Reciclar é preciso

quinta-feira, 26 de maio de 2011

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●  Lixo orgânico leva pouco tempo para se decompor, mas pode ser mais bem aproveitado na compostagem. Cascas de frutas e legumes e folhagens de tubérculos nem são lixo e podem ser aproveitadas em receitas.

●  Papel consome árvores, água e energia para ser produzido. A reciclagem poupa tudo. Em dez anos de coleta seletiva, Porto Alegre reciclou 15518 toneladas de papel, preservando 529000 árvores.

●  Cigarro esse é lixo por excelência. Não só para a natureza, mas também para a saúde. As pontas devem ir para o lixo, pois não têm reaproveitamento e demoram até 5 anos para se decompor.

●  Embalagem longa vida e plástico embora sejam considerados materiais recicláveis, ainda não existem técnicas que permitam a reutilização plena. O PET pode ser transformado em fibra para roupas.

●  Vidro e alumínio são as estrelas da reciclagem, porque podem ser usados novamente na forma original. Isso significa retirar menos areia e bauxita da natureza e economizar energia. O Brasil recicla 78% do alumínio. 

LUGAR DE LIXO É NO LIXO!!!

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Eu sei que é chato bater na meeesma tecla, falar sempre as mesmas coisas, pior ainda é ouvir as mesmas coisas.
Mas nesse caso é bom dizer mais uma vez: LUGAR DE LIXO É NO LIXO!!!

Todos os dias, toda hora, vejo pessoas colocando lixo no chão.
Qual é o problema de esperar um pouquinho mais até encontrar uma lixeira?!
Qual é o problema de guardar um papel de bala na bolsa até chegar em casa?!
Certa vez, que eu atravessava a Borges, quase levei uma garrafada de água na cabeça. Foi por pouco que a garrafa que veio voando da janela de um ônibus não me acertou. Atirar uma garrafa de água pela janela é demais...
Por mais que seja uma questão cultural ou de "porquice" mesmo, deve ser diferente.
Há todos os dias apelo pra que as pessoas sejam educadas e deixem o lixo no lugar dele, que não é no chão, não é na rua e não é na cabeça dos outros... mas sim no lixo!!!

* E por que não separar o lixo?!
* Há mini-lixeiras dentro dos ônibus, pra quem ainda não viu.
* Lixeiras laranjas estão espalhadas pelo centro da cidade em vários pontos.

Não custa nada lembrar e sai mais caro não tentar fazer com que a população tenha consciência disso.
Vamos colaborar, por favor?!?!?!

Barcelona usa sistema subterrâneo para descartar lixo

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2011-05-13 11:16

O sistema acaba com a sujeira nas ruas, com as latas de lixo e, principalmente, com a coleta - método que custa caro e polui o meio ambiente.

O Jornal Nacional está apresentando desde segunda-feira uma série de reportagens especiais sobre as soluções encontradas por muitas cidades para reaproveitar o lixo. Na última reportagem sobre o assunto, o correspondente Marcos Losekann mostra como alguns lugares da Europa revolucionaram a maneira de transportar o que é jogado nas lixeiras.
Lixo amontoado, jogado no chão e espalhado pelas ruas. Não, essa não é a realidade de pelo menos 50 cidades européias que já descobriram um jeito de varrer o lixo para debaixo da terra - tudo de forma ecologicamente correta. Em vez de latas, que dependem de coleta periódica, bocas de lixo. Através das escotilhas, os cidadãos jogam os sacos. A partir daí, começa um show de tecnologia.
Todas as bocas de lixo são conectadas a um gigantesco sistema de tubulação enterrado a, pelo menos, cinco metros da superfície. Trata-se de um grande sugador, que aspira o lixo de hora em hora, dia e noite, o ano inteiro.
Os sacos chegam a ''viajar'' a 70 quilômetros por hora embaixo da terra. O destino final é um centro de coleta, geralmente instalado na periferia da cidade. O lixo entra diretamente em um container, que depois de cheio é transportado para uma usina de triagem, ainda mais afastada da cidade. Plásticos, latas e papel são reciclados. O lixo orgânico vira combustível para mover turbinas que produzem eletricidade.
A ideia nasceu na Vila Olímpica de Barcelona, construída especialmente para os Jogos de 1992. Parecia impossível unir lixo com limpeza e higiene. Mas deu tão certo que virou exemplo para a cidade inteira. O sistema acaba com a sujeira nas ruas, com as latas de lixo e, principalmente, com a coleta - um método que geralmente custa caro e polui o meio ambiente. Pelo menos 160 caminhões de lixo deixaram de circular diariamente pelas ruas da cidade.
Um barbeiro, que sempre viveu em Barcelona, é um dos maiores defensores do sistema.
“Não tem mau cheiro, não tem o barulho insuportável dos caminhões de lixo, é tudo limpinho”, ele observa. “É uma questão de inteligência e conscientização”.
Nos últimos 18 anos, a prefeitura de Barcelona vem investindo sistematicamente na instalação dos tubos.
“É como o fornecimento de água, gás ou energia elétrica. A tubulação é enterrada embaixo do pavimento das ruas”, explica o representante da companhia que criou o sistema. E o custo com o tempo se dilui e acaba sendo igual ou até menor do que o método tradicional de coleta.
Em Barcelona, os prédios de apartamentos construídos nas últimas duas décadas já têm o sistema instalado internamente. Os moradores nem precisam mais descer com os sacos até a rua: 70% do lixo na capital da Catalunha já são recolhidos assim. E, em cinco anos, Barcelona inteira não terá mais nenhum caminhão de coleta de lixo circulando pela cidade. Solução subterrânea que ninguém vê, mas com vantagens que, com certeza, todo mundo sente.

ASSISTA AOS DOIS VÍDEOS ABAIXO E DE A SUA OPINIÃO!!!


THINNER RECICLADO

domingo, 15 de maio de 2011

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Calcule os benefícios de reciclar esse produto usado para limpar utensílios da área de pintura
Para calcular a viabilidade da reciclagem do thinner de limpeza em sua oficina, em primeiro lugar é necessário estimar a quantidade do produto consumida mensalmente pelo trabalho dos pintores. Utilize a tabela abaixo para avaliar os resultados em cada caso. Após efetuar este cálculo, você saberá, com pequena margem de erro, a variação entre o custo de utilização de thinner novo e o custo de utilização de thinner de limpeza reciclado.
A - Custo mensal de compra de thinner novo - É o valor gasto mensalmente (média) pela oficina na compra de thinner de limpeza, somado ao custo da operação de compra (quanto tempo alguém gasta para realizar a operação de compra).
B - Custo mensal para descarte de 100% do volume de thinner comprado - Quando o thinner é utilizado em uma operação de limpeza de resíduos de tinta, seu volume aumenta pela adição do resíduo, mas parte do solvente evapora, reduzindo, assim, seu volume. Então consideramos que o aumento de volume pelo resíduo de tinta e a redução pela evaporação natural do solvente se anulam, mantendo o volume do resíduo igual ao volume de thinner comprado inicialmente.
C - 15% do custo mensal de compra de thinner novo - Em função dos resultados obtidos nos trabalhos do CESVI BRASIL nos últimos anos, sabemos que a quantidade média de thinner obtida após a reciclagem é de 85% do volume de thinner sujo, e que os demais 15% saem na forma de borra (ou parte é evaporada durante o processo de reciclagem). Portanto, para manter a quantidade de solvente consumido mensalmente, será necessário comprar 15% do volume que era adquirido anteriormente, para reposição das perdas no processo de reciclagem. Considere para este item também o custo da operação de compra.
D - Custo de energia elétrica para reciclar o resíduo de thinner - Cada modelo de reciclador possui um rendimento e um consumo elétrico diferente. Assim, sugerimos a obtenção deste custo junto ao fornecedor do equipamento.
E - Custo de descarte da borra - Toda reciclagem gera uma borra de tinta que deve ser descartada; porém, após a reciclagem, o volume desta borra passa a girar em torno de 15% do volume de thinner reciclado. Ou seja, considere o custo de descarte sem reciclagem do solvente como 100%, e o custo de descarte da borra após a reciclagem como 15% deste valor.
F - Custo de consumíveis - É preciso considerar o custo mensal de manutenção do equipamento (geralmente composto pela reposição do óleo térmico feita a cada seis meses), somado ao custo dos sacos plásticos necessários para retenção da borra na cuba do equipamento.
G - Custo de depreciação do reciclador - Todo equipamento possui uma vida útil, e um dia terá que ser substituído. Sendo assim, é necessário depositar este valor em uma conta de depreciação do equipamento. Por isto, deve-se adicionar o custo de depreciação do equipamento no cálculo do custo de reciclagem. Este dado também pode ser obtido junto ao fornecedor do equipamento.
Cálculo de custo com thinner novo
Cálculo de custo reciclando o thinner
A
Custo mensal de compra de thinner novo
C
Apenas 15% do custo mensal de compra de thinner novo
B
Custo mensal para descarte de 100% do volume de thinner comprado
D
Custo de energia elétrica para reciclar o resíduo de thinner
=
Custo mensal para utilização de thinner de limpeza novo
E
Custo de descarte da borra após reciclagem
Obs.: Fatores como o estoque do thinner novo, de resíduos e os custos de segurança (aterramento, brigada anti-incêndio, etc.) podem ser considerados para ambas as situações.
F
Custo de consumíveis
G
Custo de depreciação do reciclador
=
Custo mensal para utilização de thinner reciclado

Particularidades do thinner reciclado - Há diferenças significativas no thinner de limpeza reciclado em relação ao novo. Confira:
Poder de limpeza - O thinner reciclado perde algumas de suas características a cada reciclagem. Este comportamento varia para cada marca de thinner, porque cada uma possui uma composição diferente. O desequilíbrio da fórmula do thinner ocorre pela perda dos solventes mais leves (a evaporação natural não ocorre de maneira uniforme).
Fazendo a reposição das perdas mensais com thinner novo, este processo fica mais lento, fazendo com que o poder de limpeza do thinner mantenha-se satisfatório por várias reciclagens. Não há uma definição de quantas reciclagens podem ser feitas com um thinner, pelo fato de cada um possui uma composição diferente.

Segurança - Existem normas para estoque e utilização dos equipamentos de reciclagem que devem ser rigorosamente seguidas. O dimensionamento das instalações de estocagem de thinner novo e de resíduos, bem como a área de reciclagem, devem seguir as recomendações de um engenheiro de segurança.
Dicas para o uso de thinner reciclado - Mantenha separadas as sobras de tinta do resíduo de thinner. O thinner reciclado só deve ser utilizado para limpeza dos utensílios e não para diluição de tinta ou outra atividade. Utilize uma caixa com thinner para a limpeza. Não recicle o thinner com resíduos de wash-primer. Como o ativador do wash-primer tem base de ácido fosfórico, o solvente se tornará mais agressivo. Utilize pissetas durante a limpeza de utensílios, para diminuir a quantidade de thinner envolvida.

Descontaminação de Lâmpadas

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Por que Descontaminar?
As lâmpadas de descarga contêm o MERCÚRIO METÁLICO, substância tóxica nociva ao ser humano e ao meio ambiente. Ainda que o impacto sobre o meio ambiente causado por uma única lâmpada seja desprezível, o somatório das lâmpadas descartadas anualmente (cerca de 70 milhões só no Brasil) terá efeito sensível sobre os locais onde são dispostas.
Países do Primeiro Mundo incluem as lâmpadas fluorescentes usadas na lista de resíduos nocivos ao meio-ambiente, pois essas lâmpadas contêm substâncias químicas que afetam o ser humano, como o Mercúrio, um metal pesado que uma vez ingerido ou inalado, causa efeitos desastrosos ao sistema nervoso.
Enquanto intacta a lâmpada não oferece risco. Entretanto ao ser rompida liberará vapor de mercúrio que será aspirado por quem a manuseia. A contaminação do organismo se dá principalmente através dos pulmões. Quando se rompe uma lâmpada fluorescente o mercúrio existente em seu interior se libera sob a forma de vapor, por um período de tempo variável em função da temperatura e que pode se estender por várias semanas. Além das lâmpadas fluorescentes também contêm mercúrio as lâmpadas de vapor de mercúrio propriamente ditas, as de vapor de sódio e as de luz mista. Se forem lançadas diretamente em aterros, as lâmpadas contaminam o solo e, mais tarde, os cursos d’água, chegando à cadeia alimentar.
Ao romper-se, quando descartada inadequadamente no meio ambiente, uma lâmpada fluorescente emite vapores de mercúrio que são absorvidos pelos organismos vivos, contaminando-os; se forem lançadas em aterro as lâmpadas contaminam o solo e, mais tarde, os cursos d’agua, chegando à cadeia alimentar.
No Brasil, muitos usuários dessas lâmpadas, conscientes do fato e já alertados pela norma brasileira NBR 10004 que impõe limites rigorosos à presença de mercúrio nos resíduos sólidos, já estão evitando mais essa contaminação do meio ambiente.
Desde 1993 a APLIQUIM realiza a descontaminação das lâmpadas descartadas, tabalho pelo qual recebeu o Prêmio ECO 94 das Câmaras Americanas de Comércio na modalidade Preservação Ambiental. O processo desenvolvido e utilizado pela APLIQUIM recupera completamente o mercúrio, ao contrário de alguns processos utilizados em outros países, que apenas retêm o mercúrio sob a forma de compostos não voláteis, gerando-se assim um passivo ambiental.
A busca de uma solução integrada para um problema ambiental, antecipando-se à criação de leis específicas sobre a matéria, incorpora uma outra vantagem: todo o sistema já implantado, testado e em plena operação poderá servir de paradigma para as iniciativas legais e normativas que venham a ser tomadas pelos órgãos disciplinadores da política ambiental. Resoluções normativas que venham a ser exaradas sobra a destinação das lâmpadas usadas poderão adotar, como base, procedimentos já comprovados e testados, compatíveis com a realidade brasileira.

Uso de pó de vidro como fundente para produção de grês porcelanato

domingo, 1 de maio de 2011

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RESUMO
O grês porcelanato possui excelentes propriedades como: resistência mecânica, química, elevada
dureza, etc. Atualmente, vários estudos de novos materiais estão sendo realizados, como por exemplo, a
incorporação de resíduos industriais sem a mudança do processo ou qualidade do produto final. O objetivo
deste trabalho foi estudar a possibilidade do uso de um resíduo de vidro em massas cerâmicas para produção
de grês porcelanato. Foram preparadas misturas contendo diferentes quantidades de argila, resíduo de vidro
na forma de pó, feldspato e quartzo moído. As amostras foram queimadas em diferentes temperaturas entre
1000-1250°C, com isoterma de 30 minutos. As amostras queimadas foram caracterizadas e a composição
contendo feldspato e pó de vidro como fundentes, apresentaram as melhores propriedades mecânicas e
tecnológicas. A adição de resíduo de pó de vidro mostrou ser um eficiente fundente, pois além de acelerar o
processo de densificação durante a queima do produto cerâmico, este material pode substituir o feldspato que
é um mineral em estágio de exaustão.

Gás obtido a partir de fezes humanas

sexta-feira, 29 de abril de 2011

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Gás obtido a partir de fezes humanas

Produção desse tipo energia alternativa poderá representar 15% do mercado de gás doméstico até 2020


No Reino Unido, população já pode cozinhar e aquecer suas casas com gás gerado a partir de águas residuais.
São Paulo - Algumas empresas britânicas se uniram para produzir energia renovável. A matéria prima usada por elas é o gás metano, liberado pela decomposição de matéria orgânica, e o resultado é energia suficiente para suprir as necessidades de 200 casas.
O projeto transforma a parte sólida do esgoto em biogás pelp processo de digestão anaeróbica. De acordo com um estudo feito pela National Grid esse tipo de produção de energia poderia representar pelo menos 15% do mercado de gás doméstico até 2020.
Nesta terça-feira (5), o secretário de mudanças climáticas e energia, Chris Huhne, disse que "não é todo dia que um Secretário de Estado pode anunciar que, pela primeira vez no Reino Unido, as pessoas podem cozinhar e aquecer suas casas com gás gerado a partir de águas residuais. É um dia histórico para as empresas envolvidas, para a tecnologias de geração de energia por resíduos e para o crescimento da quantidade de energia renovável no Reino Unido".
Existem outros projetos semelhantes a este em todo o país e isto é apenas o começo de uma nova Era em energias renováveis. Martin Baggs, presidente executivo da Thames Water, disse que eles ja produzem 15 milhões de libras por ano de eletricidade pela queima do biogás (metano) produzidas a partir de 2,8 litros de esgoto de seus 14 milhões de clientes.
Transformar o gás metano e encaminhá-lo diretamente à rede de gás é o próximo passo no negócio de "energia de resíduos". O projeto pode ser replicado por todo o país. Todos as redes de coleta de esgoto na Grã-Bretanha são fontes de gás renovável esperando para ser colocado em uso.
http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/lares-britanicos-usam-gas-obtido-partir-fezes-humanas-602268

Reciclagem de lâmpadas fluorescentes tem solução brilhante

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Thiago Romero
Agência FAPESP - 23/06/2006
Reciclagem de lâmpadas fluorescentes tem solução brilhante
No Brasil são consumidas cerca de 100 milhões de lâmpadas fluorescentes por ano. Desse total, 94% são descartadas em aterros sanitários, sem nenhum tipo de tratamento, contaminando o solo e a água com metais pesados.
Para minimizar o impacto ambiental, a Tramppo Recicla Lâmpadas, empresa do Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) da Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu um sistema que recupera os componentes presentes nas lâmpadas, reaproveitando mais de 98% da matéria-prima utilizada na fabricação.
Por meio de um sistema de vácuo associado a alta temperatura, o equipamento separa o mercúrio, metal tóxico com alto risco de contaminação, de outros elementos, como cobre, pó fosfórico, vidro e alumínio.
"A máquina descontamina a lâmpada fluorescente com a extração do mercúrio e possibilita a reciclagem dos outros materiais pela indústria. O lixo é transformado novamente em matéria-prima", explica Gilvan Xavier Araújo, diretor da Tramppo, à Agência FAPESP.
O trabalho de pesquisa que deu origem à solução, intitulado Descarte adequado de fluorescentes que contenham mercúrio, teve apoio da FAPESP no âmbito do Programa Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (PIPE). A engenheira química Atsuko Kumagai Nakazone, da Tramppo, foi a pesquisadora responsável pelos testes com o equipamento.
Araújo aponta que a reutilização do mercúrio representa uma grande economia ao país. "Praticamente todo o volume de mercúrio consumido atualmente no Brasil é importado da Espanha, do México, da Rússia e de outros locais", disse.
A Tramppo já iniciou as atividades comerciais da tecnologia pelo processo conhecido como logística reversa, por meio do qual a empresa vende lâmpadas novas para o cliente a preço de custo e recolhe as usadas para reciclagem. "Desse modo, conseguimos focar o trabalho na venda de matéria-prima para as indústrias que produzem lâmpadas. Isso gera uma sustentabilidade ambiental e econômica em todo o processo", afirma Araújo.
O projeto ganhou certificado do Programa New Ventures Brasil, na categoria Modelo de Negócios em Desenvolvimento Sustentável. O objetivo do programa, iniciativa da World Resources Institute (WRI), sediada na Faculdade Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, é fomentar o desenvolvimento mercadológico de empreendimentos sustentáveis.

RECICLAGEM DE TECIDOS

terça-feira, 12 de abril de 2011

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Existem vários processos de reciclagem, como exemplo, o plástico (sacolas plásticas),
papel, vidros, alumínio, entre outros. O processo de reciclagem ocorre também com o tecido.
Sabe-se que no Brasil existem algumas empresas que reciclam tecidos. Normalmente estas
empresas compram resíduos de tecidos já separados por cor. O processo de reciclagem do
tecido é feito da seguinte maneira:
a) máquina trituradora (rasga o tecido em vários pedacinhos até quase se
desmanchar, ficando sem fibra);
b) adiciona-se poliéster ao tecido em uma nova máquina que mistura os dois
produtos formando fibras mistas;
c) maçaroqueira: máquina que enrola a fibra de algodão em uma bobina;
d) filatório: máquina que faz o fio/barbante.
Nota-se que neste processo de reciclagem, o tecido passa a ser novamente a matériaprima
que dá continuidade ao novo processo de industrialização.
O processo de reciclagem do tecido pode gerar benefícios para a empresa e o meio
ambiente, mas antes de tudo é necessário analisar o custo de todo este processo e verificar a
viabilidade do processo.

CUSTO-BENEFÍCIO DA RECICLAGEM
Todo processo produtivo que gera resíduo pode, muitas vezes, ser reciclado. No caso
das indústrias de confecção (as que compram tecidos para a fabricação de um produto), estes
resíduos podem ser reciclados, de modo a evitar o entulho na fábrica e melhorar o ambiente
de trabalho.
É preciso, antes de qualquer coisa, ser avaliado todo o processo produtivo e verificar
onde acontece o maior desperdício e o por que disto. Depois de averiguado este processo,
deve-se seguir para a nova etapa, verificar os custos: analisar todo o tempo de separação do
resíduo, custo de implantação do processo bem como a compra de lixeirinhos para cada tipo
de resíduo gerado na indústria.
O custo maior está na separação do material, afinal, torna-se mais cômodo jogar o
resíduo em um lixeiro qualquer e esperar o caminhão de lixo passar. Mas sabe-se que isto não
é correto e que necessário se faz a conscientização de todos na separação dos resíduos gerados
dentro da empresa.
A relação custo-benefício da reciclagem pode ser positiva ou negativa, confome
Thomé (2005):

[...] será negativa, por exemplo, quando a reciclagem consumir mais recursos
naturais do que a produção a partir de matérias-primas não recicladas ou quando o
custo operacional de reciclar for muito elevado; existência de empresas recicladoras
nas circunvizinhanças do município, devido ao custo de transporte; entre outras
variáveis a serem consideradas
Há muitas vantagens e benefícios para se reciclar um material, pois quando se recicla
há menos poluição no ar, na água e no solo. Além disto, há a economia de energia elétrica e
matéria-prima, também ajuda a melhorar a limpeza da cidade, gera renda pela
comercialização dos recicláveis, além de gerar empregos.

LEGISLAÇÕES PERTINENTES
Visando regulamentar as atividades ambientais no país, o Conselho Nacional do Meio
Ambiente (CONAMA) instituído pela lei 6.938/81, que dispõe sobre a Política Nacional do
Meio Ambiente, é o órgão consultivo e deliberativo do Sistema Nacional do Meio Ambiente –
SISNAMA, e publica suas resoluções aprovadas no Diário Oficial da União e em seu site,
tornando público o embasamento legal para entidades ligadas ao meio ambiente.
De acordo com a resolução número 275 de 25 de abril de 2001, o CONAMA
estabelece o código das cores para os diferentes tipos de resíduos a ser adotado na
identificação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a
coleta seletiva. O art. 2º desta resolução regulamenta que:

"Os programas de coleta seletiva, criados e mantidos no âmbito de órgãos da
administração pública federal, estadual e municipal, direta e indireta, e entidades
paraestatais, devem seguir o padrão de cores estabelecido em Anexo.
§ 1o Fica recomendada a adoção de referido código de cores para programas de
coleta seletiva estabelecidos pela iniciativa privada, cooperativas, escolas, igrejas,
organizações não-governamentais e demais entidades interessadas."
.
O Quadro 2 mostra o código de cores dos resíduos que a Resolução 275 de 25 de abril
de 2001 estabelece :
Quadro 2 - Código de cores para os diferentes tipos de resíduos
Fonte: Adaptado de Resolução número 275 de 25 de abril de 2001 do CONAMA
Código de cores dos resíduos

Azul -papel/papelão
Vermelho -Plástico
Verde -Vidro
Amarelo- Metal
Preto- Madeira
Laranja- resíduos perigosos
Branco- resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde
Roxo- resíduos radioativos
Marrom -resíduos orgânicos
Cinza -resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de
separação

TEMPO DE DECOMPOSIÇÃO DO LIXO

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Reciclar economiza energia, reduz o acúmulo de resíduos, além de assumir um papel
fundamental na preservação do meio ambiente, pois diminui a extração de recursos naturais.
O tempo de decomposição do lixo depende do tipo de material que este é feito. Como
exemplo tem-se o chiclete, que leva cerca de 5 anos para se decompor totalmente em vista que
o pano leva em torno de 6 meses a um ano para se decompor.
Segundo Mãe Terra (2005), o tempo de decomposição de alguns materiais são de
acordo com o Quadro 1:
5
LIXO TEMPO DE DECOMPOSIÇÃO

Quadro 1 – Tempo de decomposição do material na natureza
  1. Papel De 3 a 6 meses
  2. Panos De 6 meses a 1 ano
  3. Pontas de cigarro De 5 a 10 anos
  4. Sacos plásticos De 30 a 40 anos
  5. Latas de alumínio De 80 a 100 anos
  6. Garrafas de vidro 1 milhão de anos
  7. Borracha Tempo indeterminado
  8. Tecidos de algodão 1 a 5 meses
  9. Meia de lã 1 ano

Fonte: Adaptado de Mãe Terra.
<http://www.maeterra.com.br/index.php?secao=13f>. Acesso em 17 set. 2005.
Informações sobre o lixo. Disponível em:

É interessante e vantajoso fazer o processo de reciclagem, afinal, se algum material
pode ser reutilizado, pode-se contribuir com a natureza para que não leve meses ou até mesmo
anos para decompor o material e acumular lixos nos aterros sanitários.