Descontaminação de Lâmpadas

domingo, 15 de maio de 2011

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Por que Descontaminar?
As lâmpadas de descarga contêm o MERCÚRIO METÁLICO, substância tóxica nociva ao ser humano e ao meio ambiente. Ainda que o impacto sobre o meio ambiente causado por uma única lâmpada seja desprezível, o somatório das lâmpadas descartadas anualmente (cerca de 70 milhões só no Brasil) terá efeito sensível sobre os locais onde são dispostas.
Países do Primeiro Mundo incluem as lâmpadas fluorescentes usadas na lista de resíduos nocivos ao meio-ambiente, pois essas lâmpadas contêm substâncias químicas que afetam o ser humano, como o Mercúrio, um metal pesado que uma vez ingerido ou inalado, causa efeitos desastrosos ao sistema nervoso.
Enquanto intacta a lâmpada não oferece risco. Entretanto ao ser rompida liberará vapor de mercúrio que será aspirado por quem a manuseia. A contaminação do organismo se dá principalmente através dos pulmões. Quando se rompe uma lâmpada fluorescente o mercúrio existente em seu interior se libera sob a forma de vapor, por um período de tempo variável em função da temperatura e que pode se estender por várias semanas. Além das lâmpadas fluorescentes também contêm mercúrio as lâmpadas de vapor de mercúrio propriamente ditas, as de vapor de sódio e as de luz mista. Se forem lançadas diretamente em aterros, as lâmpadas contaminam o solo e, mais tarde, os cursos d’água, chegando à cadeia alimentar.
Ao romper-se, quando descartada inadequadamente no meio ambiente, uma lâmpada fluorescente emite vapores de mercúrio que são absorvidos pelos organismos vivos, contaminando-os; se forem lançadas em aterro as lâmpadas contaminam o solo e, mais tarde, os cursos d’agua, chegando à cadeia alimentar.
No Brasil, muitos usuários dessas lâmpadas, conscientes do fato e já alertados pela norma brasileira NBR 10004 que impõe limites rigorosos à presença de mercúrio nos resíduos sólidos, já estão evitando mais essa contaminação do meio ambiente.
Desde 1993 a APLIQUIM realiza a descontaminação das lâmpadas descartadas, tabalho pelo qual recebeu o Prêmio ECO 94 das Câmaras Americanas de Comércio na modalidade Preservação Ambiental. O processo desenvolvido e utilizado pela APLIQUIM recupera completamente o mercúrio, ao contrário de alguns processos utilizados em outros países, que apenas retêm o mercúrio sob a forma de compostos não voláteis, gerando-se assim um passivo ambiental.
A busca de uma solução integrada para um problema ambiental, antecipando-se à criação de leis específicas sobre a matéria, incorpora uma outra vantagem: todo o sistema já implantado, testado e em plena operação poderá servir de paradigma para as iniciativas legais e normativas que venham a ser tomadas pelos órgãos disciplinadores da política ambiental. Resoluções normativas que venham a ser exaradas sobra a destinação das lâmpadas usadas poderão adotar, como base, procedimentos já comprovados e testados, compatíveis com a realidade brasileira.

Uso de pó de vidro como fundente para produção de grês porcelanato

domingo, 1 de maio de 2011

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RESUMO
O grês porcelanato possui excelentes propriedades como: resistência mecânica, química, elevada
dureza, etc. Atualmente, vários estudos de novos materiais estão sendo realizados, como por exemplo, a
incorporação de resíduos industriais sem a mudança do processo ou qualidade do produto final. O objetivo
deste trabalho foi estudar a possibilidade do uso de um resíduo de vidro em massas cerâmicas para produção
de grês porcelanato. Foram preparadas misturas contendo diferentes quantidades de argila, resíduo de vidro
na forma de pó, feldspato e quartzo moído. As amostras foram queimadas em diferentes temperaturas entre
1000-1250°C, com isoterma de 30 minutos. As amostras queimadas foram caracterizadas e a composição
contendo feldspato e pó de vidro como fundentes, apresentaram as melhores propriedades mecânicas e
tecnológicas. A adição de resíduo de pó de vidro mostrou ser um eficiente fundente, pois além de acelerar o
processo de densificação durante a queima do produto cerâmico, este material pode substituir o feldspato que
é um mineral em estágio de exaustão.

Gás obtido a partir de fezes humanas

sexta-feira, 29 de abril de 2011

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Gás obtido a partir de fezes humanas

Produção desse tipo energia alternativa poderá representar 15% do mercado de gás doméstico até 2020


No Reino Unido, população já pode cozinhar e aquecer suas casas com gás gerado a partir de águas residuais.
São Paulo - Algumas empresas britânicas se uniram para produzir energia renovável. A matéria prima usada por elas é o gás metano, liberado pela decomposição de matéria orgânica, e o resultado é energia suficiente para suprir as necessidades de 200 casas.
O projeto transforma a parte sólida do esgoto em biogás pelp processo de digestão anaeróbica. De acordo com um estudo feito pela National Grid esse tipo de produção de energia poderia representar pelo menos 15% do mercado de gás doméstico até 2020.
Nesta terça-feira (5), o secretário de mudanças climáticas e energia, Chris Huhne, disse que "não é todo dia que um Secretário de Estado pode anunciar que, pela primeira vez no Reino Unido, as pessoas podem cozinhar e aquecer suas casas com gás gerado a partir de águas residuais. É um dia histórico para as empresas envolvidas, para a tecnologias de geração de energia por resíduos e para o crescimento da quantidade de energia renovável no Reino Unido".
Existem outros projetos semelhantes a este em todo o país e isto é apenas o começo de uma nova Era em energias renováveis. Martin Baggs, presidente executivo da Thames Water, disse que eles ja produzem 15 milhões de libras por ano de eletricidade pela queima do biogás (metano) produzidas a partir de 2,8 litros de esgoto de seus 14 milhões de clientes.
Transformar o gás metano e encaminhá-lo diretamente à rede de gás é o próximo passo no negócio de "energia de resíduos". O projeto pode ser replicado por todo o país. Todos as redes de coleta de esgoto na Grã-Bretanha são fontes de gás renovável esperando para ser colocado em uso.
http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/lares-britanicos-usam-gas-obtido-partir-fezes-humanas-602268

Reciclagem de lâmpadas fluorescentes tem solução brilhante

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Thiago Romero
Agência FAPESP - 23/06/2006
Reciclagem de lâmpadas fluorescentes tem solução brilhante
No Brasil são consumidas cerca de 100 milhões de lâmpadas fluorescentes por ano. Desse total, 94% são descartadas em aterros sanitários, sem nenhum tipo de tratamento, contaminando o solo e a água com metais pesados.
Para minimizar o impacto ambiental, a Tramppo Recicla Lâmpadas, empresa do Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) da Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu um sistema que recupera os componentes presentes nas lâmpadas, reaproveitando mais de 98% da matéria-prima utilizada na fabricação.
Por meio de um sistema de vácuo associado a alta temperatura, o equipamento separa o mercúrio, metal tóxico com alto risco de contaminação, de outros elementos, como cobre, pó fosfórico, vidro e alumínio.
"A máquina descontamina a lâmpada fluorescente com a extração do mercúrio e possibilita a reciclagem dos outros materiais pela indústria. O lixo é transformado novamente em matéria-prima", explica Gilvan Xavier Araújo, diretor da Tramppo, à Agência FAPESP.
O trabalho de pesquisa que deu origem à solução, intitulado Descarte adequado de fluorescentes que contenham mercúrio, teve apoio da FAPESP no âmbito do Programa Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (PIPE). A engenheira química Atsuko Kumagai Nakazone, da Tramppo, foi a pesquisadora responsável pelos testes com o equipamento.
Araújo aponta que a reutilização do mercúrio representa uma grande economia ao país. "Praticamente todo o volume de mercúrio consumido atualmente no Brasil é importado da Espanha, do México, da Rússia e de outros locais", disse.
A Tramppo já iniciou as atividades comerciais da tecnologia pelo processo conhecido como logística reversa, por meio do qual a empresa vende lâmpadas novas para o cliente a preço de custo e recolhe as usadas para reciclagem. "Desse modo, conseguimos focar o trabalho na venda de matéria-prima para as indústrias que produzem lâmpadas. Isso gera uma sustentabilidade ambiental e econômica em todo o processo", afirma Araújo.
O projeto ganhou certificado do Programa New Ventures Brasil, na categoria Modelo de Negócios em Desenvolvimento Sustentável. O objetivo do programa, iniciativa da World Resources Institute (WRI), sediada na Faculdade Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, é fomentar o desenvolvimento mercadológico de empreendimentos sustentáveis.

RECICLAGEM DE TECIDOS

terça-feira, 12 de abril de 2011

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Existem vários processos de reciclagem, como exemplo, o plástico (sacolas plásticas),
papel, vidros, alumínio, entre outros. O processo de reciclagem ocorre também com o tecido.
Sabe-se que no Brasil existem algumas empresas que reciclam tecidos. Normalmente estas
empresas compram resíduos de tecidos já separados por cor. O processo de reciclagem do
tecido é feito da seguinte maneira:
a) máquina trituradora (rasga o tecido em vários pedacinhos até quase se
desmanchar, ficando sem fibra);
b) adiciona-se poliéster ao tecido em uma nova máquina que mistura os dois
produtos formando fibras mistas;
c) maçaroqueira: máquina que enrola a fibra de algodão em uma bobina;
d) filatório: máquina que faz o fio/barbante.
Nota-se que neste processo de reciclagem, o tecido passa a ser novamente a matériaprima
que dá continuidade ao novo processo de industrialização.
O processo de reciclagem do tecido pode gerar benefícios para a empresa e o meio
ambiente, mas antes de tudo é necessário analisar o custo de todo este processo e verificar a
viabilidade do processo.

CUSTO-BENEFÍCIO DA RECICLAGEM
Todo processo produtivo que gera resíduo pode, muitas vezes, ser reciclado. No caso
das indústrias de confecção (as que compram tecidos para a fabricação de um produto), estes
resíduos podem ser reciclados, de modo a evitar o entulho na fábrica e melhorar o ambiente
de trabalho.
É preciso, antes de qualquer coisa, ser avaliado todo o processo produtivo e verificar
onde acontece o maior desperdício e o por que disto. Depois de averiguado este processo,
deve-se seguir para a nova etapa, verificar os custos: analisar todo o tempo de separação do
resíduo, custo de implantação do processo bem como a compra de lixeirinhos para cada tipo
de resíduo gerado na indústria.
O custo maior está na separação do material, afinal, torna-se mais cômodo jogar o
resíduo em um lixeiro qualquer e esperar o caminhão de lixo passar. Mas sabe-se que isto não
é correto e que necessário se faz a conscientização de todos na separação dos resíduos gerados
dentro da empresa.
A relação custo-benefício da reciclagem pode ser positiva ou negativa, confome
Thomé (2005):

[...] será negativa, por exemplo, quando a reciclagem consumir mais recursos
naturais do que a produção a partir de matérias-primas não recicladas ou quando o
custo operacional de reciclar for muito elevado; existência de empresas recicladoras
nas circunvizinhanças do município, devido ao custo de transporte; entre outras
variáveis a serem consideradas
Há muitas vantagens e benefícios para se reciclar um material, pois quando se recicla
há menos poluição no ar, na água e no solo. Além disto, há a economia de energia elétrica e
matéria-prima, também ajuda a melhorar a limpeza da cidade, gera renda pela
comercialização dos recicláveis, além de gerar empregos.

LEGISLAÇÕES PERTINENTES
Visando regulamentar as atividades ambientais no país, o Conselho Nacional do Meio
Ambiente (CONAMA) instituído pela lei 6.938/81, que dispõe sobre a Política Nacional do
Meio Ambiente, é o órgão consultivo e deliberativo do Sistema Nacional do Meio Ambiente –
SISNAMA, e publica suas resoluções aprovadas no Diário Oficial da União e em seu site,
tornando público o embasamento legal para entidades ligadas ao meio ambiente.
De acordo com a resolução número 275 de 25 de abril de 2001, o CONAMA
estabelece o código das cores para os diferentes tipos de resíduos a ser adotado na
identificação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a
coleta seletiva. O art. 2º desta resolução regulamenta que:

"Os programas de coleta seletiva, criados e mantidos no âmbito de órgãos da
administração pública federal, estadual e municipal, direta e indireta, e entidades
paraestatais, devem seguir o padrão de cores estabelecido em Anexo.
§ 1o Fica recomendada a adoção de referido código de cores para programas de
coleta seletiva estabelecidos pela iniciativa privada, cooperativas, escolas, igrejas,
organizações não-governamentais e demais entidades interessadas."
.
O Quadro 2 mostra o código de cores dos resíduos que a Resolução 275 de 25 de abril
de 2001 estabelece :
Quadro 2 - Código de cores para os diferentes tipos de resíduos
Fonte: Adaptado de Resolução número 275 de 25 de abril de 2001 do CONAMA
Código de cores dos resíduos

Azul -papel/papelão
Vermelho -Plástico
Verde -Vidro
Amarelo- Metal
Preto- Madeira
Laranja- resíduos perigosos
Branco- resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde
Roxo- resíduos radioativos
Marrom -resíduos orgânicos
Cinza -resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de
separação

TEMPO DE DECOMPOSIÇÃO DO LIXO

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Reciclar economiza energia, reduz o acúmulo de resíduos, além de assumir um papel
fundamental na preservação do meio ambiente, pois diminui a extração de recursos naturais.
O tempo de decomposição do lixo depende do tipo de material que este é feito. Como
exemplo tem-se o chiclete, que leva cerca de 5 anos para se decompor totalmente em vista que
o pano leva em torno de 6 meses a um ano para se decompor.
Segundo Mãe Terra (2005), o tempo de decomposição de alguns materiais são de
acordo com o Quadro 1:
5
LIXO TEMPO DE DECOMPOSIÇÃO

Quadro 1 – Tempo de decomposição do material na natureza
  1. Papel De 3 a 6 meses
  2. Panos De 6 meses a 1 ano
  3. Pontas de cigarro De 5 a 10 anos
  4. Sacos plásticos De 30 a 40 anos
  5. Latas de alumínio De 80 a 100 anos
  6. Garrafas de vidro 1 milhão de anos
  7. Borracha Tempo indeterminado
  8. Tecidos de algodão 1 a 5 meses
  9. Meia de lã 1 ano

Fonte: Adaptado de Mãe Terra.
<http://www.maeterra.com.br/index.php?secao=13f>. Acesso em 17 set. 2005.
Informações sobre o lixo. Disponível em:

É interessante e vantajoso fazer o processo de reciclagem, afinal, se algum material
pode ser reutilizado, pode-se contribuir com a natureza para que não leve meses ou até mesmo
anos para decompor o material e acumular lixos nos aterros sanitários.

Orientações sobre instalação de gás

quarta-feira, 6 de abril de 2011

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Registro e mangueira devem obedecer às exigências do INMETRO.
O Registro precisa apresentar a inscrição NBR 8473.
A Mangueira deve ser transparente com uma tarja amarela, exibindo a inscrição 8613 e o prazo de validade.
Nunca utilize ferramentas para instalar o regulador no botijão.
Gire a borboleta do regulador para a direita (sentido horário), até ficar firme.
A mangueira só deve ser fixada no regulador com braçadeiras apropriadas, não use arames ou fios.



Sentindo cheiro de gás, feche o registro do botijão;
Abra as portas e janelas;
Não acenda fósforos ou isqueiros;
Não mexa em aparelhos elétricos;
Não acione interruptores;
Abandone o ambiente onde está ocorrendo o vazamento levando o botijão para um local ventilado.

Mercado financeiro se preocupa com lucro social e ambiental

terça-feira, 5 de abril de 2011

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Conheça o projeto da Bovespa 'Bolsa de Valores Sociais e Ambientais', que já inspira iniciativas semelhantes em outros países.

O mercado financeiro preocupado com o lucro não é novidade para ninguém. Mas e se este lucro for, além de econômico, social e ambiental? É assim com a Bolsa de Valores Sociais e Ambientais, um projeto da BM&F BOVESPA que pouca gente conhece, mas que já inspira iniciativas semelhantes em outros países.

A Bolsa seleciona projetos sociais e ambientais de interesse público e capta investidores, pequenos ou grandes, pessoas física ou jurídica, para fazer o que eles chamam de "investimento social" - o retorno do dinheiro empregado vem em forma de justiça social, preservação ambiental e ganhos para toda a sociedade.

Saiba mais:

- Entenda como funciona a Bolsa de Valores Sociais e Ambientais e conheça os projetos beneficiados

- Conheça a Associação Caatinga - Sertão Verde, organização não governamental que atua na preservação deste bioma tão ameaçado no sertão do Ceará

- No site da Aliança Empreendedora, você tem mais informações sobre o projeto Jovem Empreendedor, que ajuda a mudar para melhor a realidade em comunidades de baixa renda da Região Metropolitana de Curitiba

- O Índice de Sustentabilidade Empresarial da BM&F BOVESPA, pioneiro na América Latina, reúne as empresas mais comprometidas com a sustentabilidade no mercado financeiro brasileiro

Internet ajuda no descarte de pilhas, baterias e celulares

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Em São Paulo, o "e-lixo" já tem destino certo. Conheça também a única fábrica da América do Sul que recicla 100% dos seus componentes de geladeiras e freezers.
Muita gente tem pilhas, baterias, celulares, carregadores lotando as gavetas de casa. Sabe que esse "e-lixo" não deve ser jogado no lixo comum, mas não tem informação sobre o que fazer com ele. Veja o serviço que permite aos moradores de São Paulo resolver esse problema em alguns segundos com a ajuda da internet. Conheça também a única fábrica da América do Sul que recicla 100% dos seus componentes de geladeiras e freezers, inclusive o gás CFC.

Saiba mais:

- Conheça o e-lixo.org, o site que ajuda a população de São Paulo a localizar os postos de coleta de lixo eletrônico mais próximos de casa ou do trabalho

- Clique aqui para se informar sobre o trabalho do Cedir, o Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática da USP. O Centro é uma das unidades de reciclagem cadastradas no e-lixo.org e promove também a doação de computadores para projetos sociais

- No site da Indústria Fox você encontra mais informações sobre a primeira fábrica da América Latina a reciclar todos os componentes de geladeiras e freezers

- Moradores de outras cidades brasileiras também podem tentar encontrar cooperativas de catadores e recicladoras nos bancos de dados dos sites do Cempre e da Recicloteca

http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1647972-17665-304,00.html

AGROTÓXICOS - USO E RECOMENDAÇÕES

quinta-feira, 31 de março de 2011

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Introdução
O uso adequado de agrotóxicos é um dos temas que vem atraindo a atenção de vários segmentos do setor agrícola, uma vez que tem implicações em três áreas básicas de grande importância no contexto global da sustentabilidade da agricultura: a preservação do ambiente, a segurança da saúde dos usuários e a segurança alimentar.Devido a isto venho apresentar um estudo sobre este veneno que é consumido por nós todos os dias através das nossas alimetação.
Agrotóxicos
Os agrotóxicos foram desenvolvidos na Primeira Guerra Mundial e utilizados mais amplamente na Segunda Guerra Mundial como arma química. Com o fim da guerra, o produto desenvolvido passou a ser utilizado como "defensivo agrícola".
O primeiro veneno, o composto orgânico DDT, foi sintetizado em 1874 por Othomar Zeidler, porém só em 1939 Paul Muller descobriu suas propriedades inseticidas. Pela descoberta e posterior aplicação do DDT no combate a insetos, Muller recebeu o prêmio Nobel de química em 1948. O DDT era então a grande arma para acabar com o inseto propagador da malária, até que descobriu-se que ele – como todos os compostos organoclorados – é cancerígeno, teratogênico e cumulativo no organismo.
No pós-guerra, os vencedores articularam uma expansão dos seus negócios a partir das indústrias que haviam se desenvolvido durante o conflito, e entre elas a indústria química. Na Europa havia fome. Foi então que surgiu a "revolução verde", que visava promover a agricultura, gerando comida para os famintos do mundo.
A "revolução verde" chegou ao Brasil em meados da década de 60. Foi implantada através de imposição das indústrias de venenos e do governo brasileiro: o financiamento bancário para a compra de semente só saia se o agricultor comprasse também o adubo e o agrotóxico.
Esta política levou a uma grande contaminação ambiental, sem que a fome fosse extinta. Hoje, 1/5 das crianças não ingerem a quantidade suficiente de calorias e proteínas que necessitam. E cerca de 2 bilhões de pessoas – terceira parte de humanidade – sofrem de anemia. A cada ano 30 milhões de pesssoas morrem de fome no mundo e 800 milhões sofrem de subalimentação crônica.
Enquanto alguns países, principalmente da Europa, tentam reverter o duro quadro de degradação ambiental e contaminação dos alimentos, no Brasil a situação se agrava a cada ano. Em 1970, fábricas obsoletas foram transferidas para o Brasil, que está entre os 5 maiores consumidores de venenos na agricultura no mundo.
Estima-se que no ano passado foram vendidos no país cerca de US$ 2 bilhões de agrotóxicos, aproximadamente 400 mil toneladas.
A degradação do meio ambiente tem conseqüências a longo prazo e seus efeitos podem ser irreversíveis. Em escala planetárias, existem mais de 2 trilhões de toneladas de resíduos industriais sólidos e cerca de 350 milhões de toneladas de detritos gerados por ano.
A utilização de agrotóxicos está comprometendo toda a humanidade e a vida na Terra. Os trabalhadores que manuseiam os venenos trabalham sem nenhuma proteção, como botas, macacões, máscaras, capacetes, luvas e outros equipamentos. Não existe orientação e falta conhecimento do que fazer com resíduos e embalagens. O governo brasileiro nunca fez valer a lei de agrotóxicos que, entre outros aspectos, proíbem a comercialização de produtos que sejam cancerígenos, mutagênicos e teratogênicos.
Atualmente, o controle dos agrotóxicos deve ser feito pelo Ministério da Saúde e a questão ambiental para o Ibama. O governo quer passar tudo para o Ministério da Agricultura.
Os agrotóxicos podem ser divididos em inseticidas e herbicidas. Os inseticidas formam 3 grandes grupos, os organoclorados, os organofosforados e carbamatos e as piretrinas. Os herbicidas têm como grupos mais importantes Paraquat, clorofenoxois e dinitrofenóis.
Os organoclorados são os que mais persistem no meio ambiente, chegando a permanecer por até 30 anos. São absorvidos por via oral, respiratória e dérmica, e atingem o sistema nervoso central e periférico. Provocando câncer e por isso foram banidos de vários países.
Os organofosforados e carbamatos são inseticidas mais utilizados atualmente a também são absorvidos pelas vias oral, respiratória e dérmica. Seus efeitos são alteração do funcionamento dos músculos cérebro e glândulas.
As piretrinas são inseticidas naturais ou artificiais. São instáveis à luz e por isso não se prestam à agricultura. São usados em ambientes domésticos na forma de spray, espirais ou em tabletes que se dissolvem ao aquecimento. São substâncias alergizantes e desencadeiam crises de asma e bronquites em crianças.
O herbicida Paraquat oferece grande risco. É um herbicida que mata todos os tipos de plantas. A substância determina lesões de Rim e se concentra nos Pulmões, causando fibrose irreversível.
Os principais clorofenóis são o 2.4-D e o 2.4.5-T, que são cancerígenos. O agente laranja, usado na Guerra do Vietnã, é uma mistura do 2.4-D e do 2.4.5-T.
Além dos dados acima, alguns pontos merecem ser levantados. Atualmente, 6 a 8 empresas detêm o oligopólio da produção de agrotóxicos no mundo. Em 1981 a Alemanha vendeu 2 fábricas de venenos para o Iraque matar os curdos. O Tamarron matou 16 pessoas em 1 ano na Costa Rica. Milhares de jovens às vezes com menos de 18 anos, quimicamente são castrados pelo DDCT (Bromocloropropano), que foi parado de fabricar nos USA em 1970.
Na U.E. uma pessoa só pode comprar fosforados após um curso de 60 horas e receber carteira de autorização de usar o agrotóxico no município. A maioria das fábricas de agrotóxicos atualmente estão em países do Terceiro mundo. Além disso, agrotóxico não paga ICMS no Brasil.
Intoxicação por agrotóxicos
O Brasil encontra-se entre um dos maiores consumidores de produtos praquicidas (agrotóxicos) do mundo, tanto aqueles de uso agrícola como os domésticos (domissanitários) e os utilizados em Campanha de Saúde.
Dada a falta de controle no uso destas substancias químicas tóxicas e o desconhecimento da população em geral sobre os riscos e perigos à saúde daí decorrentes,
estima-se que as taxas de intoxicações humanas no pais sejam altas. Deve-se levar em conta que, segundo a Organização Nacional de Saúde para cada caso notificado de intoxicação ter-se-ia 50 outros não notificados.
Os perigos representados pelos agrotóxicos
O perigo começa no próprio campo, com os agricultores que pulverizam os agrotóxicos nas lavouras. A exposição destes produtos de elevada toxidade sem a devida proteção pode ocasionar invalidez e até morte.
Em seguida, o perigo chega à mesa do consumidor dos grandes e médios centros urbanos. Os vegetais e frutas disponíveis no mercado, de aspecto agradável podem esconder em sua película externa fragmentos de agrotóxicos utilizados na lavoura.
O consumo de alimentos cultivados com adubos orgânicos, sementes resistentes e que utilizem um controle biológico de pragas seria o ideal. Entretanto, este tipo de agricultura não é incentivado pelo governo, o que encarece e dificulta a comercialização dos produtos.
Os metais pesados atuam como agrotóxicos quando lançados nos rios e oceanos; acumulando na cadeia alimentar, chegam pelas descargas dos rios contaminados. As principais fontes são as industriais, os garimpos e as lavouras, que aplicam cobre e zinco no combate aos fungos.
Os efeitos da contaminação dependem não só da dose, como também do tipo de poluente. O chumbo altera a síntese de hemoglobina, provocando anemia, insuficiência renal, problemas no sistema nervoso, cólicas intestinais e convulsões.
Outro sistema de contaminação ocorre por ar contaminado, onde poluentes podem acarretar em debilidade mental, tontura e enfraquecimento de pernas.
Bioacumulação, eutrofização e conceito
A bioacumulação e o fenômeno através do qual os organismos vivos retêm, dentro de si, certas substancias tóxicas sem conseguir eliminá-las.
A eutrofização refere-se ao que poderíamos chamar de "fertilização" das águas dos rios, lagos, represas, ou mesmo do mar, e ocorre continuamente com depósito de várias substancias nutritivas que vão alimentar as algas, os peixes e outros organismos aquáticos.
Quando estas "fertilizações" acontecem lentamente, de modo a contribuir para o equilíbrio ecológico do ambiente aquático, é chamada de eutrofização natural.
Certas atividades humanas, como a agricultura, fazem chegar até as águas superficiais uma quantidade de nutrientes muito maior que o normal. Arrastados pelas enxurradas, os adubos agrícolas chegam até os rios e lagos, o que se chama de eutrofização cultural.
Conceitos de poluição
De acordo com o conceito mais moderno e abrangente, poluição é tudo que ocorre com o meio e que altera suas características originais. Assim, um lago utilizado para o abastecimento de água ou para a pesca, estará poluído quando não mais se prestar a essas funções.
Esgotos
Os esgotos contêm, além de fezes humanas, restos de alimentos, sabões e detergentes, sendo considerados os principais fatores poluentes das águas em regiões densamente povoadas. Podendo citar como exemplo de águas poluídas por esgoto o rio Guaíba em Porto Alegre; o rio Tietê em São Paulo; e a Baía de Guanabara no Rio de Janeiro.
Agricultura
A agricultura contribui drasticamente com a poluição das águas, tanto superficiais como subterrâneas.
Essa contribuição se faz, basicamente, de duas formas: pelo aumento do despejo de substâncias eutrofizantes e pelo despejo de substâncias tóxicas.
Substâncias Eutrofizantes
O aumento de substâncias eutrofizantes provocado pela agricultura ocorre em primeiro lugar, pelo transporte de fertilizantes químicos à base de nitrogênio e fósforo, e também de detritos animais, para os riachos e lagos, devido a ação das chuvas.
O potássio e o cálcio exercem pouca influência sobre o crescimento de microrganismos na água. Entretanto, o nitrogênio e, principalmente, o fósforo são extremamente importantes como elementos eutrofizantes, pois os fosfatos e alguns compostos nitrogenados favorecem grandemente a proliferação de algas e outros microrganismos aquáticos.
Conclusão
O problema da intoxicação por causa da aplicação inadequada de produtos tóxicos também deve ser combatido dentro de casa. Isso porque, várias substâncias utilizadas em agrotóxicos estão presentes em inseticidas domésticos. O mau-uso desses produtos pode levar a problemas imediatos como um crise respiratória ou uma intoxicação alimentar. Há um problema de educação no uso de agrotóxicos e inseticidas domésticos.
"Para lidar com esses produtos, a pessoa deveria ser no mínimo alfabetizada e treinada, mas ainda são raras as experiências de educação".