quarta-feira, 2 de março de 2016

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A maior usina de transformação de resíduos em energia do mundo
Foi anunciado o vencedor de uma competição internacional para projetar a maior usina de transformação de resíduos em energia do mundo, que ficará em Shenzhen, na China.
O projeto de Schmidt Hammer Lassen Architects e Gottlieb Paludan Architects – os vencedores – será capaz de incinerar 5.000 toneladas de resíduos por dia, equivalente a um terço dos resíduos produzidos por 20 milhões de habitantes de Shenzhen a cada ano. Pra isso, contará com as mais avançadas tecnologias de incineração de resíduos do mundo. O local servirá ainda como um centro de aprendizagem para os visitantes sobre a gestão de resíduos.
Localizada nos arredores montanhosos de Shenzhen, a usina chamada de Shenzhen East Waste-to-Energy Plant tem uma única estrutura circular, que compreende todos os edifícios e instalações industriais.
Shenzhen-East-Waste-to-Energy-Plant 2Crédito: Schmidt Hammer Lassen Architects

A forma simplificada e compacta do projeto ajuda a minimizar a pegada durante sua construção e a quantidade de escavação necessária. Para reduzir ainda mais o seu impacto ambiental, dois terços do telhado de 66.000 metros quadrados, serão cobertos com painéis solares, enquanto um terço restante será usado para telhados verdes, sistemas de coleta de água e reciclagem e clarabóias.
The Shenzhen East Waste-to-Energy Plant-1Crédito: Schmidt Hammer Lassen Architects

A fachada circular que envolve o edifício terá aberturas para permitir a ventilação natural, e os resíduos incinerados serão protegidos pelas fachadas à prova de ruído e odor.
Segundo os arquitetos, para facilitar a educação sobre a gestão de resíduos para o público, a experiência do visitante é integrada ao design. Haverá um parque ajardinado e um centro de visitas, para que eles possam ver o maquinário da usina. Uma passarela panorâmica será adicionada ao último piso, com vista sobre as montanhas, florestas e sobre a cidade.
Shenzhen-East-Waste-to-Energy-Plant-by-Schmidt-Hammer-Lassen-Architects-16Crédito: Schmidt Hammer Lassen Architects

Ao mesmo tempo em que os visitantes se informam sobre os desafios crescentes da quantidade de resíduos que são produzidos diariamente, eles também são instruídos sobre iniciativas para reduzir a sua própria quantidade de resíduos.
A usina está prevista para começar a operar em 2020.O vídeo abaixo mostra a renderização do projeto vencedor:

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10/02/16   Plant production

Regeneração natural não é eficiente em áreas de agricultura


Photo: Gabriel Faria
Gabriel Faria -
As primeiras avaliações de experimentos sobre recomposição de reserva legal nos biomas Cerrado e Amazônia conduzidos pela Embrapa Agrossilvipastoril e parceiros em Mato Grosso mostram que a regeneração natural não é eficiente para restauração de áreas com histórico de agricultura tecnificada. Manejo excessivo do solo e técnicas de cultivo contribuem para a redução do banco de sementes, impedindo o crescimento da vegetação.

As observações foram feitas em quatro ensaios localizados nos municípios de Canarana e Campo Novo do Parecis, no bioma Cerrado, em Sinop, região de transição entre Cerrado e a Amazônia, e Guarantã do Norte, na Amazônia. Em todos os locais, foram instalados experimentos que avaliam diferentes métodos de restauração da vegetação, como a semeadura direta, semeadura a lanço, plantio de mudas e regeneração natural.

De acordo com o pesquisador Ingo Isernhagen, em Sinop, onde a área utilizada tem um longo histórico de agricultura, a regeneração foi inexpressiva. Já nas demais áreas, com histórico de pecuária extensiva, a regeneração vem ocorrendo com a germinação e crescimento de espécies nativas oriundas do banco de sementes do solo.

"Resultados preliminares de três anos sobre Sinop, que é uma área que passou por tecnificação e era essencialmente agrícola, mostram que a regeneração natural não parece ser uma boa técnica. Embora praticamente não tenha custos para o produtor, ela também não tem qualquer resultado do ponto de vista ecológico. Nesses casos, vai ser necessário intervir", afirma o pesquisador.

Ingo explica que a ineficiência da regeneração nas áreas de agricultura se deve ao uso intenso do solo, revolvimento das camadas superficiais, retirada de raízes, uso de herbicidas, entre outras causas que minaram o banco de sementes presente no solo. Mesmo com a presença de fragmentos de vegetação nativa próximos, como é o caso da área experimental em Sinop, a regeneração tem sido inexpressiva.

A regeneração natural é uma técnica de restauração em que é feito apenas o isolamento da área de modo a deixar que o banco de sementes presente no solo germine, restaurando a vegetação nativa. Por causa do seu baixo custo e da reduzida necessidade de intervenção, a técnica é considerada uma boa alternativa pelos produtores que precisam se adequar à legislação vigente.




 
Avaliação ecológica e econômica

Outras técnicas para recomposição de reserva legal são o plantio de mudas e a semeadura direta. A fim de subsidiar o produtor na escolha da melhor alternativa, a pesquisa está avaliando não só os aspectos ecológicos, mas também os financeiros. Dados sobre custos de plantio, despesas com manutenção, condução e as possíveis receitas com o manejo da área estão sendo computadas para uma avaliação geral.

À medida que os anos passem, a expectativa é fornecer aos produtores rurais dados sobre eficiência de cada técnica, orientações agronômicas e florestais, custos totais e possibilidade de renda com o manejo.

Ingo explica que, na fase de implantação, o plantio de mudas é o mais caro. Porém, ele é o que apresenta maior potencial de manejo, uma vez que é possível controlar as espécies utilizadas, plantá-las ordenadamente de modo a facilitar a colheita de frutos e sementes ou o corte da madeira e mecanizar a condução. Dessa forma, a escolha da técnica deverá se pautar pelas intenções do produtor.

Nos experimentos conduzidos pela Embrapa em Mato Grosso, estão sendo utilizadas 41 espécies nativas e algumas exóticas, como eucalipto e mogno-africano, por exemplo. Além de espécies com funções ecológicas, há aqueles que visam a geração de renda na produção de frutos, resinas, essências, sementes e produção de madeira.

Por esse motivo, a pesquisa também avalia diferentes formas de condução das árvores. O objetivo é ver o quanto as podas e desramas contribuem para o melhor desempenho das plantas e se os custos operacionais justificam os ganhos comerciais.

"Tem-se falado cada vez mais na criação de modelos econômicos de restauração. Se a gente quer  modelos econômicos, temos de investir em manejo. Não adianta fazer o que usualmente é feito:  plantar e deixar os indivíduos crescerem. Se a gente quer  retorno econômico, tem que ter  manejos adaptativos. Tem que ir conduzindo o processo de forma a ter produtos madeireiros e não madeireiros de qualidade", explica Ingo Isernhagen, que ainda destaca a importância da escolha das espécies, definição do espaçamento entre as mudas, controle da mato-competição e de formigas.

"A restauração já é cara por natureza. Com esse tipo de manejo ela ficará ainda mais cara no começo. Mas a gente quer que, em até 20 anos, o produtor tenha um retorno. Além disso, em cinco anos já é possível retirar o eucalipto, coletar sementes e frutos", ressalta o pesquisador.

Reserva legal

De acordo com o Código Florestal Brasileiro, reserva legal é uma área da propriedade rural coberta por vegetação natural, onde se pode explorar o manejo florestal sustentável de acordo com a lei para o bioma em que está inserida.

O percentual da propriedade que deve ser reservado varia de acordo com o bioma, sendo de 80% em áreas de floresta na Amazônia Legal, 35% em Cerrado na Amazônia Legal e 20% nos demais biomas.
Gabriel Faria (MTb 15.624/MG)
Embrapa Agrossilvipastoril

Phone number: (66) 3211-4227
Further information on the topic
Citizen Attention Service (SAC)
www.embrapa.br/contact-us/sac/

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

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27/07/2015 15h32 - Atualizado em 27/07/2015 17h28
Mesmo com política de resíduos, 41,6% do lixo tem destino inadequado
Índice de 2014 ficou praticamente inalterado em relação a 2013.
De 2003 a 2014, lixo aumentou 29%; crescimento populacional foi de 6%.
Mariana LenharoDo G1, em São Paulo

Mesmo com o fim do prazo para a aplicação da Política Nacional de Resíduos Sólidos(PNRS) em 2014, a situação do destino do lixo no Brasil pouco mudou. Se, em 2013, 41,7% do lixo era depositado em locais considerados inadequados (lixões e aterros controlados), em 2014, essa parcela foi de 41,6% – redução de apenas 0,1 ponto percentual.
Nos últimos 11 anos, o aumento da geração de lixo no país foi muito maior do que o crescimento populacional. De 2003 a 2014, a geração de lixo cresceu 29%, enquanto a taxa de crescimento populacional foi de 6%.
Mesmo com a retração econômica, o ano de 2014 registrou um aumento da produção de lixo por pessoa em comparação ao ano anterior.
Cada brasileiro produziu em média 1,062 kg de resíduos sólidos por dia. Ao longo do ano, foram 387,63 kg de lixo per capita, aumento de 2% em relação a 2013.
Ao todo, foram produzidos 78,6 milhões de toneladas de resíduos sólidos no Brasil durante o ano de 2014.
Os dados são do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil de 2014, da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).
Aumento da coleta seletiva
Segundo o diretor-presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho, as iniciativas de coleta seletiva têm aumentado: em 2014, 65% dos municípios brasileiros tinham alguma ação de coleta seletiva, seja pública ou privada. Em 2010, esse número era de 57,6%.
No entanto, isso não tem refletido em um aumento dos índices de reciclagem, que permanecem próximos da estagnação desde 2009, segundo Silva Filho.
Os índices de reciclagem disponível para alumínio e papel diminuíram entre 2009 e 2012 – último ano que teve os dados divulgados pela indústria – e aumentaram ligeiramente em relação ao plástico.
Pouca evolução quanto aos lixões
O panorama mostra ainda que houve pouca evolução quanto à eliminação de lixões, forma irregular de descarte de lixo. Em 2014, 1.559 municípios brasileiros ainda tinham lixões.
Os dados foram obtidos por meio de uma pesquisa direta com 400 municípios que, ao todo, possuem 91.764.305 habitantes.
Política Nacional de Resíduos Sólidos
A PNRS tem como prioridades a redução do volume de resíduos gerados, a ampliação da reciclagem, aliada a mecanismos de coleta seletiva com inclusão social de catadores e a extinção dos lixões.
Além disso, prevê a implantação de aterros sanitários que receberão apenas dejetos, aquilo que, em última instância, não pode ser aproveitado. Esses aterros, por sua vez, deverão ser forrados com manta impermeável para evitar a contaminação do solo.
O chorume, líquido liberado pela decomposição do lixo, deverá ser tratado. O gás metano que resulta da decomposição do lixo, que pode explodir, terá que ser queimado.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, os instrumentos da PNRS ajudarão o país a reciclar 20% dos resíduos já em 2015.
Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), referentes a 2012 e que são os mais recentes, apontam que só 3,1% do lixo gerado no país naquele ano foi destinado à coleta seletiva e que 1,5% dos resíduos domiciliares e públicos foram recuperados.


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Apenas 3% de todo o lixo produzido no Brasil é reciclado
30% do lixo produzido no Brasil poderia ser reaproveitado.
Número de municípios que implantaram programas de reciclagem aumentou

No final do ano passado entrou em vigor o Plano Nacional de Resíduos Sólidos como uma forma de incentivar a reciclagem de todo tipo de lixo. O de casa, das ruas, da indústria e do comércio, mas oito em cada dez municípios brasileiros ainda não tem programa de coleta seletiva e os que têm, poderiam reciclar muito mais do que fazem hoje.
Desde domingo (5) supermercados de São Paulo só podem usar sacolinhas feitas de matéria-prima renovável, menos prejudicial ao meio ambiente.
Os brasileiros jogam fora 76 milhões de toneladas de lixo – 30% poderiam ser reaproveitados, mas só 3% vão para a reciclagem.
Em dez anos, o número de municípios que implantaram programas de reciclagem aumentou de 81 para mais de 900. Mas isso não representa nem 20% das cidades.
Curitiba é a capital com melhor programa de reciclagem. Das mais de 1,5 mil toneladas diárias, cento e dez têm potencial pra reciclagem e quase 70% são reaproveitadas.
Mas a reciclagem no Brasil ainda está engatinhando. Veja a situação nas três maiores capitais: 
Em São Paulo, 12,5 mil toneladas de lixo domiciliar são recolhidas todos os dias - 35% são materiais que poderiam ser reciclados, mas só 3% são reaproveitados.
A prefeitura do Rio de Janeiro informou que recolhe cerca de dez mil toneladas de lixo por dia, mas não informou quanto é reciclado. A capital mineira, Belo Horizonte, recolhe 1,8 mil toneladas. Podia reciclar o dobro do que reaproveita.
Quem trabalha em programas de reciclagem diz que falta uma integração maior entre o cidadão, as empresas e o poder público, e um programa que atenda a todos os tipos de lixo.
“Estou falando de outros resíduos que estão na sua casa e não vão ser reciclados: lâmpada fluorescente, medicamentos, parcela de resíduos que não estou falando que é reciclável, mas precisa ter destino adequado senão vai trazer impacto em questão ambiental e saúde”, diz   Roseane Souza, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental.

“Um pouquinho você vai fazer, o outro vai fazer, todo mundo vai fazendo assim vai ficar uma coisa melhor. Na idade que eu já estou, eu tenho que mostrar para minha neta que ainda tem jeito”, fala a recicladora Célia Fonseca.
http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2015/04/apenas-3-de-todo-o-lixo-produzido-no-brasil-e-reciclado.html

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Ferros-velhos deverão provar origem e destino de resíduos em Santos, SP

Lei criada pela Câmara e sancionada pela prefeitura é realizada em Santos. 
Descumprimento da lei resulta na multa de R$ 1 mil
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Do G1 Santos 
Fiscalização pretendia coibir crimes como receptação e adulteração de veículos roubados (Foto: Lucas Leite/G1)Ferros-velhos deverão comprovar a origem de
resíduos em Santos (Foto: Lucas Leite/G1)
Os estabelecimentos que comercializam sucatas e resíduos recicláveis deverão comprovar a origem e destino desses materiais, de acordo com uma lei aprovada pela Câmara e sancionada pela prefeitura deSantos, no litoral de São Paulo.
Em caso de descumprimento da lei, o infrator será multado no valor de R$ 1 mil, e terá as suas atividades encerradas além, da cassação da licença. A fiscalização será feita pela Secretaria de Finanças (Sefin), Meio Ambiente (Seman) e Saúde.
Rastreando
Os resíduos serão rastreados por meio de uma nota fiscal ou recibo, inclusive no caso de doação identificando quem vendeu e quem comprou.  A lei prevê que uma vez cassado o alvará de funcionamento, a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Sesviços Públicos, retirará todo o material do local, removendo para o local de correto o descarte e reaproveitamento, de modo que o estabelecimento, mesmo fechado, não ofereça riscos à população.
http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2015/10/ferros-velhos-deverao-provar-origem-e-destino-de-residuos-em-santos-sp.html

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UMA BELA INDICAÇÃO

A Chapada Diamantina, na Bahia, foi indicada pelo Portal Terra como uma das 20 grandes maravilhas da natureza em todo o mundo. A galeria, que compõe a página Vida e Estilo, elenca, além da Chapada, outras quatro localidades brasileiras: Fernando de Noronha (PE); Lençóis Maranhenses (MA); Cataratas do Iguaçu (entre Brasil e Argentina); e o Monte Roraima, localizado entre Brasil e Venezuela. Entre os mais bonitos ambientes naturais do mundo, o portal também cita o Monte Fuji (Japão), os Lagos de Plitvice (Croácia) e as Torres el Paine (Chile).
O Parque Nacional da Chapada Diamantina, localizado no coração da Bahia, foi destacado pelo Terra como “um excelente destino turístico para praticar trekking em meio a visuais impressionantes e para praticar esportes radicais como rafting e rapel”.
Além das belezas, que encantam visitantes vindos de todos os cantos do mundo, a exemplo da Cachoeira da Fumada, Poço Azul e Gruta da Pratinha, a Chapada Diamantina também reserva uma cultura peculiar e uma rica história, com destaque para o ciclo diamantífero que transformou a região nem um verdadeiro garimpo a céu aberto.
Voo deixa região a 55 minutos de Salvador
A região da Chapada Diamantina engloba 40 municípios turísticos, a uma distância de mais de 400 quilômetros, que podem ser percorridos de carro ou de ônibus. Para ter acesso facilitado, o turista pode partir de Salvador em um dos voos oferecidos pela Trip Linhas Aéreas, com saídas da capital baiana às quintas-feiras. O trecho de volta sempre é oferecido aos domingos. O tempo de voo entre os aeroportos de Salvador e de Lençóis é de aproximadamente 55 minutos.
Os amantes da natureza encontram na Chapada Diamantina opções de lazer durante todo o ano. Do verão ao inverno, os visitantes podem fazer desde programas leves – pequenas trilhas como a do Projeto Sempre Viva, no município de Mucugê, e visitas às vilas como a do Vale do Capão, no município de Palmeiras, e Igatu, em Andaraí – até atividades mais radicais, mais as trilhas da Cachoeira da Fumaça e do Vale do Pati, em que é preciso acampar e dormir em meio à natureza.
A temperatura na Chapada Diamantina é quase sempre alta durante o dia e aconselha-se que o visitante use roupas leves e claras. Já à noite, o friozinho faz com que todos se agasalhem. Durante o inverno, quando a temperatura cai bastante durante a noite, alguns hotéis e restaurantes servem fondue, acompanhado por bons vinhos, para quebrar o frio. A temperatura média durante a noite é de 15 a 18 graus.
Para quem gosta de música, boas pedidas são os festivais de Lençóis e de Jazz do Capão (Palmeiras). Durante os dias de festa, os visitantes costumam aproveitar para curtir as atrações ecoturísticas, mas a noite é de muito agito ao som de músicos brasileiros e estrangeiros. Já passaram pelos festivais nomes como Lenine, Sandra de Sá, Gilberto Gil, Naná Vasconcelos e a Orkestra Rumpilezz.
Para saber mais sobre a Chapada Diamantina e seus atrativos, opções de hospedagem, restaurantes e passeios acesse www.bahia.com.br 

Nirvana - Smells Like Teen Spirit

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

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terça-feira, 4 de novembro de 2014

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aquecimento global
Cientistas podem ter subestimado muito a extensão do aquecimento global, porque as leituras de temperatura de mares do hemisfério sul eram imprecisas.
De acordo com um estudo publicado na revista “Nature Climate Change”, as comparações de medições diretas com dados de satélite e modelos climáticos sugerem que os oceanos do hemisfério sul têm sugado mais do que o dobro do calor aprisionado pelos nossos excesso de gases de efeito estufa do que o previamente calculado. Isto significa que podemos ter subestimado o quanto o nosso planeta tem se aquecido.
Paul Durack, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, na Califórnia, e seus colegas compararam as medições de temperatura do mar diretas e inferidas com os resultados dos modelos climáticos. Enquanto estes três tipos de medidas em conjunto sugerem que nossas estimativas de aquecimento do hemisfério norte oceano estão certas, a história é outra quando descemos um pouco mais no mapa.
A equipe estima que a extensão do aquecimento nos oceanos do hemisfério sul desde 1970 poderia ser mais do que o dobro do que foi inferido a partir das medições diretas limitadas que temos para essa região. Isto significa que, em conjunto, todos os oceanos do mundo estão absorvendo entre 24 e 58% mais energia do que foi previamente estimado por medições diretas in situ.
“A implicação é que o desequilíbrio energético – o aquecimento líquido da terra – teria que ser maior”, explica Wenju Cai, da Organização Comunitária de Pesquisa Científica e Industrial (CSIRO), em Melbourne, Austrália.
Segundo Durack, já haviam suspeitas que as estimativas do aquecimento do oceano do hemisfério Sul eram tendencialmente baixas. “Nosso estudo é o primeiro a tentar quantificar a magnitude do que é esta subestimação comumente reconhecida, usando o máximo de informação que está disponível”.
O estudo abrange o período de 1970 a 2003. Cai diz que, durante esse tempo, enquanto amostras do hemisfério norte tem sido colhidas por navios e projetos liderados pelos países ricos ao norte da linha do equador, muito poucas medidas diretas foram feitas no sul. Portanto, não é surpreendente que as medições in situ estivessem erradas. “Mas isso é enorme”, afirma Cai.
“Pode-se dizer que o aquecimento global é o aquecimento do oceano”, escrevem Gregory Johnson e John Lyman, da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos, em um comentário que acompanha o artigo de Durack. “Quantificar o quão rápido e onde os oceanos estão aquecendo é vital para entender o quanto e quão rápido o clima vai esquentar e os mares vão subir”.
Desde aproximadamente 2000, uma rede de boias chamadas flutuadores Argo têm colhido dados globais mais precisos dos oceanos, portanto as medições mais recentes do hemisfério sul são mais confiáveis​​. [New ScientistGizmodoScience Daily]
http://hypescience.com/aquecimento-global-o-mundo-esta-esquentando-mais-rapido-que-pensavamos/

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O que é o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima?

O Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima é um órgão científico designado pelos governos do mundo para aconselhá-los sobre as causas e efeitos do aquecimento global, bem como as possíveis soluções para esse problema que já deixou de ser eminente para ser uma realidade. O grupo, juntamente com Al Gore, foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz em 2007 por seus esforços para chamar a atenção para a crise climática que o nosso planeta enfrenta agora – e que promete ficar muito pior daqui para frente.
O novo relatório é uma sinopse de 175 páginas de uma série de reportagens realizadas durante o ano passado. Ele representa a etapa final de um esforço de cinco anos para analisar um vasto arquivo de pesquisas climáticas até então publicadas.
Esse também é o quinto relatório do grupo desde 1990. E cada um deles tem uma característica em comum muito forte: todos dão uma certeza cada vez maior de que o clima está cada vez mais quente e que as atividades humanas são a principal causa dessa mudança.
“A influência humana foi detectada no aquecimento da atmosfera e do oceano, em mudanças no ciclo global da água, em reduções de neve e gelo, e em elevação global do nível médio do mar; e é extremamente provável que também tenha sido a causa dominante do aquecimento observado desde meados do século 20″, disse o relatório.

A mudança climática não é mais uma ameaça distante

Há alguns anos, isso era verdade. E ao ouvirmos falar do agravamento do aquecimento global, o tom era sempre de algo apocalíptico para um futuro muito distante. Mas, como bem diz a música de fim de ano da Rede Globo, o futuro já começou. O único detalhe é que não tem festa nenhuma acontecendo. Muito pelo contrário. A mudança climática já está sendo sentida em todo o mundo. “É aqui e agora”, lamenta Rajendra K. Pachauri, presidente do painel.

Repercussões

Em Washington, o governo Obama saudou o relatório, com o assessor científico do presidente, John P. Holdren, chamando-o de “mais um despertar para a comunidade global de que devemos agir em conjunto com rapidez e de forma agressiva a fim de conter as mudanças climáticas e evitar seus piores impactos”.
A administração está pressionando por novos limites para as emissões das usinas de energia norte-americanas, mas enfrenta forte resistência no Congresso e alguns estados.
Michael Oppenheimer, cientista climático da Universidade de Princeton e um dos principais autores do novo relatório, disse que a continuação da paralisia política nas emissões deixaria a sociedade dependendo da sorte para sobreviver. Não nos parece bom.
“Temos visto muitos governos atrasarem e demorarem na implementação de cortes de emissões abrangentes”, disse Oppenheimer. Assim, a necessidade de sorte paira cada vez mais sobre nossas cabeças. Ele completa sua declaração dizendo que acha um pouco delicado colocar o futuro do planeta nas mãos do destino. Especialmente porque temos atitudes de podem ser tomadas.
É difícil de discordar dele. Alguém se arriscaria? [NYTIMES]
http://hypescience.com/agravamento-do-aquecimento-global/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29

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De acordo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, realizado ontem, apesar dos esforços crescentes de muitos governos para combater o problema, a situação global está se tornando mais aguda conforme os países em desenvolvimento se juntam ao Ocidente na contramão, queimando enormes quantidades de combustíveis fósseis.

Mas qual seriam as consequências?

Bem trágicas, na verdade.
Segundo o grupo de cientistas e outros especialistas que participaram do encontro, se a redução nas emissões de gases estufa não acontecer muito em breve, poderíamos passar por mudanças que ameaçariam a sociedade com a escassez de alimentos, crises de refugiados, inundação de grandes cidades e algumas nações inteiras, extinção em massa de plantas e animais e um clima tão drasticamente alterado que poderia ser perigoso para as pessoas trabalhar ou simplesmente ficar ao ar livre durante as épocas mais quentes do ano.
O novo relatório da ONU deixa bem claro que a “continuação na emissão de gases estufa implica em mais aquecimento e mudanças de longa duração em todos os componentes do sistema climático, aumentando a probabilidade de impactos severos, invasivos e irreversíveis para as pessoas e os ecossistemas”.

Qual é a novidade?

Se você não mora em uma caverna, provavelmente já ouviu falar em todas essas coisas e consequências terríveis. Então o que mudou nesse novo relatório da ONU?
Bom, se isso sempre foi falado e nenhuma medida realmente eficiente foi tomada, você já pode imaginar que o cenário está ficando cada vez mais complicado. Para expressar a gravidade da situação, o relatório usa um tom alarmante nunca antes usado. Durante o painel, os especialistas, mais do que das outras vezes, fizeram questão de deixar bem claro o quanto a sociedade está em perigo se uma política séria de controle do agravamento do aquecimento global não for colocada em prática imediatamente.

Ações

Isso exigiria deixar a grande maioria das reservas mundiais de combustíveis fósseis no solo ou, uma alternativa, investir no desenvolvimento de métodos para capturar e enterrar as emissões resultantes da sua utilização, disse o grupo.
Se os governos se comprometerem a atender suas próprias metas de limitar o aquecimento do planeta a não mais de 2 graus Celsius, devem restringir as emissões provenientes de combustíveis fósseis adicionais para queima de cerca de 1 trilhão de toneladas de dióxido de carbono, disse o painel. Se seguirmos nas taxas de crescimento atuais, esse orçamento é susceptível de ser esgotado em algo em torno de 30 anos, possivelmente antes.
No entanto, as empresas de energia têm preservado reservas de carvão e de petróleo equivalentes a várias vezes esse valor, e eles estão gastando cerca de US$ 600 bilhões por ano para encontrar mais. Nesse mesmo barco, então as empresas de petróleo que continuam construindo usinas e refinarias de energia movidas a carvão, e os governos que estão gastando mais US$ 600.000.000.000 (desse jeito os zeros vão entrar em extinção também) ou subsidiando diretamente o consumo de combustíveis fósseis.
Por outro lado, como o relatório também constatou, menos de US$ 400 bilhões por ano estão sendo gastos em todo o mundo para reduzir as emissões ou com alternativas de outras formas de lidar com essa tão temida (e real) mudança climática. Essa é uma pequena fração da receita gasta em combustíveis fósseis – e é menor, por exemplo, do que a receita de uma única empresa petrolífera como americana ExxonMobil.

Parece que não estamos remando para o lado certo

“A ciência tem falado e não há ambiguidade em sua mensagem”, disse Ban Ki-moon, secretário geral das Nações Unidas. “Os líderes devem agir. O tempo não está do nosso lado”, completou.
No entanto, não houve nenhum sinal de que os líderes nacionais estejam dispostos a discutir a atribuição do orçamento de emissões de trilhões de toneladas entre os países. Aliás, muito pelo contrário. Eles estão se movendo em direção a um acordo relativamente fraco que seria, essencialmente, deixar que cada país decida por si próprio o quanto de esforço deve colocar em limitar o agravamento do aquecimento global – e mesmo esse documento, que mais parece uma piada, não entraria em vigor até 2020.
“Se optarem por não falar sobre o orçamento de carbono, eles estarão optando por não resolver o problema da mudança climática”, disse Myles R. Allen, cientista do clima na Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, que ajudou a escrever o novo relatório. “Eles também não podem não se incomodar e virar as costas para essas reuniões”, alerta.
http://hypescience.com/agravamento-do-aquecimento-global/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29