Apesar acordadas metas ambientais, o mundo ainda no caminho insustentável - ONU A agência United Nations Environment advertiu hoje que o mundo "continua a acelerar para baixo" um caminho insustentável, apesar de centenas de objetivos acordados internacionalmente para proteger o planeta, e ressaltou que ações drásticas e grande escala são necessárias medidas para inverter este padrão. "Se as tendências atuais continuarem, se os padrões atuais de produção e consumo dos recursos naturais prevalecer e não pode ser revertida e 'dissociado', então os governos irão presidir níveis sem precedentes de danos e degradação", disse o diretor executivo do Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP ), Achim Steiner. A quinta edição do Global Environmental Outlook (GEO-5), lançado antes da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20) no Brasil no final deste mês, avaliou 90 das mais importantes metas e objectivos ambientais e descobriu que tinha um progresso significativo só foi feita em quatro. As quatro metas implicaria eliminar a produção e utilização de substâncias que empobrecem a camada de ozônio, a remoção do chumbo dos combustíveis, aumentando o acesso às fontes de água melhoradas, e fomentar a investigação para reduzir a poluição do ambiente marinho Segundo a avaliação, enquanto que algum progresso foi demonstrado em 40 gols, incluindo os esforços para reduzir o desmatamento, pouco ou nenhum progresso foi detectada para 24 deles, incluindo as alterações climáticas, a desertificação ea seca. Além disso, havia oito metas que não apresentaram progresso e, ao invés uma maior deterioração, tais como o estado dos recifes de coral do mundo. A avaliação enfatiza que os países podem ainda atingir as metas de sustentabilidade se as políticas atuais são mudanças e reforçadas e fornece exemplos de iniciativas políticas bem-sucedidas para este fim. GEO 5, que foi produzido ao longo de um período de três anos e com a colaboração de mais de 600 especialistas em meio ambiente, também destaca que, quando tratados e acordos internacionais têm abordado com objetivos específicos, metas mensuráveis que têm demonstrado um sucesso considerável. "GEO-5 lembra os líderes mundiais e as nações reunidos na Rio +20 por uma transição decisiva e definidora para um baixo teor de carbono, em termos de recursos, o trabalho de geração de economia verde é urgentemente necessária", disse Steiner. "A evidência científica, construída ao longo de décadas, é esmagadora e deixa pouco espaço para dúvidas." "Chegou o momento de arrumar a paralisia da indecisão, reconhecer os fatos e encarar a humanidade comum que une todos os povos", acrescentou. "Rio +20 é um momento para transformar o desenvolvimento sustentável de aspiração e aplicação irregular em um autêntico caminho de progresso e prosperidade para esta e as próximas gerações que virão." Mais de 100 chefes de Estado e de Governo, juntamente com milhares de parlamentares, prefeitos, funcionários da ONU, diretores executivos e líderes da sociedade civil são esperados para participar Rio +20 para moldar novas políticas para promover a prosperidade, reduzir a pobreza e promover a equidade social e ambiental proteção. O encontro surge na sequência da Cimeira da Terra em 1992, também realizada no Rio de Janeiro, durante o qual os países aprovaram a Agenda 21 - um plano para repensar o crescimento econômico, promover a equidade social e assegurar a protecção ambiental.
Sustentabilidade Empresarial
Rio +20 Fórum de Sustentabilidade Empresarial (15-18 de Junho) e Dia de Negócios (19 de Junho) O Pacto Global da ONU vai organizar a Rio +20 Fórum de Sustentabilidade Empresarial: Inovação e Colaboração para o futuro que queremos 15-18 junho 2012, no Rio de Janeiro. Realizada antes da Conferência e organizado em cooperação com a Secretaria Rio +20, o Sistema das Nações Unidas e da Global Compact Rede Local Brasil, o objetivo do fórum é trazer maior escala e qualidade para práticas em sustentabilidade corporativa. Como uma vitrine para a inovação e a colaboração, o Fórum foi concebido para ser um terreno de lançamento para ação generalizada. Mais de 2.000 participantes são esperados para o Fórum, representando empresas, bem como investidores, governos, autoridades locais, sociedade civil e entidades da ONU. Além de apoiar o Fórum de Sustentabilidade Empresarial, uma fração dos rendimentos de Ouro nível de patrocínios estão ajudando a Rio +20 Secretaria nos Estados financiamento Estados de Países Menos Desenvolvidos e Pequenos Estados Insulares em assistir à conferência. Uma parte das contribuições do patrocinador Verde também ajudará a Rio +20 Secretaria para compensar as emissões de CO2 provenientes da presença de participantes oriundos dos Países Menos Desenvolvidos e Pequenos Estados Insulares em, através da compra de Gold Standard Reduções Certificadas de Emissões eo Padrão Ouro Reduções Verificadas de Emissões.
RIO+20 RITMO DAS NEGOCIAÇÕES
O ritmo das negociações ainda precisa ser acelerado Negociadores, celebrado em 02 de junho a última rodada de negociações preparatórias da Rio +20, em Nova York sobre o Documento Final Rio +20, uma rodada que tinha sido adicionado a dar aos negociadores tempo para resolver as diferenças antes de chegar no Rio de Janeiro. "Eu sinto um verdadeiro diálogo - uma vontade real de encontrar um terreno comum", disse Rio +20 Secretário-Geral Sha Zukang. "Este espírito é encorajador, e devemos levá-lo para o Rio". Mas ele acrescentou que o ritmo das negociações ainda precisam ser acelerados, a fim de concluir as negociações até o final da próxima reunião do Comité Preparatório e final, de 13 a 15 de Junho, em Rio de Janeiro, à frente da Conferência. "Eu vejo uma meia dúzia, ou mais, os produtos principais que poderiam realmente fazer a diferença", disse Sha disse na sessão de encerramento das negociações informais. "Primeiro, nós podemos - me atrevo a dizer, vai - lançar um processo no Rio de Janeiro para definir objectivos de desenvolvimento sustentável como uma característica central de um pós-2015 quadro de desenvolvimento." Ele observou que havia alguns problemas cruciais ainda a serem resolvidas, como forma de garantir que os objetivos integrar as dimensões económica, social e ambiental do desenvolvimento sustentável, o processo de desenvolvimento das SDGs, e se deseja incluir uma lista indicativa de prioridade áreas para metas possíveis. Outras áreas em que Rio +20 pode fazer a diferença, segundo ele, seria acordo para explorar e compartilhar experiências e conhecimentos de "opções políticas" economia verde como ferramentas para promover o desenvolvimento sustentável ea erradicação da pobreza, e para tomar decisões sobre os elementos-chave da instituições internacionais necessários para apoiar o desenvolvimento sustentável. Sr. Sha também pediu fortes, orientadas para a acção resultados que promovam o progresso em questões fundamentais como a segurança alimentar e agricultura sustentável, energia, oceanos, a igualdade de género e empoderamento das mulheres e educação. Ele disse que deve haver progressos sobre os meios de implementação de ações, incluindo iniciativas para reforçar o financiamento da transferência de tecnologia e capacitação, em apoio ao desenvolvimento sustentável.
MAR DE CHUKCHI
Pela 1ª vez, fitoplâncton é encontrado sob gelo ártico
DA REUTERS
Uma equipe de biólogos e oceanógrafos perfuraram o gelo ártico no mar de Chukchi e encontraram águas ricas em fitoplâncton. Mais: em quantidades superiores a qualquer outra região da Terra.O fitoplâncton é o componente básico da cadeira marinha alimentar. Até então se pensava que ele era formado no oceano ártico somente depois de o gelo derreter durante o verão.
Os cientistas agora consideram que o gelo do Ártico, mais fino, está permitindo que os raios do sol cheguem até as águas debaixo do mar de gelo, fazendo com que o fitoplâncton se reproduza na região onde nunca havia sido registrado antes.
USINAS HIDRELÉTRICAS "A FIO DÁGUA"
quinta-feira, 24 de maio de 2012
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Usinas
hidrelétricas “a fio d’água” são aquelas que não dispõem de reservatório de
água, ou o têm em dimensões menores do que poderiam ter. Optar pela construção
de uma usina “a fio d’água” significa optar por não manter um estoque de água
que poderia ser acumulado em uma barragem. Esta foi uma opção adotada para a
construção da Usina de Belo Monte e parece ser uma tendência a ser adotada em
projetos futuros, em especial aqueles localizados na Amazônia, onde se
concentra grande potencial hidrelétrico nacional. Aliás, as usinas Santo
Antonio e Jirau, já em construção no rio Madeira, são exemplos dessa tendência.
Quais as consequências e custos inerentes a essa opção? Quais serão os problemas futuros que a decisão de abrir mão de reservatórios com efetiva capacidade de regularização de vazões poderá criar?
Primeiramente, deve-se considerar que a energia “gerada” por uma hidrelétrica resulta da transformação da “força” do movimento da água. Transforma-se, assim, em energia elétrica, a energia cinética decorrente da ação combinada da vazão de um rio e dos desníveis de relevo que ele atravessa. Desse modo, não restam dúvidas de que, para o processo, guardar água significa guardar energia.
Os sistemas de captação e adução levam a água até a casa de força, estrutura na qual são instaladas as turbinas. As turbinas são equipamentos cujo movimento giratório provocado pelo fluxo d’água faz girar o rotor do gerador, fazendo com que o deslocamento do campo magnético produza energia elétrica. O vertedouro, por sua vez, permite a saída do excesso de água do reservatório, quando o nível ultrapassa determinados limites. Outros aspectos e outros equipamentos são, também, importantes, mas, em qualquer caso, estaremos diante de uma busca por queda e vazão – a primeira, fixa, e a segunda, variável.
Nesse processo de transformação, a geração de energia elétrica é limitada pelo produto entre vazão e altura de queda, pois a energia obtida é diretamente proporcional ao resultado dessa conta. A barragem interrompe o curso d’água e forma o reservatório, regulando a vazão. Em uma usina com reservatório, essa variável pode ser controlada pelos administradores da planta. Em uma usina a fio d’água, fica-se refém dos humores da natureza, ainda que com menor dependência que as eólicas. Hidrelétricas com reservatórios próprios são capazes de viabilizar a regularização das vazões. Devido à sua capacidade de armazenamento (em períodos úmidos) e deplecionamento (em períodos secos), elas atenuam a variabilidade das afluências naturais.
Deve-se considerar, também, que esse mesmo efeito pode ser obtido com a construção de usinas “rio acima” – ou “a montante”, conforme o jargão técnico. Hidrelétricas instaladas em um mesmo curso hídrico podem atuar de forma integrada. Usinas localizadas “rio acima” – a montante, no jargão técnico – podem usar seus reservatórios para regular o fluxo de água utilizado pelas usinas localizadas “rio abaixo” – a jusante.
A usina binacional Itaipu, por exemplo, por ser a última rio abaixo – a jusante, no jargão técnico – da Bacia do Rio Paraná, é considerada como a fio d’água. Ocorre que se a gigantesca hidrelétrica pode utilizar toda a água que chega ao reservatório, mantendo apenas uma reserva mínima para garantir a operacionalidade, tal diferencial se deve, direta ou indiretamente, à existência de dezenas de barragens a montante.
O conjunto formado pelos potenciais hidráulicos da margem direita do rio Amazonas é considerado como uma rara e poderosa combinação de queda e vazão nos estudos de inventário hidrológicos de bacias brasileiras. A Volta Grande do Xingu, por exemplo, onde está sendo construída a hidrelétrica Belo Monte, apresenta uma queda de cerca de 90 metros entre dois pontos muito próximos de um rio cuja enorme vazão resulta de um percurso de milhares de quilômetros, iniciado no Planalto Central.
Em geral, usinas a fio d’água têm baixos “fatores de capacidade”. O fator de capacidade é uma grandeza adimensional obtida pela divisão da energia efetivamente gerada ao longo do ano – em geral, medida em MWh/ano – pela energia máxima que poderia ser gerada no sistema.[1] Trata-se, portanto, de uma medida da limitação da usina no que diz respeito à sua capacidade de gerar energia.
Na Europa, esse fator situa-se entre 20% e 35%, em média, sendo um pouco maior na China e chegando a valores próximos a 45% nos EUA[2]. Em média, as hidrelétricas brasileiras têm fator de capacidade estimado em valores situados entre 50% e 55%. A regularização de vazões por meio do uso de reservatórios faz com que essa média suba significativamente, embora essa não seja, em muitos casos, a única responsável por isso. No rio São Francisco, por exemplo, esse número para Sobradinho é 51%, e para Xingó, mais a jusante, é 68%. No rio Madeira, a usina Jirau tem fator de capacidade próximo de 58%, e o número para a usina Santo Antônio é de 68%. Não por acaso, a vantagem relativa de Santo Antonio guarda forte correspondência com o fato de ser um projeto situado a jusante de Jirau. Pelas razões já apontadas, é possível compreender o magnífico número de 83% para Itaipu.
No caso de Belo Monte a potência total instalada é de 11.233,1 MW e a geração anual média é de 4.571 MW, o que resulta em um fator de capacidade pouco maior do que 40%. Esse tem sido um dos pontos mais criticados pelos opositores ao empreendimento, que afirmam que a usina irá “gerar pouca energia”. Mas os argumentos utilizados, em geral, não levam em consideração dois pontos essenciais: os valores médios do fator de capacidade das hidrelétricas brasileiras e a principal razão pela qual o projeto de Belo Monte teve esse valor diminuído.
Ainda que se considerasse Belo Monte como um projeto com fator de capacidade muito distante das médias das usinas brasileiras, deve-se levar em conta que o mesmo não ocorreria ao se compará-lo com aqueles situados na Amazônia e com as de outros países. Em Tucuruí, por exemplo, no rio Tocantins – diga-se de passagem, dispondo da regularização de usinas a montante –, esse valor é de aproximadamente 49%.
O reservatório projetado para Belo Monte foi diminuído, bem como inviabilizada a capacidade de regularização das vazões afluentes às suas barragens, em razão de argumentos de natureza ambiental. Além disso, houve a decisão de se elaborar um hidrograma denominado “de consenso”, com o objetivo de garantir que, a jusante do barramento, fossem asseguradas boas condições de pesca e de navegação às comunidades indígenas, entre outros aspectos.
Evidentemente, regularizar ou não a vazão de um curso d’água é uma decisão que, necessariamente, deve incorporar a dimensão ambiental – numa escolha entre alternativas que devem ficar absolutamente claras para a sociedade. Entretanto, essa decisão vem sendo tomada sem o necessário amadurecimento, sem uma discussão ampliada, baseada em estudos objetivos dos benefícios e custos associados a tal escolha, com um exagerado receio de desagradar a grupos de pressão específicos e visando a uma boa imagem do governo na mídia.
Aliás, justamente nos diversos meios de comunicação é possível encontrar os maiores disparates sobre o assunto. Nas informações divulgadas nesses meios há boas doses de lirismo, relacionado com a eventual substituição dos projetos de hidrelétricas, nomeadamente aqueles que preveem grandes reservatórios, em benefício de outras formas de transformação de energia – como as eólicas, por exemplo.
Informações de baixa qualidade técnica, inclusive relacionadas à possibilidade de substituição de energia hidrelétrica por eólica, encontram eco entre os mais diversos operadores do direito e resulta em uma posição defensiva dos técnicos governamentais, tanto da área de energia quanto da área ambiental. Alguns dos argumentos mais utilizados nessa judicialização calcada na subjetividade são fundamentados no chamado “Princípio da Precaução”, que pode ser definido como de natureza filosófica, política, doutrinária, religiosa ou ideológica – mas, jamais como de natureza científica.
O Princípio da Precaução é, essencialmente, um preceito que, se aplicado ao pé da letra, inviabilizaria o desenvolvimento, justificando a inação diante da ameaça de danos sérios ao ambiente, mesmo sem que existam provas científicas que estabeleçam um nexo causal entre uma atividade e os seus efeitos. Impõem-se, nesses casos, todas as medidas necessárias para impedir tal ocorrência.
Pode-se dizer que há em tal raciocínio uma quase paródia do pensamento de Leibniz, pois em vez de se supor que nada acontece sem que haja uma causa ou razão determinante, a mera suposição causal (de um dano ambiental, nesse caso) determina que nada deva acontecer.
Como acreditar que seja possível definir ameaça de danos sérios ao ambiente sem uma abordagem científica? Como definir ameaça, danos e sérios sem recorrer à ciência? Lamentavelmente, muitos atores políticos e operadores do direito crêem ser capazes de fazê-lo. No mundo real, a adoção rigorosa do princípio da precaução implicaria fechar todos os laboratórios científicos mundo afora. No Brasil, atualmente, sua aplicação faz com que um empreendedor tenha que provar que as intervenções previstas não trarão impactos, mitigáveis ou não, ao meio considerado, o que é virtualmente impossível.
A militância radical, sustentada no Princípio da Precaução, está se utilizando de um raciocínio de mão única. A usina a fio d’água desperdiça a chance de se guardar energia da forma mais barata e da única forma que permite múltiplas utilizações da água armazenada como a criação de peixes, o turismo e a contenção de cheias, por exemplo.
Em um pensamento predominantemente ideológico não há espaço para que sejam debatidas questões fundamentais acerca da opção única por usinas “a fio d’água” ou com reservatórios subdimensionados. Em primeiro lugar, deve-se considerar que o desperdício de capacidade produtiva de energia a montante da usina a fio d´água é praticamente irreversível. Em segundo lugar, a decisão por um caminho praticamente sem volta foi tomada sem o devido e necessário debate técnico e político acerca de um tema que afetará as próximas gerações. Não seria este o caso de se utilizar o princípio da precaução, evitando-se tomar uma decisão irreversível e de provável impacto ambiental negativo, visto que será necessário, no futuro, recorrer a fontes mais poluentes de energia para substituir a capacidade hidrelétrica desperdiçada?
No Brasil, a capacidade de armazenamento de energia em reservatórios é intensamente beneficiada pela diversidade de ciclos pluviométricos das bacias brasileiras, um diferencial notável em relação a outros países. A otimização desses reservatórios passa pelas linhas de transmissão, que, na prática, funcionam como vasos comunicantes, transportando, em vez de água, energia de uma bacia hidrográfica que esteja em um momento de abundância de água, para outra, onde haja necessidade de se economizar água escassa. Desse modo, Belo Monte não pode ser entendida como uma usina isolada e, sim, como virtuosa e hidricamente intercomunicada – por ser interligada eletricamente – com o resto do País. Uma vez que o rio Xingu tem suas cheias quase dois meses depois das cheias dos rios das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, a possibilidade de armazenamento em Belo Monte diminuirá fortemente os riscos de carência de energia – no jargão técnico, o risco de déficit.
Os estudos de um projeto hidrelétrico incluem a análise do comportamento das estruturas, simulando a passagem de uma vazão superior a cheia decamilenar, ou seja, uma cheia de tempo de retorno de 10.000 anos. É tranquilizador saber que a margem de segurança de uma barragem é tão significativa. Todavia, esse cálculo não guarda qualquer relação com a segurança de vazões suficientes para fazer frente à influência da economia sobre a demanda por energia. Nesse caso, utilizam-se os cenários econômicos para estimar a demanda.
Como a matriz de geração elétrica no Brasil há forte predominância hidrotérmica, os cenários começam a sinalizar a crescente necessidade de uso de energia de fonte térmica, mais cara e mais poluidora que a hidrelétrica.
E o pior: “ovos de Colombo”, como a repotenciação e a modernização de hidrelétricas, ainda que totalmente defensáveis, não são processos capazes de garantir o acréscimo anual de 3.300 MW médios de energia que o Ministério de Minas e Energia considera necessário para fazer face às projeções de crescimento econômico para o Brasil. Difundir informações de que a implantação desses processos evitaria, por exemplo, a construção das usinas do rio Madeira não tem qualquer cabimento. O mesmo se pode dizer quanto à possibilidade de eólicas serem capazes de evitar a construção de novas hidrelétricas.
Concordemos, então: a energia eólica é uma beleza, o Brasil deve investir cada vez mais nessa opção, há quem ache lindos os cata-ventos e os zingamochos – embora haja dúvidas quanto à reação da população de cidades que tenham que conviver próximas aos geradores, enfrentando a poluição visual e a descaracterização urbanística. Entretanto, essa não é uma opção para a base da matriz elétrica de qualquer país. Eólicas não são feitas para a geração de base, pois exigem complementação por meio de outras fontes, como hidrelétricas e termelétricas. Com fator de capacidade menor do que a média das hidrelétricas brasileiras, as usinas eólicas dependem fortemente dos ventos, pois essa opção tecnológica não permite armazenar a energia produzida.
O crescimento do mercado consumidor de energia combinado com a implantação de usinas sem reservatórios diminui a confiabilidade do sistema, veda o aproveitamento múltiplo dos lagos das hidrelétricas e obriga o Operador Nacional do Sistema (ONS) a fazer um gerenciamento ano a ano dos estoques de água nas usinas. Como se sabe, sistemas elétricos imunes a defeitos ou a desligamentos imprevistos são modelos teóricos. Os 100% de confiabilidade no sistema elétrico ou “risco zero” de falhas implicaria elevar os custos, que tenderiam ao infinito. E o consumidor teria que pagar por isso, o que implicaria tarifas proibitivas. Assim, no mundo todo, algum risco de falha no sistema é aceito. Mas a redução no nível de confiabilidade do sistema interligado não é desprezível quando se reduz a capacidade de armazenamento de um sistema predominantemente hidrotérmico como o brasileiro.
Quem deveria decidir se a opção pela construção de usinas a fio d’água é a melhor alternativa? Trata-se de um risco para o sistema, um erro inclusive do ponto de vista socioambiental e uma opção praticamente irreversível. Logo, constitui matéria a ser objeto de discussão por ampla representação da sociedade, e não apenas por ativistas ambientais, sociais, ideológicos ou do direito.
Parece que alguém se esqueceu do art. 20, inciso VIII, da Constituição Federal, segundo o qual os potenciais hídricos são bens da União e não de meia dúzia de agentes públicos assustados com as ONGs, com a mídia e com os “achistas” de plantão. Se essa é uma discussão a ser feita pela sociedade e como seria inviável – embora defensável e desejável – a realização de um plebiscito acerca do tema, a democracia representativa tem a única resposta legítima para esse desafio: o Congresso Nacional
Quais as consequências e custos inerentes a essa opção? Quais serão os problemas futuros que a decisão de abrir mão de reservatórios com efetiva capacidade de regularização de vazões poderá criar?
Primeiramente, deve-se considerar que a energia “gerada” por uma hidrelétrica resulta da transformação da “força” do movimento da água. Transforma-se, assim, em energia elétrica, a energia cinética decorrente da ação combinada da vazão de um rio e dos desníveis de relevo que ele atravessa. Desse modo, não restam dúvidas de que, para o processo, guardar água significa guardar energia.
Os sistemas de captação e adução levam a água até a casa de força, estrutura na qual são instaladas as turbinas. As turbinas são equipamentos cujo movimento giratório provocado pelo fluxo d’água faz girar o rotor do gerador, fazendo com que o deslocamento do campo magnético produza energia elétrica. O vertedouro, por sua vez, permite a saída do excesso de água do reservatório, quando o nível ultrapassa determinados limites. Outros aspectos e outros equipamentos são, também, importantes, mas, em qualquer caso, estaremos diante de uma busca por queda e vazão – a primeira, fixa, e a segunda, variável.
Nesse processo de transformação, a geração de energia elétrica é limitada pelo produto entre vazão e altura de queda, pois a energia obtida é diretamente proporcional ao resultado dessa conta. A barragem interrompe o curso d’água e forma o reservatório, regulando a vazão. Em uma usina com reservatório, essa variável pode ser controlada pelos administradores da planta. Em uma usina a fio d’água, fica-se refém dos humores da natureza, ainda que com menor dependência que as eólicas. Hidrelétricas com reservatórios próprios são capazes de viabilizar a regularização das vazões. Devido à sua capacidade de armazenamento (em períodos úmidos) e deplecionamento (em períodos secos), elas atenuam a variabilidade das afluências naturais.
Deve-se considerar, também, que esse mesmo efeito pode ser obtido com a construção de usinas “rio acima” – ou “a montante”, conforme o jargão técnico. Hidrelétricas instaladas em um mesmo curso hídrico podem atuar de forma integrada. Usinas localizadas “rio acima” – a montante, no jargão técnico – podem usar seus reservatórios para regular o fluxo de água utilizado pelas usinas localizadas “rio abaixo” – a jusante.
A usina binacional Itaipu, por exemplo, por ser a última rio abaixo – a jusante, no jargão técnico – da Bacia do Rio Paraná, é considerada como a fio d’água. Ocorre que se a gigantesca hidrelétrica pode utilizar toda a água que chega ao reservatório, mantendo apenas uma reserva mínima para garantir a operacionalidade, tal diferencial se deve, direta ou indiretamente, à existência de dezenas de barragens a montante.
O conjunto formado pelos potenciais hidráulicos da margem direita do rio Amazonas é considerado como uma rara e poderosa combinação de queda e vazão nos estudos de inventário hidrológicos de bacias brasileiras. A Volta Grande do Xingu, por exemplo, onde está sendo construída a hidrelétrica Belo Monte, apresenta uma queda de cerca de 90 metros entre dois pontos muito próximos de um rio cuja enorme vazão resulta de um percurso de milhares de quilômetros, iniciado no Planalto Central.
Em geral, usinas a fio d’água têm baixos “fatores de capacidade”. O fator de capacidade é uma grandeza adimensional obtida pela divisão da energia efetivamente gerada ao longo do ano – em geral, medida em MWh/ano – pela energia máxima que poderia ser gerada no sistema.[1] Trata-se, portanto, de uma medida da limitação da usina no que diz respeito à sua capacidade de gerar energia.
Na Europa, esse fator situa-se entre 20% e 35%, em média, sendo um pouco maior na China e chegando a valores próximos a 45% nos EUA[2]. Em média, as hidrelétricas brasileiras têm fator de capacidade estimado em valores situados entre 50% e 55%. A regularização de vazões por meio do uso de reservatórios faz com que essa média suba significativamente, embora essa não seja, em muitos casos, a única responsável por isso. No rio São Francisco, por exemplo, esse número para Sobradinho é 51%, e para Xingó, mais a jusante, é 68%. No rio Madeira, a usina Jirau tem fator de capacidade próximo de 58%, e o número para a usina Santo Antônio é de 68%. Não por acaso, a vantagem relativa de Santo Antonio guarda forte correspondência com o fato de ser um projeto situado a jusante de Jirau. Pelas razões já apontadas, é possível compreender o magnífico número de 83% para Itaipu.
No caso de Belo Monte a potência total instalada é de 11.233,1 MW e a geração anual média é de 4.571 MW, o que resulta em um fator de capacidade pouco maior do que 40%. Esse tem sido um dos pontos mais criticados pelos opositores ao empreendimento, que afirmam que a usina irá “gerar pouca energia”. Mas os argumentos utilizados, em geral, não levam em consideração dois pontos essenciais: os valores médios do fator de capacidade das hidrelétricas brasileiras e a principal razão pela qual o projeto de Belo Monte teve esse valor diminuído.
Ainda que se considerasse Belo Monte como um projeto com fator de capacidade muito distante das médias das usinas brasileiras, deve-se levar em conta que o mesmo não ocorreria ao se compará-lo com aqueles situados na Amazônia e com as de outros países. Em Tucuruí, por exemplo, no rio Tocantins – diga-se de passagem, dispondo da regularização de usinas a montante –, esse valor é de aproximadamente 49%.
O reservatório projetado para Belo Monte foi diminuído, bem como inviabilizada a capacidade de regularização das vazões afluentes às suas barragens, em razão de argumentos de natureza ambiental. Além disso, houve a decisão de se elaborar um hidrograma denominado “de consenso”, com o objetivo de garantir que, a jusante do barramento, fossem asseguradas boas condições de pesca e de navegação às comunidades indígenas, entre outros aspectos.
Evidentemente, regularizar ou não a vazão de um curso d’água é uma decisão que, necessariamente, deve incorporar a dimensão ambiental – numa escolha entre alternativas que devem ficar absolutamente claras para a sociedade. Entretanto, essa decisão vem sendo tomada sem o necessário amadurecimento, sem uma discussão ampliada, baseada em estudos objetivos dos benefícios e custos associados a tal escolha, com um exagerado receio de desagradar a grupos de pressão específicos e visando a uma boa imagem do governo na mídia.
Aliás, justamente nos diversos meios de comunicação é possível encontrar os maiores disparates sobre o assunto. Nas informações divulgadas nesses meios há boas doses de lirismo, relacionado com a eventual substituição dos projetos de hidrelétricas, nomeadamente aqueles que preveem grandes reservatórios, em benefício de outras formas de transformação de energia – como as eólicas, por exemplo.
Informações de baixa qualidade técnica, inclusive relacionadas à possibilidade de substituição de energia hidrelétrica por eólica, encontram eco entre os mais diversos operadores do direito e resulta em uma posição defensiva dos técnicos governamentais, tanto da área de energia quanto da área ambiental. Alguns dos argumentos mais utilizados nessa judicialização calcada na subjetividade são fundamentados no chamado “Princípio da Precaução”, que pode ser definido como de natureza filosófica, política, doutrinária, religiosa ou ideológica – mas, jamais como de natureza científica.
O Princípio da Precaução é, essencialmente, um preceito que, se aplicado ao pé da letra, inviabilizaria o desenvolvimento, justificando a inação diante da ameaça de danos sérios ao ambiente, mesmo sem que existam provas científicas que estabeleçam um nexo causal entre uma atividade e os seus efeitos. Impõem-se, nesses casos, todas as medidas necessárias para impedir tal ocorrência.
Pode-se dizer que há em tal raciocínio uma quase paródia do pensamento de Leibniz, pois em vez de se supor que nada acontece sem que haja uma causa ou razão determinante, a mera suposição causal (de um dano ambiental, nesse caso) determina que nada deva acontecer.
Como acreditar que seja possível definir ameaça de danos sérios ao ambiente sem uma abordagem científica? Como definir ameaça, danos e sérios sem recorrer à ciência? Lamentavelmente, muitos atores políticos e operadores do direito crêem ser capazes de fazê-lo. No mundo real, a adoção rigorosa do princípio da precaução implicaria fechar todos os laboratórios científicos mundo afora. No Brasil, atualmente, sua aplicação faz com que um empreendedor tenha que provar que as intervenções previstas não trarão impactos, mitigáveis ou não, ao meio considerado, o que é virtualmente impossível.
A militância radical, sustentada no Princípio da Precaução, está se utilizando de um raciocínio de mão única. A usina a fio d’água desperdiça a chance de se guardar energia da forma mais barata e da única forma que permite múltiplas utilizações da água armazenada como a criação de peixes, o turismo e a contenção de cheias, por exemplo.
Em um pensamento predominantemente ideológico não há espaço para que sejam debatidas questões fundamentais acerca da opção única por usinas “a fio d’água” ou com reservatórios subdimensionados. Em primeiro lugar, deve-se considerar que o desperdício de capacidade produtiva de energia a montante da usina a fio d´água é praticamente irreversível. Em segundo lugar, a decisão por um caminho praticamente sem volta foi tomada sem o devido e necessário debate técnico e político acerca de um tema que afetará as próximas gerações. Não seria este o caso de se utilizar o princípio da precaução, evitando-se tomar uma decisão irreversível e de provável impacto ambiental negativo, visto que será necessário, no futuro, recorrer a fontes mais poluentes de energia para substituir a capacidade hidrelétrica desperdiçada?
No Brasil, a capacidade de armazenamento de energia em reservatórios é intensamente beneficiada pela diversidade de ciclos pluviométricos das bacias brasileiras, um diferencial notável em relação a outros países. A otimização desses reservatórios passa pelas linhas de transmissão, que, na prática, funcionam como vasos comunicantes, transportando, em vez de água, energia de uma bacia hidrográfica que esteja em um momento de abundância de água, para outra, onde haja necessidade de se economizar água escassa. Desse modo, Belo Monte não pode ser entendida como uma usina isolada e, sim, como virtuosa e hidricamente intercomunicada – por ser interligada eletricamente – com o resto do País. Uma vez que o rio Xingu tem suas cheias quase dois meses depois das cheias dos rios das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, a possibilidade de armazenamento em Belo Monte diminuirá fortemente os riscos de carência de energia – no jargão técnico, o risco de déficit.
Os estudos de um projeto hidrelétrico incluem a análise do comportamento das estruturas, simulando a passagem de uma vazão superior a cheia decamilenar, ou seja, uma cheia de tempo de retorno de 10.000 anos. É tranquilizador saber que a margem de segurança de uma barragem é tão significativa. Todavia, esse cálculo não guarda qualquer relação com a segurança de vazões suficientes para fazer frente à influência da economia sobre a demanda por energia. Nesse caso, utilizam-se os cenários econômicos para estimar a demanda.
Como a matriz de geração elétrica no Brasil há forte predominância hidrotérmica, os cenários começam a sinalizar a crescente necessidade de uso de energia de fonte térmica, mais cara e mais poluidora que a hidrelétrica.
E o pior: “ovos de Colombo”, como a repotenciação e a modernização de hidrelétricas, ainda que totalmente defensáveis, não são processos capazes de garantir o acréscimo anual de 3.300 MW médios de energia que o Ministério de Minas e Energia considera necessário para fazer face às projeções de crescimento econômico para o Brasil. Difundir informações de que a implantação desses processos evitaria, por exemplo, a construção das usinas do rio Madeira não tem qualquer cabimento. O mesmo se pode dizer quanto à possibilidade de eólicas serem capazes de evitar a construção de novas hidrelétricas.
Concordemos, então: a energia eólica é uma beleza, o Brasil deve investir cada vez mais nessa opção, há quem ache lindos os cata-ventos e os zingamochos – embora haja dúvidas quanto à reação da população de cidades que tenham que conviver próximas aos geradores, enfrentando a poluição visual e a descaracterização urbanística. Entretanto, essa não é uma opção para a base da matriz elétrica de qualquer país. Eólicas não são feitas para a geração de base, pois exigem complementação por meio de outras fontes, como hidrelétricas e termelétricas. Com fator de capacidade menor do que a média das hidrelétricas brasileiras, as usinas eólicas dependem fortemente dos ventos, pois essa opção tecnológica não permite armazenar a energia produzida.
O crescimento do mercado consumidor de energia combinado com a implantação de usinas sem reservatórios diminui a confiabilidade do sistema, veda o aproveitamento múltiplo dos lagos das hidrelétricas e obriga o Operador Nacional do Sistema (ONS) a fazer um gerenciamento ano a ano dos estoques de água nas usinas. Como se sabe, sistemas elétricos imunes a defeitos ou a desligamentos imprevistos são modelos teóricos. Os 100% de confiabilidade no sistema elétrico ou “risco zero” de falhas implicaria elevar os custos, que tenderiam ao infinito. E o consumidor teria que pagar por isso, o que implicaria tarifas proibitivas. Assim, no mundo todo, algum risco de falha no sistema é aceito. Mas a redução no nível de confiabilidade do sistema interligado não é desprezível quando se reduz a capacidade de armazenamento de um sistema predominantemente hidrotérmico como o brasileiro.
Quem deveria decidir se a opção pela construção de usinas a fio d’água é a melhor alternativa? Trata-se de um risco para o sistema, um erro inclusive do ponto de vista socioambiental e uma opção praticamente irreversível. Logo, constitui matéria a ser objeto de discussão por ampla representação da sociedade, e não apenas por ativistas ambientais, sociais, ideológicos ou do direito.
Parece que alguém se esqueceu do art. 20, inciso VIII, da Constituição Federal, segundo o qual os potenciais hídricos são bens da União e não de meia dúzia de agentes públicos assustados com as ONGs, com a mídia e com os “achistas” de plantão. Se essa é uma discussão a ser feita pela sociedade e como seria inviável – embora defensável e desejável – a realização de um plebiscito acerca do tema, a democracia representativa tem a única resposta legítima para esse desafio: o Congresso Nacional
SACOLAS PLÁSTICAS - RESUMO
- 80% do bilhão de
sacolas de compras produzidas e distribuídas por mês, no Brasil, viram sacolas
para lixo doméstico.
- A matéria-prima
usada para a fabricação da sacola plástica hoje é o polietileno, feito a partir
do petróleo substância não renovável, feita de uma resina chamada polietileno
de baixa densidade (PEBD) e sua degradação no ambiente pode levar séculos,
– Essas sacolas
demoram cerca de 200 anos para se decomporem na natureza. Esse é o prazo médio
estimado por especialistas, já que ainda não é possível afirmar com certeza o
tempo exato de degradação desse tipo de material
- A decomposição do plástico libera gás carbônico e água. O excesso de gás carbônico é um dos fatores que provocam o efeito estufa
-Os saquinhos também são uma das causas do entupimento da passagem de água em bueiros e córregos, contribuindo para as inundações e retenção de mais lixo. Quando incinerado libera toxinas perigosas para a saúde.
- A decomposição do plástico libera gás carbônico e água. O excesso de gás carbônico é um dos fatores que provocam o efeito estufa
-Os saquinhos também são uma das causas do entupimento da passagem de água em bueiros e córregos, contribuindo para as inundações e retenção de mais lixo. Quando incinerado libera toxinas perigosas para a saúde.
O QUE ESTÁ SENDO FEITO
NO BRASIL E NO MUNDO EM RELAÇÃO A ESTA QUESTÃO?
·Na Alemanha se os
consumidores não levarem suas próprias sacolas ao supermercado paga-se um preço
salgado por cada saquinho que se utiliza;
· A Irlanda segue o
mesmo caminho colocando um imposto de 15% sobre os sacos plásticos;
· Na Inglaterra redes
de supermercados já oferecem saquinhos totalmente biodegradáveis;
· Em San Francisco,
nos EUA, os sacos plásticos serão banidos e substituídos por sacolas de papel
reciclado e materiais feitos com goma de milho ou batata.
· Já em Bangladesh,
elas foram banidas de vez, já é proibido fabricar, comprar e portar sacos
plásticos. Quem desrespeita a lei, pode pagar multa de até R$ 21 e, se for
reincidente, ir para a prisão. O que motivou a histeria foram o entupimento de
redes de esgotos e as cheias provocadas pelas sacolas.
· Nos estados de São
Paulo e Paraná, os governos e entidades já estão se movimentando para reduzir o
número de sacolas plásticas, incentivando com campanhas de esclarecimento a
população, visando utilizar suas próprias sacolas para fazer as compras.
· Em torno de 150
empresas brasileiras utilizam o plástico biodegradável, um número ainda pequeno
se comparado à utilização do plástico comum.
· Desde 2003, mais de
2.400 toneladas de embalagens plásticas totalmente degradáveis já foram
produzidas e consumidas no Brasil
· Pesquisas estão
sendo feitas no Brasil para a produção de plásticos a partir da cana de açúcar
e milho.
O QUE SE PODE FAZER?
Existem várias
maneiras de amenizar o impacto dessas sacolinhas plásticas. A conscientização
em torno do problema é o primeiro passo. Outra grande idéia é aos poucos
substituir as sacolas plásticas descartáveis, ou por sacolas realmente
biodegradáveis ou por sacolas não descartáveis. Seguem algumas dicas de como
começar a diminuir o uso das sacolas descartáveis:
Comece a levar uma
sacola própria para fazer as compras, seja no supermercado, na venda, quitanda
ou feira. Não importa que nela não caibam todas as suas compras, pelo menos uma
parte delas vai para a sua casa sem utilizar os saquinhos;
As famosas "sacolas
de feira" são uma grande dica, seja ela de plástico resistente, seja de
pano;
Se a quantidade de
compras seja muito grande, peça no supermercado caixas de papelão para
transportar as compras. Algumas redes de supermercados já oferecem esta opção;
Caso seu supermercado
utilize sacolas biodegradáveis, de preferência para estas;
De preferência pelos sacos de papel;
ALGUNS DOS MOTIVOS
PARA SE REDUZIR O USO DAS SACOLAS PLÁSTICAS:
- Sua invenção data
de 1862 e foi uma revolução para o comércio por sua praticidade e por ser
barata. Apesar de antiga a invenção veio explodir no Brasil a partir da
década de 80, contribuindo para a filosofia do “descartável”.
- O mundo consome 1
milhão de sacos plásticos por minuto, o que significa quase 1,5 bilhões por
dia e mais de 500 bilhões por ano, é o resíduo que mais polui as cidades.
Prejudica a vida animal, entopem a drenagem urbana, rios, contribuindo para
inundações.
- 80% de todos os
plásticos são usados apenas uma vez e depois descartados.
- No Brasil, a cada
mês, 1 bilhão de sacos plásticos são distribuídos pelos supermercados, isso significa
33 milhões por dia e 12 bilhões por ano, ou 66 sacos plásticos para cada
brasileiro por mês.
- A poluição dos
mares por este tipo de lixo cada ano leva milhares de animais como tartaruga,
baleias, focas e pássaros morrem sufocados ao ingerir embalagens plásticas ao
confundi-las com alimentos. Saquinhos plásticos no mar são confundidos por
peixes e, principalmente, pelas tartarugas marinhas como águas vivas, um de
seus alimentos. Assim ao ingerir os saquinhos as tartarugas morrem por
obstrução do aparelho digestivo.
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- 80% do bilhão de
sacolas de compras produzidas e distribuídas por mês, no Brasil, viram
sacolas para lixo doméstico.
- A matéria-prima
usada para a fabricação da sacola plástica hoje é o polietileno, feito a
partir do petróleo substância não renovável, feita de uma resina chamada
polietileno de baixa densidade (PEBD) e sua degradação no ambiente pode levar
séculos,
– Essas sacolas
demoram cerca de 200 anos para se decomporem na natureza. Esse é o prazo
médio estimado por especialistas, já que ainda não é possível afirmar com
certeza o tempo exato de degradação desse tipo de material
- A decomposição do plástico libera gás carbônico e água. O excesso de gás carbônico é um dos fatores que provocam o efeito estufa -Os saquinhos também são uma das causas do entupimento da passagem de água em bueiros e córregos, contribuindo para as inundações e retenção de mais lixo. Quando incinerado libera toxinas perigosas para a saúde.
O QUE ESTÁ SENDO
FEITO NO BRASIL E NO MUNDO EM RELAÇÃO A ESTA QUESTÃO?
·Na Alemanha se os
consumidores não levarem suas próprias sacolas ao supermercado paga-se um
preço salgado por cada saquinho que se utiliza;
· A Irlanda segue o
mesmo caminho colocando um imposto de 15% sobre os sacos plásticos;
· Na Inglaterra
redes de supermercados já oferecem saquinhos totalmente biodegradáveis;
· Em San Francisco,
nos EUA, os sacos plásticos serão banidos e substituídos por sacolas de papel
reciclado e materiais feitos com goma de milho ou batata.
· Já em Bangladesh,
elas foram banidas de vez, já é proibido fabricar, comprar e portar sacos
plásticos. Quem desrespeita a lei, pode pagar multa de até R$ 21 e, se for
reincidente, ir para a prisão. O que motivou a histeria foram o entupimento
de redes de esgotos e as cheias provocadas pelas sacolas.
· Nos estados de São
Paulo e Paraná, os governos e entidades já estão se movimentando para reduzir
o número de sacolas plásticas, incentivando com campanhas de esclarecimento a
população, visando utilizar suas próprias sacolas para fazer as compras.
· Em torno de 150
empresas brasileiras utilizam o plástico biodegradável, um número ainda
pequeno se comparado à utilização do plástico comum.
· Desde 2003, mais
de 2.400 toneladas de embalagens plásticas totalmente degradáveis já foram
produzidas e consumidas no Brasil
· Pesquisas estão
sendo feitas no Brasil para a produção de plásticos a partir da cana de
açúcar e milho.
O QUE SE PODE FAZER?
Existem várias
maneiras de amenizar o impacto dessas sacolinhas plásticas. A conscientização
em torno do problema é o primeiro passo. Outra grande idéia é aos poucos
substituir as sacolas plásticas descartáveis, ou por sacolas realmente
biodegradáveis ou por sacolas não descartáveis. Seguem algumas dicas de como
começar a diminuir o uso das sacolas descartáveis:
Comece a levar uma
sacola própria para fazer as compras, seja no supermercado, na venda,
quitanda ou feira. Não importa que nela não caibam todas as suas compras,
pelo menos uma parte delas vai para a sua casa sem utilizar os saquinhos;
As famosas
"sacolas de feira" são uma grande dica, seja ela de plástico
resistente, seja de pano;
Se a quantidade de
compras seja muito grande, peça no supermercado caixas de papelão para
transportar as compras. Algumas redes de supermercados já oferecem esta
opção;
Caso seu
supermercado utilize sacolas biodegradáveis, de preferência para estas;
De preferência pelos
sacos de papel;
Referência:
Maurício Waldman Dan Schneider, Guia ecológico doméstico, Editora Contexto.
Revista New
Scientist, 11/09/2004.
Sites visitados:
http://www.slideshare.net/ecoamigos/plasticos-e-meio-ambiente/
acesso em 23/10/2007.
http://www.sermelhor.com/artigo.php?artigo=56&secao=ecologia acesso em 23/10/2007.
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=27743 acesso em 23/10/2007.
Engenheiro Ambiental
Responsável pela pesquisa: Sulana Leier Soares – Ability Consultoria – 47
3371 1913 – 8423 6064
|
MECANISMO DE DESENVOLVIMENTO LIMPO
O que É mDl?
O Mecanismo
de Desenvolvimento Limpo (MDL) é um dos mecanismos de flexibilização
criados pelo Protocolo de Quioto para auxiliar no processo de redução de
emissões de gases do efeito estufa (GEE) ou de captura de carbono (ou sequestro
de carbono) por parte dos países do Anexo I. O MDL que tenha sido registrado
com sucesso na ONU (UNFCCC) gera CER's - Certificados de Emissões Reduzidas,
que são créditos de carbono.
Tipos de MDL
·
Eficiência
energética na indústria Cimento
·
Substituição
e/ou otimização de combustvel
·
Produção
ou Refino de Petróleo
·
Transporte
·
Aterros
Sanitários e Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos
·
Pequenas
Centrais Hidrelétricas
·
Projetos
de Energia Eólica
·
Geração
e co-geração de energia elétrica utilizando biomassa
·
Biogás
- Suinocultura
·
Reflorestamento
VASSOURAS A PARTIR DE PET
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| http://www.ideaciclica.org.br/htm/projetosatuais.htm#11 |
DESCONTAMINAÇÃO DE LAMPADAS FLUORESCENTES
O rompimento do bulbo de uma lâmpada fluorescente lança
na atmosfera uma poeira fosforosa, rica em vapor de mercúrio e altamente tóxica.
Entre outras substâncias, ela contém cádmio, cobre, bário, níquel, chumbo e
cromo - um grupo de elementos conhecidos como metais pesados, capazes de ir
direto para os alvéolos pulmonares de quem estiver exposto a esse lixo.
Detalhes
Técnicos
Composto de um tambor metálico de 200 litros, possui um triplo sistema de filtragem:
• Um para pó fosfórico;
• Um para partículas de vidro;
• Um para retenção de gases venenosos.
Foi submetida a testes no IPT da USP, em que recebeu certificação por atender, de forma excelente, à norma ABNT-NBR 10004, que dispõe sobre o descarte de resíduos sólidos. O Papa-lâmpadas é o único equipamento exclusivamente testado para atender as normas da ABNT-NBR 10004 e O.S.H.A. método NIOSH 6099. Tem capacidade para compactar aproximadamente 850 lâmpadas.
Composto de um tambor metálico de 200 litros, possui um triplo sistema de filtragem:
• Um para pó fosfórico;
• Um para partículas de vidro;
• Um para retenção de gases venenosos.
Foi submetida a testes no IPT da USP, em que recebeu certificação por atender, de forma excelente, à norma ABNT-NBR 10004, que dispõe sobre o descarte de resíduos sólidos. O Papa-lâmpadas é o único equipamento exclusivamente testado para atender as normas da ABNT-NBR 10004 e O.S.H.A. método NIOSH 6099. Tem capacidade para compactar aproximadamente 850 lâmpadas.
Por este
motivo, e para possibilitar que as empresas possam atender as normas da
ABNT-NBR 10004 e O.S.H.A. método NIOSH 6099, que refere-se ao manuseio de
resíduos sólidos, o IDEA Cíclica consolidou uma parceria com a
Naturalis Brasil, e está trazendo para o Rio de Janeiro a tecnologia capaz de
destinar corretamente e com segurança, lâmpadas de qualquer tipo, da forma
mais simples e barata possível. É o sistema Papa-Lâmpadas, e funciona da
seguinte forma:
O IDEA CÍCLICA se desloca até o cliente que tenha lâmpadas para destinar e no próprio local, processa a descontaminação das lâmpadas de mercúrio, levando no ato seguinte, todo o resíduo oriundo do serviço (vidro/alumínio/filtros saturados com metal pesado), para destino correto, fora do site da empresa. Além de eliminar os riscos do manuseio, e os custos de transporte existentes no descarte, o sistema "Papa-Lâmpadas" oferece outros benefícios agregadas entre eles: • Destinação correta dos resíduos e metais pesados • Redução real dos preços praticados por lâmpada descartada • Recuperação de área produtiva desperdiçada na estocagem de lâmpadas queimadas • Adequação aos requisitos para obtenção de certificações, como o ISO 14000, através do atendimento às normas ABNT-NBR 10004 • Vantagens políticas e mercadológicas pela escolha de atitudes corretas ao meio ambiente • Construção de uma boa imagem junto à comunidade |
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