas.
“Para cada quilo de concreto produzido, a gente emite para a atmosfera, 100 gramas de gás carbônico. O alumínio já é um material bem mais exigente. Para cada quilo de alumínio produzido, são seis quilos de gás carbônico emitidos para a atmosfera. Então, a gente tem que levar em consideração as particularidades de cada material para fazer a contabilização total de gás carbônico emitida por ordem da construção da loja”, diz Magno Castelo Branco, diretor técnico da Iniciativa Verde. Aplicando a calculadora de carbono, o uso de 15 mil toneladas de concreto em uma única loja (1.635 toneladas de CO2) resultou no plantio de 8.605 árvores; 324 toneladas de cimento (292 toneladas de CO2) viraram 1537 árvores; e 233 toneladas de aço (247 toneladas de CO2), 1.300 novas árvores. “Com as seis lojas, nós compensamos em torno de R$ 500 mil”, afirma Andreia Abreu, gerente de projetos e obras – Leroy Merlin. Quem paga pelo serviço acompanha online o crescimento das mudas com direito a imagens de satélite de mapas digitalizados. A lista dos clientes da organização é grande, e vai de grupos de pagode a editoras de livros e feiras de moda. Todas as árvores são plantadas em áreas degradadas nas margens dos rios. A reportagem foi a São Carlos, a 230 quilômetros de São Paulo, para conhecer uma das áreas onde a compensação de carbono é feita. Na cidade, os proprietários rurais são obrigados por lei a proteger com vegetação uma faixa com 50 metros de largura dos dois lados dos rios. São áreas de proteção permanente. Nem todos os proprietários rurais conseguem ou querem cumprir a legislação. “Não tinha nada aqui, era só vegetação de capim. Aqui foram plantadas 4 mil mudas, sendo de 85 espécies diferentes”, diz Flavio Roberto Marchesin, produtor rural. Flávio mostra com orgulho a floresta que protege o rio responsável por 40% da água servida em São Carlos. De agricultor, transformou-se em parceiro do projeto. É dele o mudário de onde saem as novas gerações de árvores que vão esverdeando aos poucos as propriedades dos vizinhos.O sítio acolhe um centro ambiental onde os alunos das escolas da região agendam visitas para ver de onde vem a água da cidade, como transformar o lixo orgânico em adubo e, finalmente, a lição mais esperada do dia, como plantar a árvore.Da tranquila zona rural, para o ronco dos motores de Rio Claro, a 150 quilômetros de São Paulo, a locadora de carros lançou a ideia em 2009. “A empresa passa para nós um relatório das locações. A gente faz o calculo total de quilômetros, que foram percorridos com cada tipo de veículo, e a gente chega no total de emissões”, diz o diretor executivo Leandro Aranha. “Eu acho que é você incentivar e buscar uma consciência nas pessoas que alugam, então não é uma coisa obrigatória. A gente dá a possibilidade de a pessoa escolher participar do programa. Eu acho que o resultado é bem satisfatório”, diz Marcela Moreira, diretora de marketing – Movida Rent a Car. E quando se trata de um mega evento como as Olimpíadas? O Brasil assumiu o compromisso de compensar as emissões dos jogos de 2016. Segundo o secretário do Ambiente, serão plantadas 24 milhões de árvores até dezembro de 2015. No mapa, aparecem as metas assumidas pelas dez maiores empresas do estado. No site, o plantio feito por voluntários é atualizado online. “Esses 24 milhões provavelmente vão abater as emissões da Olimpíada e também as emissões da Copa do Mundo. Vão ser três em um. Com a mesma árvore, você capta carbono, protege o recurso hídrico e expande os corredores de biodiversidade”, afirma Carlos Minc, secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro.