NOSSO PLANETA - TODOS SOMOS RESPONSÁVEIS

domingo, 22 de abril de 2012

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As mudanças climáticas são a maior ameaça ambiental do século XXI, com consequências profundas e transversais a várias áreas da sociedade: económica, social e ambiental.
 Todos nós, sem excepção, estamos a ser afectados por esta questão: cidadãos comuns, empresas, governos, economias e, mais importante de todos, a natureza.
Mudanças climáticas sempre foram registadas ao longo dos milhares de anos que o planeta Terra tem. O problema prende-se com o facto de, no último século, o ritmo entre estas variações climáticas ter sofrido uma forte aceleração e a tendência é que tome proporções ainda mais caóticas se não forem tomadas medidas.
A ocorrência de ondas de calor e secas são fenómenos cada vez mais frequentes, e as consequentes perdas agrícolas representam uma ameaça real para as economias mundiais.
No cerne destas mudanças estão os chamados gases de efeito estufa, cujas emissões têm sofrido um aumento acentuado. O CO2 (dióxido de carbono) é o principal gás negativo desses designados de efeito estufa, e são consequência directa do uso/queima de combustíveis fósseis como o carbono, o petróleo e o gás com fins de produção energética.
É, por isso, imprescindível reduzir as emissões deste tipo de gases. Como? Eliminando, progressivamente, o uso massivo dos combustíveis fósseis, substituindo-os pelas energias renováveis, fomentando a poupança de energia e eficiência energética.
A actividade humana foi apontada, em 2007, por cientistas especializados nesta área e reunidos sob o Painel Intergovernamental de Alterações Climáticas, como sendo a principal causa destas mudanças do clima.
Ao mantermos uma atitude inerte e apática perante esta questão, corremos o risco de sermos expostos a eventos climáticos extremos e imprevisíveis (como os que têm vindo a ser noticiados nos últimos tempos) e com efeitos nefastos para todo o mundo!
A temperatura, no século passado, registou um acréscimo de 0,76ºC. A previsão é que no presente suba entre 1,1 a 6,4ºC, dependendo das medidas mitigadoras que sejam encetadas.
Este incremento da temperatura média tida como normal em mais 2ºC pode induzir respostas céleres, imprevistas e não-lineares que podem desencadear danos irreversíveis nos ecossistemas terrestres.

Dia da Terra

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Domingo é o Dia da Terra 2012              Filipa Alves (20-04-2012)
O mote das comemorações de 2012 desta data, criada em 1970 por um senador norte-americano e que se considera ter estado na origem do movimento ambientalista, é “Mobilizar a Terra” e tem como objetivo conseguir que todos, desde os indivíduos às organizações, passando pelos governos atuem para garantir um futuro sustentável.
No próximo domingo, dia 22 de abril, comemora-se pela 42ª vez o Dia da Terra. Trata-se de uma celebração que surgiu pela mão do senador norte-americano Gaylord Nelson em 1970, que teve como objetivo colocar as questões ambientais na agenda política.
A data, que é considerada o nascimento do movimento ambientalista tornou-se um evento à escala mundial em 1990, quando mobilizou 200 milhões de pessoas em 141 países.
Em 2012, o mote é “Mobilizar a Terra” e a celebração deste ano pretende reunir as vozes de todos os que estão insatisfeitos com a inércia dos governos no que toca à proteção e preservação do Ambiente num apelo global para que todos, desde os indivíduos às organizações, passando pelos governos atuem no sentido de garantir um futuro sustentável.
Nesta sua missão de “Mobilizar a Terra”, Earth Day Network, que gere as comemorações do dia da Terra a nível global contando com 22 mil parceiros em 192 países, apoia várias campanhas entre as quais se inclui uma iniciativa que pretende a generalização do recurso às energias limpas.
Intitulada “Renewable Energy for All”, esta campanha aproveitará o Dia da Terra para promover o aproveitamento das energias renováveis e reunir o apoio necessário para exigir que da cimeira Rio +20, que terá lugar em junho próximo, resultem avanços significativos nesse sentido.
http://naturlink.sapo.pt/Noticias/Noticias/content/Domingo-e-o-Dia-da-Terra-2012?bl=1

IDENTIFICAÇÃO PRÁTICA DOS PLÁSTCOS

sábado, 7 de abril de 2012

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Todos os plásticos devem receber o símbolo do material com qual foram fabricados a fim de facilitar sua destinação final.
Porém não é raro acontecer casos em que os materiais não apresentam o símbolo, e um fator que colabora para que isto
ocorra se deve a algumas industrias não colocarem em seus produtos qual o tipo de resina usada no produto.É muito comum também que os materiais cheguem à recicladora aos pedaços, quando fica praticamente impossível
determinar o tipo de resina com que o produto foi fabricado independentemente da experiência do operador ou profissional encarregado pela separação do material.
Uma forma muito comum e prática de identificar o tipo de resina é através da queima do material.
Ao queimar o material pode-se observar a cor e o tipo da chama, o odor e algumas características sutis.
Apresentamos abaixo uma tabela para auxilia-lo neste tipo de teste.
Resina Teste de chama Obsevação Odor Ponto de Fusão Amadurecimento Densidade
Polietileno de baixa densidade Chama Azul
Vértice amarelo
Pinga como vela Cheiro de vela 105 0,89
0,93
Polietileno de alta densidade Chama Azul
Vértice amarelo
Pinga como vela Cheiro de vela 130 0,94
0,98
Polipropileno Chama amarela, crepita ao queimar, fumaça fuliginosa Pinga como vela Cheiro Agressivo 165 0,85
0,92
ABS Chama amarela, crepita ao queimar, fumaça fuliginosa Amolece e pinga Monômero de estireno 230 1,04
1,06
SAN Tal qual PS e ABS, porém fumaça menos fuliginosa Amolece e Pinga Borracha queimada 175 1,04
1,06
Poliacetal Chama azul sem fumaça com centelha Amolece e borbulha Monômero de estireno 130 1,08
Acetato de celulose Chama amarela, centelhas queimando Cuidado ao cheirar Formaldeído 175 1,42
1,43
Acetato de butirato de celulose Chama azul faiscando - Ácido acético 230 1,25
1,35
PET Chama amarela, fumaça mas centelha - Manteiga rançosa 180 1,15
1.25
Acetato de vinila Chama amarela esverdeada - - 255 1,38
1,41
PVC rígido Chama amarela, vértice verde Chama auto extinguível - 127 1,34
1,37
PVC flexível Chama amarela, vértice verde Chama auto extinguível Cheiro de cloro 150 1,19
1,35
Policarbonato Decompõe-se, fumaça fuliginosa com brilho Chama auto extinguível Cheiro de cloro 150 1,19
1,35
Poliuretanos Bastante fumaça - Acre 230 1,20
1,22
PTFE Deforma-se Chama auto extinguível - 205
327
1,21
2,14
2,17
Nylon-6 Chama azul, vértice amarelo, centelhas, difíceis de queimar Formam bolas na ponta - 215 1,12
1,16
Nylon-66 Chama azul, vértice amarelo, centelhas, difíceis de queimar Formam bolas na ponta Pena e cabelo queimado 260 1,12
1,16
Nylon - 6,10 Chama azul, vértice amarelo, centelhas, difíceis de queimar Formam bolas na ponta Pena e cabelo queimado 215 1,09
Nylon - 11 Chama azul, vértice amarelo, centelhas, difíceis de queimar Formam bolas na ponta Pena e cabelo queimado 180 1,04
Poli (metacrilato de metila) Queima lentamente, mantendo a chama, chama amarela em cima, azul em baixo. Amolece e quase não apresenta carbonização Não pinga Cheiro de alho ou resina de dentista 160 1,16
1,20

CLASSIFICAÇÃO DOS PLÁSTICOS

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Os plásticos são representados por um triângulo eqüilátero, composto por três setas e o numero de identificação ao centro.
Em tese todos os materiais plásticos deveriam conter tal simbologia gravada em algum lugar da peça ou
embalagem a fim de facilitar o processo de reciclagem, porem não é raro encontrarmos algum produto ou
embalagem que não possui tal simbologia.
A maioria dos profissionais quando não a detecta utiliza um método prático, que produz resultados satisfatórios na maioria dos casos... (saiba mais sobre este método)
PET Transparente e inquebrável o PET é uma material extremamente leve.
Usado principalmente na fabricação de embalagens de bebidas carbonatadas (refrigerantes), além da Indústria alimentícia esta presente também nos setores hospitalar, cosméticos, têxteis, etc.
PEADMaterial leve, inquebrável, rígido e com excelente resistência química.
Muito usado em embalagens de produtos para uso domiciliar tais como:
Detergentes, amaciantes, sacos e sacolas de supermercado, potes, utilidades domesticas, etc.
Seu uso em outros setores também é muito grande tais como:
Embalagens de óleo, bombonas para produtos químicos, tambores de tinta, peças técnicas, etc.
PVC Material transparente, leve, resistente a temperatura, inquebrável.
Normalmente usado em embalagens para água mineral, óleos comestíveis, etc.
Além da indústria alimentícia é muito encontrado nos setores farmacêuticos em bolsas de soro, sangue, material hospitalar, etc.
Uma forte presença também no setor de construção civil, principalmente em tubos e esquadrias.
PEBDMaterial flexível, leve, transparente e impermeável.
Pelas suas qualidades é muito usado em embalagens flexíveis tais como:
Sacolas e saquinhos para supermercados, leites e iogurtes, sacaria industrial, sacos de lixo, mudas de plantas, plasticultura, embalagens têxteis, etc.
PP Material rígido, brilhante com capacidade de conservar o aroma e resistente às mudanças de temperatura.
Normalmente é encontrado em pecas técnicas, caixarias em geral, utilidades domesticas, fios e cabos , etc.
Potes e embalagens mais resistentes
PS
Material impermeável, leve, transparente, rígido e brilhante.
Usado e potes para iogurtes, sorvetes, doces, pratos, tampas, aparelhos de barbear descartáveis, revestimento interno de geladeiras, etc.
OUTROS Neste grupo estão classificados os outros tipos de plásticos.
Entre eles:
ABS/SAN, EVA, PA, etc.
Normalmente são encontrados em peças técnicas e de engenharia, soldados de calçados, material esportivo, corpos de computadores e telefones, CD'S, etc.

RECICLAGEM DE TECIDOS

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Apesar de ser pequena no Brasil, a reciclagem de resíduos têxteis existe, principalmente com o uso de restos de tecido no artesanato. A impossibilidade de reciclagem industrial pós-consumo é conseqüência do estado em que os tecidos se encontram após serem descartados (sujos, rasgados e parcialmente degradados) e também pelo pouco volume concentrado, o que inviabiliza comercialmente a reciclagem. É possível que fábricas utilizem aparas têxteis de outras empresas, que seriam incorporadas ao processo produtivo, evitando que se tornem resíduos, mas esta não é uma prática comum no país.
Dessa forma, a reciclagem industrial transforma o tecido em matéria prima para indústrias de tecido não-tecido, colchões, papel moeda, produtos medicinais, automobilísticos, mobiliário e metalurgia. Mas, o processo de reciclagem de resíduos têxteis é complexo. Para que volte a ser fio novamente, esse material deve ser separado por matéria-prima e comprimento de fibra e depende de uma separação eficiente.
Uma sugestão para o aproveitamento desses resíduos, sem muita complexidade, seria na produção de estopas, em que não é necessário a eliminação dos tingimentos, mas só a fragmentação dos retalhos. Logo, deve-se procurar reutilizar ao máximo todos os panos e restos de tecidos antes de serem descartados. Roupas velhas devem ser doadas ou consertadas. Quando não puder mais ser utilizada como vestimenta, ainda encontra uso como pano de chão e de limpeza bruta.
A reciclagem artesanal ou reutilização das sobras de tecido para artesanato é economicamente viável e tem forte efeito de conscientização. Os artesãos confeccionam bonecas de pano, ecobags, colchas, tapetes, roupas, porta documentos, capas de caderno, marcadores de livros e uma infinidade de objetos, se valendo de talento e criatividade.
Na verdade, para se produzir um tecido, é necessário algum tipo de matéria prima, como o algodão, por exemplo. A primeira etapa da industrialização consiste em transformar essa matéria prima bruta em beneficiada, de modo que a torne adequada para começar o processo de industrialização do tecido. Neste processo já há desperdício, considerando as impurezas que são descartadas no beneficiamento da matéria prima.
A segunda etapa é a fiação e consiste em transformar o algodão, por exemplo, em fio (um conjunto de fibras entrelaçadas), tendo como desperdício a sobra de fios devido às emendas, o que geralmente é chamado de estopas. A tecelagem é a terceira etapa e consiste na transformação do fio em tecido. Nessa etapa, há perdas como: pontas de tecidos e ourela falsa, que é a rebarba que sobra no tear quando confeccionado o tecido.
A quarta etapa consiste no beneficiamento. Através de processos físicos e químicos, o beneficiamento confere aos tecidos suas características definitivas, tais como cor, encolhimento, largura, etc. É nesta etapa que se controla o encolhimento, o peso, a resistência, o toque, fios/cm, títulos e solidez de cor à lavagem, ao atrito, à luz e ao cloro.
Após todos os processos, o tecido é tingido quando necessário. Tingimento é o ato de colorir o tecido em toda sua superfície e em ambos os lados. No processo de tingimento, há desperdícios de tintas, produtos químicos entre outros, quando o operador não confia na receita do laboratório e acrescenta mais tinta. Atualmente, muitas empresas optam por fazer a solução de cada tingimento em laboratórios para que não haja desperdício e nem poluição ao meio ambiente.
Depois de acabada a industrialização do tecido, este é embalado para evitar que acumule sujeira ou fique molhado. As perdas nesse momento são as embalagens danificadas. Após ser embalado, o tecido é etiquetado de acordo com a descrição, qualidade, comprimento, largura entre outros. Neste processo o desperdício pode ser a etiqueta com falhas ou até mesmo rasgadas.
Portanto, em todo o processo de industrialização do tecido, há perdas variadas. Para se produzir uma camisa, por exemplo, são necessários, além do tecido, a linha, entretela, botões, etiquetas, etc. Muitas vezes, o processo desta industrialização envolve o tingimento de botões. Tudo é projetado com o objetivo de minimizar os desperdícios, porém sabe-se que em qualquer processo produtivo existem variações e, perdas são inevitáveis. As embalagens danificadas, as caixas de papelão, os restos de tecidos, os botões quebrados, as etiquetas com falhas são alguns exemplos de resíduos gerados no processo de industrialização de uma camisa.
Já existem no país, algumas empresas que reciclam tecidos. Normalmente estas empresas compram resíduos de tecidos já separados por cor. O processo de reciclagem do tecido é feito da seguinte maneira: máquina trituradora (rasga o tecido em vários pedacinhos até quase se desmanchar, ficando sem fibra); adiciona-se poliéster ao tecido em uma nova máquina que mistura os dois produtos formando fibras mistas; a maçaroqueira enrola a fibra de algodão em uma bobina; o filatório faz o fio/barbante. Nota-se que neste processo de reciclagem, o tecido passa a ser novamente a matéria prima que dá continuidade ao novo processo de industrialização.
Várias fábricas e lojas já se preocupam em ter peças com tecidos sustentáveis, desde camisetas feitas com garrafas PET recicladas até tecidos inovadores, como fibras de bambu ou o Ecosimple. O Ecosimple surgiu da reciclagem de retalhos de tecido. Para isso, os retalhos são recolhidos nas indústrias e levados para cooperativas, onde são separados por cor. Depois disso, passam por vários processos, todos livres de tratamentos químicos, para serem fiados novamente e formar outro tecido, novo.

Fossa séptica

quarta-feira, 28 de março de 2012

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As fossas sépticas são unidades de tratamento primário de esgoto doméstico nas quais são feitas a separação e a transformação físico-química da matéria sólida contida no esgoto. É uma maneira simples e barata de disposição dos esgotos indicada, sobretudo, para a zona rural ou residências isoladas. Todavia, o tratamento não é completo como numa Estação de Tratamento de Esgotos.
O esgoto in natura deve ser lançado em um tanque ou em uma fossa para que com o menor fluxo da água, a parte sólida possa se depositar, liberando a parte líquida. Uma vez feito isso bactérias anaeróbias agem sobre a parte sólida do esgoto decompondo-o. Esta decomposição é importante pois torna o esgoto residual com menor quantidade de matéria orgânica pois a fossa remove cerca de 40 % da demanda biológica de oxigênio e o mesmo agora pode ser lançado de volta à natureza, com menor prejuízo à mesma.
Devido a possibilidade da presença de organismos patogênicos, a parte sólida deve ser retirada, através de um caminhão limpa-fossas e transportada para um aterro sanitário nas zonas urbanas e enterrada na zonas rurais.
Numa fossa séptica não ocorre a decomposição aeróbica e somente ocorre a decomposição anaeróbica devido a ausência quase total de oxigênio.
No tratamento primário de esgoto doméstico, sobretudo nas zonas rurais, podem ser utilizadas as fossas sépticas que são unidades nas quais são feitas a separação e transformação da matéria sólida contida no esgoto.
As fossas sépticas são uma estrutura complementar e necessária às moradias, sendo fundamentais no combate a doenças, vermisoses e endemias (como a cólera), pois diminuem o lançamentos dos dejetos humanos diretamente em rios, lagos, nascente ou mesmo na superfície do solo. O seu uso é essencial para a melhoria das condições de higiene das populações rurais e de localidades não servidas por redes de coleta pública de esgotos.
Esse tipo de fossa consiste em um tanque enterrado, que recebe os esgotos (dejetos e água servidas), retém a parte sólida e inicia o processo biológico de purificação da parte líquida (efluente). Mas é preciso que esses efluentes sejam filtrados no solo para completar o processo biológico de purificação e eliminar o risco de contaminação.
As fossas sépticas não devem ficar muito perto das moradias (para evitar mau cheiros) nem muito longe (para evitar tubulações muito longas). A distância recomendada é de cerca de 4 metros.
Elas devem ser construídas do lado do banheiro, para evitar curvas nas canalizações. Também devem ficar num nível mais baixo do terreno e longe de poços, cisternas ou de qualquer outra fonte de captação de água (no mínimo trinta metros de distância), para evitar contaminações, no caso de eventual vazamento.
O tamanho da fossa séptica depende do número de pessoas da moradia. Ela é dimensionada em função de um consumo médio de 200 litros de água por pessoa, por dia. Porém sua capacidade nunca deve ser inferior a mil litros

BET -FOSSA VERDES

quinta-feira, 22 de março de 2012

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Manejo            
Primeiro (obrigatório), a cobertura vegetal morta deve ser sempre completada com as próprias folhas que caem das plantas e os caules das bananeiras depois de colhidos os frutos. E se necessário, deve ser complementada com as aparas de podas de gramas e outras plantas do jardim, para que a chuva não entre na bacia.
Segundo (opcional), de tempos em tempos deve-se observar os dutos de inspeção e coletar amostras de água para exames. E observar a caixa de extravase, para ver se o dimensionamento foi correto. Essa caixa só deve existir se for exigido em áreas urbanas pela prefeitura para a ligação do sistema com o canal pluvial ou de esgoto.
CONSTRUÇÃO PASSO-A-PASSO
Orientação em relação ao sol
Como a evapotranspiração depende em grande parte da incidência do sol, a bacia deve ser orientada para a face norte (no hemisfério sul) e sem obstáculos como árvores altas próximos à bacia, tanto para não fazer sombra como para permitir a ventilação.
Dimensionamento
Pela prática, observou-se que 2 metros cúbicos de bacia para cada morador é o suficiente para que o sistema funcione sem extravasamentos. A forma de dimensionamento da bacia é: largura de 2m e profundidade de 1m. O comprimento é igual ao número de moradores usuais da casa. Para uma casa com cinco moradores, a dimensão fica assim: (LxPxC) 2x1x5 = 10 m3.
Bacia
Pode-se construir a bacia de diversas maneiras, mas visando a economia sem descuidar da segurança, o método mais indicado de construção das paredes e do fundo é o ferrocimento, como se pode observar na fotos abaixo. As paredes ficam mais leves, levando menos materiais. O ferrocimento é uma técnica de construção com grade de ferro e tela de “viveiro” coberta com argamassa. A argamassa da parede deve ser de duas (2) partes de areia (lavada média) por uma (1) parte cimento e argamassa do piso deve ser de duas (3) partes de areia (lavada) por uma (1) parte cimento. Pode-se usar uma camada de concreto sob (embaixo) o piso caso o solo não seja muito firme.
Câmara anaeróbia
Depois de pronta a bacia e assegurada sua impermeabilidade, mantendo-a úmida por três dias, vem a construção da câmara que é super facilitada com o uso de pneus usados e o entulho da obra. Como mostra a foto abaixo, a câmara é composta do duto de pneus e de tijolos (bem queimados) inteiros alinhados ou cacos de tijolos, telhas e pedras, colocados até a altura dos pneus. Isto cria um ambiente com espaço livre para a água e beneficia a proliferação de bactérias que quebrarão os sólidos em moléculas de micronutrientes.
Dutos de inspeção
Neste ponto pode-se iniciar a fixação dos 3 dutos de 50mm de diâmetro, conforme os desenhos acima, para a inspeção e coletas de amostras de água.
Camadas de materiais
Como a altura dos pneus é de cerca de 55cm, que juntamente com a colmeia de tijolos de cada lado vão formar a primeira camada (mais baixa) de preenchimento da bacia (câmara), irão restar ainda 45 cm em média para completar a altura da BET e mais 4 camadas de materiais. A segunda camada é a de brita (+/- 10 cm). Nesse ponto eu tenho usado uma manta de Bidim para evitar que a areia desça e feche os espaços da brita. A terceira é a da areia (+/- 10 cm). E a quarta é a do solo (+/- 25 cm) que vai até o limite superior da bacia. Procure usar um solo rico em matéria orgânica e mais arenoso do que argiloso. A última camada é a palha que fica acima do nível da BET.
Proteção
Como a bacia não tem tampa, para evitar o alagamento pela chuva, ela deve ser coberta com palhas. Todas as folhas que caem das plantas e as aparas de gramas e podas, são colocadas sobre a bacia para formar um colchão por onde a água da chuva escorre para fora do sistema. E para evitar a entrada da água que escorre pelo solo, é colocada uma fiada de tijolos ou blocos de concreto, ao redor da bacia para que ela fique mais alta que o nível do terreno.
Plantio
Por último, deve-se plantar espécies de folhas largas como mamoeiro (4), bananeiras (2), taiobas, caetés, etc. As bananeiras podem ser plantadas de diversas maneiras. Mas eu prefiro usar o rizoma inteiro ou uma cunha (parte de um rizoma) com uma gema vizível. Após fazer os buracos (no mínimo 30x30x30 cm) deve-se enchê-las com bastante matéria orgânica (palhas, folhas, etc.) misturada com terra. O rizoma deve ficar há uns 10 cm, em média, abaixo do nível do solo. Quando plantada a partir de rebentos (mudas), posicione-os inclinados para fora, isso facilitará a colheita e o manejo das bananeiras.
USO EM ÁREA URBANA
Na região sul do Brasil tem diversas BETs em áreas rurais em funcionamento. Não há nenhum impedimento legal para sua instalação. Mas nas cidades, normalmente, tem uma legislação rígida normalizando os sistemas de tratamento residenciais e que impedem o uso desses sistemas.
Em Criciúma, tivemos a primeira implantação de uma BET em área urbana legalizada e aceita pela prefeitura, que poderá incentivar o seu uso para diminuir a demanda por ETEs públicas. Neste momento a cidade está implantando a primeira ETE na cidade para o tratamento do esgoto. E que sabemos não resolverá o problema totalmente e nem por muito tempo. Logo deverá ser ampliada ou duplicada. Até porque todas as águas servidas são misturadas e contaminadas, aumentando o problema para as ETEs. E ainda tem um custo de manutenção que deverá ser repassados aos usuários. A BET tem custo ZERO de manutenção. O tratamento é biológico, sem materiais químicos.
Para auxiliar os interessados, disponibilizo abaixo o RAP (Relatório Ambiental Prévio) que fiz para solicitar a licença de implantação do sistema completo (Bacia de Evapotranspiração e Círculo de Bananeiras). Como esses sistemas ainda são desconhecidos da maioria, o RAP cumpre a missão de explicá-lo tecnicamente aos responsáveis pela área sanitária da cidade. Alerto que não é uma missão fácil, precisa-se de paciência e dedicação para que o sistema seja compreendido e liberado para construção. Os técnicos tem suas razões legais para questionar o projeto e normalmente exigem que o sistema tenha uma saída para o canal pluvial ou de esgoto da prefeitura. O projeto sanitário (abaixo) deve ir como anexo do RAP e mostra como isso pode ser feito sem prejudicar o sistema e ainda serve de ponto de observação de extravase da água.
Na Austrália e em outros países essa já é uma prática comum, divulgadas pelo movimento da permacultura. Vamos fazer o nosso movimento seguindo os projetos a risca e ainda tentando melhorá-los no sentido da segurança e da economia.
incra

BET – Bacia de Evapotranspiração

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A Bacia de Evapotranspiração, conhecida popularmente como “fossa de bananeiras”, é um sistema fechado de tratamento de água negra, aquela usada na descarga de sanitários convencionais. Este sistema não gera nenhum efluente e evita a poluição do solo, das águas superficiais e do lençol freático. Nele os resíduos humanos são transformados em nutrientes para plantas e a água só sai por evaporação, portanto completamente limpa.


Divulgado pela Rede Permear, principalmente em Santa Catarina, esse sistema tem algumas características de construção e desenvolvimento diferentes da Fossa Bio-Séptica ou Canteiro Bio-Séptico, mais usado na região central do Brasil. Mas ambos tem a mesma origem na permacultura e compartilham os mesmos princípios de funcionamento.

FUNCIONAMENTO E PRINCÍPIOS

Um pré-requisito para o uso da BET é a separação da água servida na casa, em cinza e negra. Apenas a água negra, a que sai dos sanitários, deve ir para a BET. A água cinza, aquela que sai da máquina de lavar, pias e chuveiros, deve ir para outro sistema de tratamento como um círculo de bananeiras que também está no projeto que disponibilizo no final deste artigo.


Fermentação
A água negra é decomposta pelo processo de fermentação (digestão anaeróbia) realizado pelas bactérias na câmara bio-séptica de pneus e nos espaços criados entre as pedras e tijolos colocados ao lado da câmara.

Segurança
Os patógenos são enclausurados no sistema, porque não há como garantir sua eliminação completa. Isto é realizado graças ao fato da bacia ser fechada, sem saídas. A bacia necessita ter espaços livres para o volume total de água e resíduos humanos recebidos durante um dia. A bacia deve ser construída com uma técnica que evite as infiltrações e vazamentos.



Percolação
Como a água está presa na bacia ela percola de baixo para cima e com isso, depois de separada dos resíduos humanos, vai passando pelas camadas de brita, areia e solo, chegando até as raízes das plantas, 99% limpas.

Evapotranspiração
Na minha maneira de ver, este é o principal princípio da BET, pois graças a ele é possível o tratamento final da água, que só sai do sistema em forma de vapor, sem nenhum contaminante. A evapotranspiração é realizada pelas plantas, principalmente as de folhas largas como as bananeiras, mamoeiros, caetés, taioba, etc. que, além disso, consomem os nutrientes em seu processo de crescimento, permitindo que a bacia nunca encha.

incra

"Fossas Verdes" objetivam garantir sustentabilidade no sertão cearense

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http://www.setelombas.com.br/2010/10/bacia-de-evapotranspiracao-bet

Publicado em Sexta, 17 Fevereiro 2012 17:40
Uma parceira entre Incra e Universidade Federal do Ceará (UFC) promete ser um marco no que se refere às políticas públicas nos assentamentos da reforma agrária. Neste mês de abril, a pesquisa "Fossas Verdes", que reutiliza água de esgoto sem prejudicar a natureza, está sendo concluída no Projeto de Assentamento (PA) São Joaquim (25 de Maio), em Madalena, a 187 quilômetros de Fortaleza. São 65 "Fossas Verdes" implantadas no PA.
 Uma canaleta é instalada ligando o banheiro da casa ao meio externo, onde está localizada a "Fossa Verde", uma caixa impermeável submersa. Lá dentro, os dejetos ficam retidos em uma estrutura piramidal e a água é drenada por tijolos furados, passando por um processo de tratamento, e serve para a reutilização, inclusive para irrigar culturas como banana, mamão e tomate.
 17 02 ceara
O professor doutor e coordenador do projeto, José Carlos, garante "um fruto totalmente limpo". Ainda de acordo com o professor "não há concentração de gás. As plantas liberam o vapor d´água aos poucos na natureza' afirma. Ele também explica que um esgoto doméstico é formado por 97,7% de água e 0,3% de outros materiais. Daí a importância de reutilização desta água, sobretudo no semi-árido nordestino.
De acordo com o último relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), somente 7% das residências do semi-árido cearense possuem esgotos. Isso reforça a importância do projeto, que é parte da tese de doutorado de Ana Ecilda Lima Ellery, orientadora de projeto de assentamento do Incra. Conforme Ana Ecilda, "as Fossas Verdes têm potencial para contribuir na saúde e na segurança alimentar das famílias assentadas, sem desrespeitar o meio ambiente", diz.
 O custo para instalar uma "Fossa Verde" é, em média R$ 500,00. O valor garante afossa operacionalização por famílias geralmente de baixo poder aquisitivo. O baixo custo é mais um item a favor do projeto.
 O projeto é totalmente financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que garante visitas técnicas regulares aos assentamentos. A equipe é formada por sete pessoas entre doutores, mestres e bolsistas, inclusive por Maria Auderice assentada e bolsista do CNPq, que se anima com a conclusão do projeto que começou em 2009.
http://www.setelombas.com.br/2010/10/bacia-de-evapotranspiracao-bet

PÓ DE VIDRO - USO EM PROCESSO INDUSTRIAL

sábado, 17 de março de 2012

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INTRODUÇÃO:
A reciclagem é um processo industrial que converte o lixo ou resíduo descartado em produto semelhante ao inicial ou em outro produto. Existem inúmeras vantagens para se reciclar os resíduos, dentre as quais: proteção e conservação dos recursos naturais, geração de empregos através da criação de indústrias recicladoras, economia de energia, redução da poluição do ar e das águas, diminuição da quantidade de resíduo a ser aterrado, aumento da vida útil do aterro sanitário, entre outras. A quantidade de resíduos gerados por alguns setores produtivos desperta o interesse para a busca de novos materiais e tecnologias, com o intuito de atender questões técnicas, econômicas, sociais e, principalmente, ambientais. Alguns produtos constituintes do lixo podem ser reaproveitados como matéria-prima para a produção de materiais de construção. O vidro, cuja composição é formada principalmente por SiO2, é um dos materiais com maior tempo de decomposição na natureza, podendo ser reciclados: potes, frascos, garrafas e cacos. Esta pesquisa versa sobre a incorporação de pó de vidro em concretos de cimento portland e propõe o estudo das propriedades mecânicas destes compósitos. Dessa forma foram produzidos concretos contendo diferentes porcentagens de pó de vidro 0%, 10% e 15% e determinadas suas resistências à tração e à compressão.
METODOLOGIA:
O procedimento adotado para a produção do concreto iniciou pela seleção da dosagem mais conveniente, sendo escolhido o traço em massa 1 : 2 : 3 : 0,57. Os materiais empregados foram: pó de vidro, areia fina de quartzo, com massa específica de 2,63 g/cm3, massa aparente de 1,55 kg/L, dimensão máxima característica de 1,2 mm e módulo de finura de 1,69, pedrisco de basalto, com massa específica de 2,46 g/cm3, massa aparente de 1,52 kg/L, dimensão máxima característica de 9,5 mm, módulo de finura de 3,55 e absorção de 0,52%, cimento CPIII. Foram produzidas 3 misturas, sendo: uma sem a adição de pó de vidro, considerada de referência, uma com a adição de 10% de pó de vidro em relação ao agregado miúdo e outra com a adição de 15% de pó de vidro em relação ao agregado miúdo. Foi realizada a lavagem dos materiais componentes da mistura e moldados os corpos-de-prova cilíndricos (100x200 mm) e prismáticos (150x150x750mm) para cada um dos traços indicados. Os corpos-de-prova foram curados em água durante 28 dias e então submetidos aos ensaios de resistência à compressão e à tração.
RESULTADOS:
Os resultados dos ensaios mecânicos para os concretos de referência, com 10% de pó de vidro e com 15% de pó de vidro são respectivamente: ensaio de resistência à compressão (NBR 5739) 37,20 MPa, 48,10 MPa, 39,73 MPa; ensaio de resistência à tração (NBR 7222) 10934,35 Kgf, 11519,68 Kgf, 14585,70 Kgf; e ensaio de resistência à flexão (NBR 12142) 3765,80 Kgf, 4062,75 Kgf, 3315,55 Kgf.
CONCLUSÕES:
Comparados os resultados obtidos nos ensaios do concreto com pó de vidro e do concreto de referência, pôde-se observar que os concretos modificados apresentaram melhores resultados, ou seja, tiveram maior resistência que o concreto de referência. A única exceção ocorreu no teste de resistência à tração na flexão do concreto com 15% de pó de vidro, que apresentou uma resistência inferior ao concreto de referência. Podemos concluir que o pó de vidro, nas proporções estudadas, pode ser empregado em concretos correntes a fim de melhorar seu desempenho estrutural. A possibilidade do emprego deste material alternativo ao concreto passa a ser uma alternativa tecnológica sustentável contribuindo para a diminuição de lixo industrial e a preservação de recursos naturais.
Instituição de fomento: PUC-CAMPINAS / FAPIC / Engenharia Civil