terça-feira, 4 de novembro de 2014

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aquecimento global
Cientistas podem ter subestimado muito a extensão do aquecimento global, porque as leituras de temperatura de mares do hemisfério sul eram imprecisas.
De acordo com um estudo publicado na revista “Nature Climate Change”, as comparações de medições diretas com dados de satélite e modelos climáticos sugerem que os oceanos do hemisfério sul têm sugado mais do que o dobro do calor aprisionado pelos nossos excesso de gases de efeito estufa do que o previamente calculado. Isto significa que podemos ter subestimado o quanto o nosso planeta tem se aquecido.
Paul Durack, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, na Califórnia, e seus colegas compararam as medições de temperatura do mar diretas e inferidas com os resultados dos modelos climáticos. Enquanto estes três tipos de medidas em conjunto sugerem que nossas estimativas de aquecimento do hemisfério norte oceano estão certas, a história é outra quando descemos um pouco mais no mapa.
A equipe estima que a extensão do aquecimento nos oceanos do hemisfério sul desde 1970 poderia ser mais do que o dobro do que foi inferido a partir das medições diretas limitadas que temos para essa região. Isto significa que, em conjunto, todos os oceanos do mundo estão absorvendo entre 24 e 58% mais energia do que foi previamente estimado por medições diretas in situ.
“A implicação é que o desequilíbrio energético – o aquecimento líquido da terra – teria que ser maior”, explica Wenju Cai, da Organização Comunitária de Pesquisa Científica e Industrial (CSIRO), em Melbourne, Austrália.
Segundo Durack, já haviam suspeitas que as estimativas do aquecimento do oceano do hemisfério Sul eram tendencialmente baixas. “Nosso estudo é o primeiro a tentar quantificar a magnitude do que é esta subestimação comumente reconhecida, usando o máximo de informação que está disponível”.
O estudo abrange o período de 1970 a 2003. Cai diz que, durante esse tempo, enquanto amostras do hemisfério norte tem sido colhidas por navios e projetos liderados pelos países ricos ao norte da linha do equador, muito poucas medidas diretas foram feitas no sul. Portanto, não é surpreendente que as medições in situ estivessem erradas. “Mas isso é enorme”, afirma Cai.
“Pode-se dizer que o aquecimento global é o aquecimento do oceano”, escrevem Gregory Johnson e John Lyman, da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos, em um comentário que acompanha o artigo de Durack. “Quantificar o quão rápido e onde os oceanos estão aquecendo é vital para entender o quanto e quão rápido o clima vai esquentar e os mares vão subir”.
Desde aproximadamente 2000, uma rede de boias chamadas flutuadores Argo têm colhido dados globais mais precisos dos oceanos, portanto as medições mais recentes do hemisfério sul são mais confiáveis​​. [New ScientistGizmodoScience Daily]
http://hypescience.com/aquecimento-global-o-mundo-esta-esquentando-mais-rapido-que-pensavamos/

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O que é o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima?

O Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima é um órgão científico designado pelos governos do mundo para aconselhá-los sobre as causas e efeitos do aquecimento global, bem como as possíveis soluções para esse problema que já deixou de ser eminente para ser uma realidade. O grupo, juntamente com Al Gore, foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz em 2007 por seus esforços para chamar a atenção para a crise climática que o nosso planeta enfrenta agora – e que promete ficar muito pior daqui para frente.
O novo relatório é uma sinopse de 175 páginas de uma série de reportagens realizadas durante o ano passado. Ele representa a etapa final de um esforço de cinco anos para analisar um vasto arquivo de pesquisas climáticas até então publicadas.
Esse também é o quinto relatório do grupo desde 1990. E cada um deles tem uma característica em comum muito forte: todos dão uma certeza cada vez maior de que o clima está cada vez mais quente e que as atividades humanas são a principal causa dessa mudança.
“A influência humana foi detectada no aquecimento da atmosfera e do oceano, em mudanças no ciclo global da água, em reduções de neve e gelo, e em elevação global do nível médio do mar; e é extremamente provável que também tenha sido a causa dominante do aquecimento observado desde meados do século 20″, disse o relatório.

A mudança climática não é mais uma ameaça distante

Há alguns anos, isso era verdade. E ao ouvirmos falar do agravamento do aquecimento global, o tom era sempre de algo apocalíptico para um futuro muito distante. Mas, como bem diz a música de fim de ano da Rede Globo, o futuro já começou. O único detalhe é que não tem festa nenhuma acontecendo. Muito pelo contrário. A mudança climática já está sendo sentida em todo o mundo. “É aqui e agora”, lamenta Rajendra K. Pachauri, presidente do painel.

Repercussões

Em Washington, o governo Obama saudou o relatório, com o assessor científico do presidente, John P. Holdren, chamando-o de “mais um despertar para a comunidade global de que devemos agir em conjunto com rapidez e de forma agressiva a fim de conter as mudanças climáticas e evitar seus piores impactos”.
A administração está pressionando por novos limites para as emissões das usinas de energia norte-americanas, mas enfrenta forte resistência no Congresso e alguns estados.
Michael Oppenheimer, cientista climático da Universidade de Princeton e um dos principais autores do novo relatório, disse que a continuação da paralisia política nas emissões deixaria a sociedade dependendo da sorte para sobreviver. Não nos parece bom.
“Temos visto muitos governos atrasarem e demorarem na implementação de cortes de emissões abrangentes”, disse Oppenheimer. Assim, a necessidade de sorte paira cada vez mais sobre nossas cabeças. Ele completa sua declaração dizendo que acha um pouco delicado colocar o futuro do planeta nas mãos do destino. Especialmente porque temos atitudes de podem ser tomadas.
É difícil de discordar dele. Alguém se arriscaria? [NYTIMES]
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De acordo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, realizado ontem, apesar dos esforços crescentes de muitos governos para combater o problema, a situação global está se tornando mais aguda conforme os países em desenvolvimento se juntam ao Ocidente na contramão, queimando enormes quantidades de combustíveis fósseis.

Mas qual seriam as consequências?

Bem trágicas, na verdade.
Segundo o grupo de cientistas e outros especialistas que participaram do encontro, se a redução nas emissões de gases estufa não acontecer muito em breve, poderíamos passar por mudanças que ameaçariam a sociedade com a escassez de alimentos, crises de refugiados, inundação de grandes cidades e algumas nações inteiras, extinção em massa de plantas e animais e um clima tão drasticamente alterado que poderia ser perigoso para as pessoas trabalhar ou simplesmente ficar ao ar livre durante as épocas mais quentes do ano.
O novo relatório da ONU deixa bem claro que a “continuação na emissão de gases estufa implica em mais aquecimento e mudanças de longa duração em todos os componentes do sistema climático, aumentando a probabilidade de impactos severos, invasivos e irreversíveis para as pessoas e os ecossistemas”.

Qual é a novidade?

Se você não mora em uma caverna, provavelmente já ouviu falar em todas essas coisas e consequências terríveis. Então o que mudou nesse novo relatório da ONU?
Bom, se isso sempre foi falado e nenhuma medida realmente eficiente foi tomada, você já pode imaginar que o cenário está ficando cada vez mais complicado. Para expressar a gravidade da situação, o relatório usa um tom alarmante nunca antes usado. Durante o painel, os especialistas, mais do que das outras vezes, fizeram questão de deixar bem claro o quanto a sociedade está em perigo se uma política séria de controle do agravamento do aquecimento global não for colocada em prática imediatamente.

Ações

Isso exigiria deixar a grande maioria das reservas mundiais de combustíveis fósseis no solo ou, uma alternativa, investir no desenvolvimento de métodos para capturar e enterrar as emissões resultantes da sua utilização, disse o grupo.
Se os governos se comprometerem a atender suas próprias metas de limitar o aquecimento do planeta a não mais de 2 graus Celsius, devem restringir as emissões provenientes de combustíveis fósseis adicionais para queima de cerca de 1 trilhão de toneladas de dióxido de carbono, disse o painel. Se seguirmos nas taxas de crescimento atuais, esse orçamento é susceptível de ser esgotado em algo em torno de 30 anos, possivelmente antes.
No entanto, as empresas de energia têm preservado reservas de carvão e de petróleo equivalentes a várias vezes esse valor, e eles estão gastando cerca de US$ 600 bilhões por ano para encontrar mais. Nesse mesmo barco, então as empresas de petróleo que continuam construindo usinas e refinarias de energia movidas a carvão, e os governos que estão gastando mais US$ 600.000.000.000 (desse jeito os zeros vão entrar em extinção também) ou subsidiando diretamente o consumo de combustíveis fósseis.
Por outro lado, como o relatório também constatou, menos de US$ 400 bilhões por ano estão sendo gastos em todo o mundo para reduzir as emissões ou com alternativas de outras formas de lidar com essa tão temida (e real) mudança climática. Essa é uma pequena fração da receita gasta em combustíveis fósseis – e é menor, por exemplo, do que a receita de uma única empresa petrolífera como americana ExxonMobil.

Parece que não estamos remando para o lado certo

“A ciência tem falado e não há ambiguidade em sua mensagem”, disse Ban Ki-moon, secretário geral das Nações Unidas. “Os líderes devem agir. O tempo não está do nosso lado”, completou.
No entanto, não houve nenhum sinal de que os líderes nacionais estejam dispostos a discutir a atribuição do orçamento de emissões de trilhões de toneladas entre os países. Aliás, muito pelo contrário. Eles estão se movendo em direção a um acordo relativamente fraco que seria, essencialmente, deixar que cada país decida por si próprio o quanto de esforço deve colocar em limitar o agravamento do aquecimento global – e mesmo esse documento, que mais parece uma piada, não entraria em vigor até 2020.
“Se optarem por não falar sobre o orçamento de carbono, eles estarão optando por não resolver o problema da mudança climática”, disse Myles R. Allen, cientista do clima na Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, que ajudou a escrever o novo relatório. “Eles também não podem não se incomodar e virar as costas para essas reuniões”, alerta.
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SAIBA O QUE ACONTECE COM A SUCATA ELETRÔNI A

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

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Déborah Salves/Terra
Computadores, impressoras, teclados, televisões, celulares. Eletroeletrônicos não devem ser jogados no lixo comum quando acaba sua vida útil, pois os materiais usados na composição desses equipamentos são muitas vezes tóxicos - e também valiosos, já que ouro e prata, por exemplo, fazem parte dos circuitos. A chamada sucata eletrônica deve ser recolhida e enviada a empresas especializadas na reciclagem desses produtos, em um processo chamado de manufatura reversa. O nome ilustra bem as etapas: desmontar, separar partes e extrair diferentes elementos de cada componente, ou seja, uma lógica que faz o caminho contrário ao da produção de equipamentos.

A reciclagem de eletrônicos
A reciclagem de eletrônicos começa com a desmontagem dos equipamentos, que na RecicloAmbiental é feita manualmente. As etapas manuais, para o diretor da empresa, são uma oportunidade de geração de postos de trabalho e de renda com a indústria do setor de manufatura reversa. Miriam Correia Serra (na foto), por exemplo, tem 44 anos e trabalhava como diarista, sem carteira assinada, até começar na empresa de reciclagem, onde está há dois anos. Funcionários como Miriam desaparafusam as partes do aparelho e separam os componentes de acordo com a reciclagem que será feita na sequência: plásticos, ferros, metais, alumínio e placas de circuitos vão para diferentes usinas.

 Estrutura
A CPU do computador tem uma estrutura feita de ferro, que vai para a indústria de reciclagem especializada no material
Botões e tampas
A parte frontal da caixa, onde ficam botões, aberturas de drives CD, etc, é feita de plástico - são mais de 900 tipos, mas a indústria de eletroeletrônicos utiliza materiais específicos. Depois de separadas, as partes são destinadas a outra usina de reciclagem.
 Placas de circuito
As placas eletrônicas - placa mãe, placa de rede, placa de áudio e vídeo - são também isoladas, mas o processo de reciclagem não é feito no Brasil. Isso porque esses componentes são feitos de 17 metais diferentes, incluindo alguns preciosos, e separar cada um desses elementos exige tecnologia de ponta, que o País não tem. Na verdade, apenas cinco empresas no mundo fazem o processo com excelência, e elas estão instaladas na Alemanha, na Bélgica (para onde vai a maioria do material recolhido pela RecicloAmbiental), no Canadá, na Suécia e no Japão.
Freitas aponta que a tecnologia avançada de reciclagem das placas não deve ser o foco do Brasil neste momento de implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. É preciso, antes disso, operacionalizar a coleta, para que haja volume de material suficiente para compensar o custo do investimento.

 Cabos
Os cabos, tantos os internos que conectam os diferentes componentes dentro da CPU, quanto os externos que conectam periféricos, também entram na lista de recicláveis. Freitas ressalta que os chamados sucateiros há muito já "reciclam" o material, mas o processo que usam é queimar os fios, derretendo o plástico e vendendo o cobre que resta depois. O jeito ecologicamente correto, no entanto, é moer os cabos e, na sequência, usar a diferença de peso entre o plástico e o metal para separá-los, sem emissão de gases na atmosfera.
Cabos: separação de materiais
Em algumas usinas, joga-se a mistura dos materiais moídos na água: o plástico boia, o cobre afunda. "Não tem queima, mas gasta água e ela muitas vezes não é tratada", pondera o empresário, justificando a opção de sua empresa por um moinho de vento: o plástico voa, o cobre fica. Depois se separados, cada elemento segue para as empresas especializadas na sua reciclagem
Cooler
O alumínio também aparece entre os componentes da CPU: o cooler, que mantém o processador resfriado, é feito do metal. Segundo Freitas, hoje o Brasil é exemplo mundial na reciclagem de alumínio, que atingiria 98% do total.
Para que o alumínio seja enviado à reciclagem é preciso, antes, remover parafusos e elementos de ferro que circundam o cooler.

Notebooks
Os notebooks, diferente dos computadores desktop, têm a estrutura composta mais por alumínio do que ferro, uma vez que o primeiro é mais leve. Isso, no entanto, não gera diferenças no processo de manufatura reversa, que procede com os laptops da mesma forma que com os PCs.
 Estrutura
As impressoras são compostas pelos mesmos elementos que o computador: uma estrutura interna de ferro, uma carcaça de plástico, placas eletrônicas, e uma série de cabos, que são separados e enviados às respectivas indústrias.
Cartuchos
O diferencial desses equipamentos está no material usado para impressão: cartucho, toner ou pó são enviados para coprocessamento – ou seja, usados para queima em geradores de energia.
Modelos de tubo
Monitores e TVs de tubo têm, como o nome indica, um tubo interno, responsável por produzir a imagem que o usuário vê na tela. Na ponta desse tubo, há um pouco de cobre - mesmo material que compõe a parte interna dos cabos de computador -, que também é reciclado.
Vidros
Monitores CRT e televisores de tubo são os eletroeletrônicos mais caros para se trabalhar dentro da indústria da reciclagem. "O valor agregado é muito baixo porque é preciso pagar a destinação do vidro com chumbo", explica. O vidro a que se refere é o que compõe uma espécie de segunda camada em relação ao vidro no qual o usuário costuma observar as imagens na TV. Essa segunda camada tem de 20% a 30% de chumbo, metal pesado, em sua composição, o que exige que tenha destinação diferenciada.
Separação dos vidros
O processo de separação dos dois vidros usa uma máquina que aspira pó de dióxido de alumínio e fósforo, material que precisa ir para aterro controlado ou para usina de coprocessamento. Depois de separados, o vidro com chumbo é reaproveitado, no Brasil, pela indústria cerâmica para o acabamento das peças, enquanto o vidro "limpo" - que tem esse nome por não conter chumbo - é reciclado normalmente.
Placas de circuito
Monitores e TVs também têm placas eletrônicas, semelhantes às placas mãe e de rede do computador. Mas, aqui, há um pouco de alumínio na composição. Por isso, é preciso moer esses materiais, separar o alumínio, e então enviar o restante do resíduo para fora do País, onde estão as usinas capazes de recuperar os outros metais que compõem os circuitos
Estrutura
A caixa externa de monitores e TVs é feita de plástico e, assim como a parte frontal da CPU, é separada e enviada à indústria de reciclagem especializada no material. A estrutura interna é feita de ferro, também destinado a uma usina de reciclagem específica.
Modelos de LCD
Monitores e TVs de LCD seriam mais fáceis de reciclar do que os modelos de tubo, por não terem o vidro com chumbo e nem tubo com cobre. Plásticos e placas de circuito seguem a mesma lógica dos outros aparelhos, mas a parte composta de LCDs é enviada para fora do Brasil, uma vez que o País não possui tecnologia de reciclagem desses componente
Estrutura e bateria
No caso de celulares, boa parte do peso dos aparelhos é da própria placa de circuitos, então muitas vezes não há processo de separação no Brasil: os equipamentos são enviados, inteiros, diretamente às indústrias internacionais. Quando há desmontagem, apenas a bateria é desligada do resto do equipamento, e como sua composição também contém metais preciosos e pesados, os itens são igualmente exportados.
Cabos, plásticos e placas

Teclados, mouses e outros periféricos em geral são compostos de cabo, plástico externo e placa eletrônica - de tamanho reduzido -, materiais que são separados e enviados às usinas capacitadas, da mesma forma que as partes dos eletroeletrônicos

CRÉDITO DE CARBONO - PROJETO INOVADOR POR PARTE DE COMUNIDADES INDÍGENAS

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

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Projeto de Carbono Paiter-Suruí

Em um boletim sobre créditos de carbono da Planck E, enviado no início deste ano, falavamos de um projeto de carbono em terras indígenas que tinha sido cancelado pela Advocacia-Geral da União. A notícia veiculada pela Reuters dizia que 'de acordo com a legislação brasileira, terra indígena é propriedade do Estado, embora o seu uso permanente tenha sido transferido para as comunidades. Assim, a União deveria ser parte de qualquer acordo, o que não tem ocorrido'.
No início deste mês de setembro, foi noticiada a primeira venda de créditos de carbono por um grupo indígena. Os Paiter-Suruí conseguiram aprovar um projeto de redução de emissões de gases de efeito-estufa, no mercado voluntário, e venderam o equivalente a 120.000 créditos de carbono para a empresa de cosméticos Natura. Fica aqui registrado a nossa admiração por este feito e parabenizamos toda a comunidade Paiter-Suruí e em especial, seu chefe Almir Surui por este grande resultado.

BNDES libera dinheiro para projetos de energia geradoras de créditos de carbono

planck@planck-e.com

UMA EMPRESA INTERESSANTE NA ÁREA TEXTIL- RECICLAGEM

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http://www.adamitextil.com.br

A Indústria Adami Têxtil iniciou suas atividades em 1976, atuando na área de coletas de resíduos das industrias têxteis (varreduras, estopas, retalhos, papelão e resíduos de plásticos). Os resíduos eram manualmente separados por tamanhos, cores e assim comercializados.

Nos anos de 1976 a 1979, montou-se algumas máquinas recuperadas de ferros-velho e iniciou-se a produção de estopas e panos de limpeza para atender o mercado do Rio Grande do Sul. Os clientes atendidos eram de grande valia como: Varig, Recrusul, Tramontina, Calçados Azaléia, Fras-le e Marcopolo, o que fez com que a empresa despontasse e se tornasse importante neste mercado.
Em 1988, a Adami entrou no mercado de reciclagem têxtil, principalmente na reciclagem de resíduos de jeans. Até hoje, os resíduos são vendidos para montadoras de automóveis, para a produção de peças acústicas, como por exemplo: tetos, laterais de portas, capô, frontais e outras.

Atualmente,
 a empresa conta com três linhas de reciclagem, produzindo aproximadamente um milhão de quilos de material desfibrado por mês, trabalhando com materiais para montadoras automobilísticas, fiação, enchimentos de bichos de pelúcias e acolchoados.
 
   
 


Nova descoberta gera hidrogênio a partir da luz solar

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

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Nova descoberta gera hidrogênio a partir da luz solar

Por  em 3.08.2008 as 20:54
energia solar fotossíntese
Em um passo revolucionário que pode levar a marginalizada energia solar para todo lugar, pesquisadores ultrapassaram uma grande barreira para energia solarem larga escala: armazenar energia para quando o Sol não esteja brilhando, assim como as plantas fazem na fotossíntese. Imagem: O novo catalisador em ação. Crédito Daniel Nocera/MIT/Divulgação.
Até o momento a energia solar só foi utilizada de dia, pois armazená-la é proibitivamente caro e extremamente ineficiente. Com esta descoberta,os pesquisadores do Massachussets Institute of Technology (MIT) chegaram a um processo simples, barato e altamente eficiente de armazenar energia solar.
A nova descoberta requer apenas materiais abundantes e atóxicos, portando pode destravar a fonte mais potente de energia limpa do mundo: o Sol. O trabalho foi publicado na edição de 31 de julho da revista Science.
“A energia solar sempre foi uma solução distante e limitada. Agora nós podemos pensar seriamente sobre energia solar ilimitada em breve.” Disse Daniel Nocera, um dos autores da pesquisa.
Daniel e Matthew Kanan se inspiraram na fotossíntese para criar o processo sem precedentes que permitirá que a energia solar divida as moléculas da água em gás hidrogênio e oxigênio. Em seguida estes elementos podem ser recombinados em uma célula de combustível criando eletricidade limpa para a sua casa ou veículos, para ser usada de dia ou de noite.
O componente chave para a descoberta é um novo catalisador que produz oxigênio através da água, outro catalisador produz o valioso gás hidrogênio. O novo catalisador consiste de metal de cobalto, fosfato e de um eletrodo imerso na água. Quando a eletricidade – vinda de células fotovoltaicas, turbina eólica ou qualquer outra fonte – atravessa o eletrodo, o cobalto e o fosfato – formam uma fina película e gás oxigênio é produzido. Combinando outro catalisador como a platina é possível produzir gás hidrogênio a partirda água, imitando a reação gerada pela fotossíntese nas plantas. O catalisador funciona em temperatura ambiente em água de pH neutro, um experimento simples de ser recriado. “É por isso que eu sei que funcionará [na prática]. É muito simples de implementar”, disse Daniel.
Um pulo gigantesco para a energia limpa
luz solar possui mais potencial do que qualquer outra forma de gerar energia, para resolver os problemas energéticos mundiais, segundo Daniel. Em uma hora há luz solar suficiente para gerar energia para o planeta todo durante um ano.
Um dos principais cientistas da fotossíntese do mundo, James Barber, que não estava envolvido na pesquisa, disse que a descoberta é um “salto gigantesco” em direção à geração de energia limpa, livre de poluentes em larga escala.
“Essa é uma descoberta importantíssima com enormes implicações para a prosperidade futura da humanidade”, disse James, professor de bioquímica do Imperial College London. “A importância da descoberta deles não é exagerada, pois abre a porta para o desenvolvimento de novas tecnologias para a produção de energia, reduzindo nossa dependência de combustíveis fósseis”.
Daniel espera que em dez anos seja possível que residências possam usar células fotovoltaicas para armazenar energia através de células de combustível e abastecer as suas casas. Eletricidade vinda de uma fonte central poderá se tornar coisa do passado.[Physorg]

Protótipo utiliza energia solar para criar combustível

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Protótipo utiliza energia solar para criar combustível

Por  em 21.03.2011 as 3:56
Uma nova pesquisa criou um protótipo solar que imita a vida das plantas, transformando a energia do sol em combustível que pode ser armazenado e transportado.A máquina usa raios solares e óxido de metal para tornar dióxido de carbono ou água em combustíveis.
O protótipo funciona utilizando uma janela de quartzo e cavidades para concentrar a luz solar em um cilindro revestido com óxido de cério, também conhecido como céria. O céria tem uma propensão natural para exalar oxigênio conforme ele esquenta, e inalá-lo conforme ele esfria.
No protótipo, o dióxido de carbono e/ou a água são bombeados para um recipiente, e o cério rapidamente tira o oxigênio deles conforme esfriam, criando hidrogênio e/ou monóxido de carbono. Metano também pode ser produzido na mesma máquina.
A grande descoberta da pesquisa é o aproveitamento das propriedades do céria no reator solar. O metal é bastante disponível; é o mais abundante dos “metais raros” da Terra.
Segundo os pesquisadores, o hidrogênio produzido poderá ser utilizado para alimentar células combustíveis de hidrogênio em carros, enquanto uma combinação de hidrogênio e monóxido de carbono pode ser usada para criar gás sintético como combustível.
O reator também poderia ser usado para criar combustíveis de transporte ou ser adotado em usinas de energia de grande escala, onde a energia de origem solar pode ficar disponível durante todo o dia e noite.
problema maior é que o protótipo é extremamente ineficiente: o combustível criado aproveita apenas 0,7 a 0,8% da energia solar armazenada. A maioria da energia é perdida através da liberação de calor na parede do reator, ou através da re-radiação da luz solar pela abertura do dispositivo.
Ainda assim, os pesquisadores estão confiantes de que as taxas de eficiência podem chegar a 19% através de um melhor isolamento térmico e aberturas menores. Tais índices de eficiência poderiam tornar um dispositivo comercial viável.
No entanto, o destino deste e de outros dispositivos em desenvolvimento, segundo os pesquisadores, está ligada ao fato dos estados adotarem ou não uma política de baixo carbono.
A ideia de que o aparelho imita as plantas, que também utilizam o dióxido de carbono, água e luz solar para gerar energia (fotossíntese) é uma analogia simplista. O reator baseia-se na luz solar para produzir um composto químico, no sentido mais genérico, mas as semelhanças acabam por aí.
Segundo os cientistas, a tecnologia solar avança a um bom ritmo, e outros projetos como esse existem, mas os desafios permanecem sendo a economia, a eficiência e o armazenamento. [BBC]

MATA ATLÂNTICA FRAGMENTADA

quinta-feira, 6 de junho de 2013

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A Mata Atlântica está fragmentada. E agora?

Área de restauro na área da Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA), no Rio de Janeiro.
Área de restauro na área da Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA), no Rio de Janeiro.
Magno Castelo Branco*
Após 500 anos de exploração predatória, a Mata Atlântica se encontra hoje reduzida a apenas 7% de sua cobertura original. Nos primórdios de nossa colonização, ela se estendia por 1,3 milhão de km2 abrangendo as regiões Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil.
Essa exploração foi tão devastadora que o pau-brasil, a árvore que justifica o nosso nome enquanto nação, outrora abundante nesse bioma, agora se encontra ameaçado de extinção na natureza. A única maneira de observá-lo com facilidade é em algum jardim botânico ou unidade de conservação. Fazer uma trilha no “meio do mato” com a expectativa de encontrar um exemplar dessa árvore em seu estado natural significa frustração na certa.
A maioria desses 7% que restaram, algo em torno de 100 mil km2, se encontra em manchas espalhadas pelo território outrora ocupado pelo bioma. Ou seja, o que sobrou da Mata Atlântica está altamente fragmentado. Isso amplifica o efeito de borda e não fornece área de vida suficiente para as espécies animais que restaram desses cinco séculos de desmatamento. O bioma fragmentado como está perde muito de sua capacidade de fornecer os mesmos serviços ambientais que proveria caso a área restante estivesse contínua e concentrada em uma única região.
E o prognóstico disso tudo? Se não aumentarmos os esforços de recuperação da Mata Atlântica elegendo (e recuperando!) áreas prioritárias para a conectividade desses fragmentos e protegendo as espécies que aí vivem, as áreas restantes perderão em muito a sua capacidade de autoperpetuação frente à enorme pressão antrópica (derivada de atividades humanas) que sofrem atualmente.
Vale a pena lembrar que pelo menos 20% da cobertura original tem que ser recuperada, segundo o nosso desfigurado Código Florestal. Mas, infelizmente, no nosso país a legislação florestal tem um enforce digno de país-do-faz-de-conta e o enorme déficit florestal nesse bioma segue, ano após ano, década após década.
Mas e a Amazônia, não é esse bioma o “pulmão do mundo”? O mais importante e onde os esforços de conservação estão concentrados? A Amazônia segue em ritmo de desmatamento ainda maior que os verificados na Mata Atlântica no passado. Caso nenhum esforço de conservação efetivo for posto em prática, esses dois biomas importantíssimos para nós e para a humanidade, infelizmente, compartilharão do mesmo destino comum.

PROJETO ARCO NORTE - LONDRINA -PR

quinta-feira, 30 de maio de 2013

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MOVIMENTO EM DEFESA DA MATA DOS GODOY EM DETRIMENTO DA CONSTRUÇÃO DE UM GRANDE EMPREENDIMENTO LOGÍSTICO. 
" A SOCIEDADE DESDE QUE ORGANIZADA CONSEGUE OBTER RESULTADOS EFETIVOS EM PROL DO MEIO AMBIENTE. TEMOS QUE ENTENDER QUE PARA UMA CIDADE, ESTADO OU PAÍS CRESCER E SE DESENVOLVER NÃO SIGNIFICA DESMATAR DE FORMA IRRESPONSÁVEL, OCUPAR ÁREAS DE NASCENTES, POLUIR RIOS OU DESTRUIR FAUNA E FLORA. VIVEMOS EM PAÍS DE PROPORÇÕES CONTINENTAIS, TEMOS ESPAÇO PARA CRESCIMENTO SEM AFETAR O POUCO QUE NOS RESTOU DE ÁREAS DE RESERVA E PRESERVAÇÃO. TEMOS QUE LUTAR PARA QUE PREVALEÇA SEMPRE O BOM SENSO."
Rio Apertado, urgente!
Transpondo divisores de sub-bacias hidrográficas do Paranazão, o Movimento Pró Ivai/Piquiri participou de reunião realizada pela Associação dos Amigos da Mata do Godoy e ONG MAE, no salão paroquial da Paróquia de Santana, na localidade de Patrimônio Regina, em Londrina-PR.
O evento, com cerca de 100 participantes, recepcionados pela anfitriã Maria Helena Godoy Tenório e irmãos, contou com a presença do prefeito municipal Alexandre Kireeff e do secretário municipal de agricultura, Guilherme Casanova Junior, dos professores da UEL, Drs. José Marcelo Torrezan, Mário Luis Orsi e Alba Cavalheiro e de diversos acadêmicos e moradores da localidade, além da advogada Roberta Queiroz, representando o Conselho Municipal de Meio Ambiente.
Em discussão, os efeitos da proposta de construção de aeroporto de cargas de projeto denominado "Arco Norte" em área contígua ao Parque Estadual da Mata dos Godoy, a mais importante unidade de conservação nas proximidades de Londrina-PR.
Mais do que a Mata dos Godoy, a região do Patrimônio Regina compreende um mosaico de remanescentes florestais da bacia hidrográfica do rio Apertado (e Cafezal), contribuinte do Tibagi, utilizada como manancial de abastecimento  para Londrina, Cambé e Apucarana, além de prestar diversos outros serviços ambientais para a região, conforme palestra do gestor ambiental Gustavo Góes, da ONG MAE e do professor doutor José Marcelo Torrezan, este representando a comunidade científica da UEL.
Por conta da mobilização da comunidade local, representação do Ministério Público Estadual (Dra. Solange Vicentin) e profunda avaliação sobre as origens e condições do projeto "Arco Norte" como originariamente proposto e ainda alardeado por certos setores econômicos da sociedade , o prefeito municipal Alexandre Kireeff, que solicitou a oportunidade de se fazer presente junto à comunidade, declarou expressamente não acreditar na viabilidade da construção de aeroporto de cargas nas proximidades do Parque Estadual Mata dos Godoy, tendo revogado o Decreto 1024/09, que declarava de utilidade pública para fins de construção de aeroporto área circundante da unidade de conservação e outra áreas de florestas próximas.
Na oportunidade, representando o CAOPMA, o promotor de justiça Robertson de Azevedo, além de discorrer sobre a necessidade de licenciamento ambiental do projeto proposto e do papel do Plano Diretor na preservação da bacia do rio Apertado como manancial de abastecimento público, rapidamente expôs a apresentação "Políticas Públicas e Representações Sociais", que trata exatamente das estratégias de mobilização da população em articulação com as universidades e outras entidades sociais, visando a proteção de patrimônio comum, tendo como exemplo o Movimento Pró Ivaí/Piquiri.
No caso da Mata dos Godoy, a articulação da comunidade local, organizada na Associação dos Amigos, aliada à ONG MAE e à comunidade acadêmica da UEL, com o apoio do Ministério Público, conseguiu demonstrar ao atual gestor municipal a inviabilidade do projeto originariamente proposto.
Organizada, a sociedade muito pode.
Viva os rios!