GERENCIAMENTO INTEGRADO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS

sexta-feira, 22 de julho de 2011

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Mun de Bituruna – PR/Convênio: Universidade Federal de Viçosa/Autor do Projeto: João Tinôco Pereira Neto/PhD. MsC. UFV./Consultor: Luis Cesar Batista/MsC-UnC /Responsável Técnico (Execução):
Jozélia de Lima Ribas/Engenheira Civil/Leonardo Quadros Filho/Coordenador Projetos/Janeiro de 2006
ESTUDOS PRELIMINARES
1- CARACTERIZAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS GERADOS EM BITURUNA – PR

2- BALANÇO DE MASSA E REINTEGRAÇÃO AMBIENTAL

SOLUÇÃO
1- QUAIS SISTEMAS DE TRATAMENTO DE LIXO PODEM SER ADOTADOS NO MUNICÍPIO DE BITURUNA – PR?

Composição Gravimétrica dos Resíduos Sólidos Urbanos de Bituruna - PR
Composição Gravimétrica do Município de
Bituruna - PR
BITURUNA – PR
BALANÇO DE MASSA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS

População atendida:
8.212
hab
Produção
per capita de lixo: 0,576 kg/hab./dia
RECICLAGEM E COMPOSTAGEM COM ATERRO DE REJEITOS
 
üSistema Comprometido com a Proteção Ambiental
üPropicia  a Economia de Energia e Recursos Naturais
üProteção à Saúde Pública
üCria Oportunidades de Trabalho e Renda
üAumenta a Vida Útil da Área do Aterro (até 4 vezes)
üRecicla Resíduos Reintroduzindo-os no Processo Produtivo
üPorque os resíduos gerados apresentam elevado potencial de reintegração ambiental, em torno de 75%
üPara acabar com o lixão existente no município e suas conseqüências
üPor ser um sistema de tratamento, e não só de destinação final
üPor ser uma solução de baixo custo se comparada a outros processos que trazem benefícios para a saúde pública e ao ambiente
üPor ser uma solução que suscitará no município várias outras atividades a exemplo de:
     - mobilização e participação da comunidade
     - implantação de projetos agregados 
                Þ Geração de trabalho e renda
   Þ Inserção social dos catadores e familiares
   Þ Coleta seletiva
                Þ Horta comunitária
                Þ Horto florestal
                Þ Laboratório de ciências (UTC)
                Þ Oficina de reciclagem, entre outros.
5.9 – CUSTO ESTIMADO DA UNIDADE

PREFEITURA MUNICIPAL
DE BITURUNA

AV. DR. OSCAR GEYER, Nº 489 – CENTRO
FONE/FAX
(
42) 3553-1222

MEIO AMBIENTE BAHIA - UMA PREOCUPAÇÃO IMPORTANTE

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OBJETIVO

Incitar a melhoria da qualidade ambiental da disposição de resíduos sólidos urbanos nos municípios do Estado da Bahia, a partir da discussão, revisão e do aprimoramento do modelo de gerenciamento dos resíduos urbanos em cada Município e no Estado como um todo. Para isso, intentou-se:
􀀹Realizar um diagnóstico da qualidade ambiental da disposição final de resíduos sólidos urbanos das sedes municipais do Estado da Bahia, assim como de alguns distritos;
􀀹Instrumentalizar os Promotores de Justiça com laudos técnicos referentes a cada um dos pontos visitados, orientando-os quanto às soluções técnicas pertinentes a cada caso.
Disposição inadequada de resíduos
Degradação ambiental / Ameaça a saúde pública

-Poluição Atmosférica – modificação da qualidade do ar, devido à liberação de material particulado, gases fétidos e gases contribuintes para o efeito estufa.
-Poluição Hídrica - o chorume (líquido de cor preta, mal cheiroso e de elevado potencial poluidor) produzido pela decomposição da matéria orgânica contida no lixo associada ao percolado da água de chuva contamina as águas superficiais, como arroios, nascentes, córregos e rios, bem como as águas subterrâneas.-Poluição do Solo/Subsolo – contaminação através do chorume.
-Favorece a proliferação de macrovetores (cães, gatos e ratos) e microvetores (moscas, fungos e bactérias), causadores e transmissores de doenças tais como a leptospirose, através da contaminação direta e/ou indireta, em especial pelo consumo de alimentos (água, carne, leite, ovos).



RESPONSABILIDADE LEGAL DOS MUNICÍPIOS
POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE Lei 6.938/81
- Instituiu o Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA / Municípios – órgãos locais
-Princípio do poluidor-pagador
-Princípio da responsabilidade objetiva
-Legitimidade Ministério Público 
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
Art. 23 – Competência comum da União, Estados, Distrito Federal e Municípios: na proteção da saúde; do meio ambiente; no combate à poluição e na preservação das florestas, da fauna e da flora (incisos VI e VII);
Art. 30 – Competência para assuntos de interesse local;
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
Art. 225 – Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
Art. 225, & 3º. – As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independente da obrigação de reparar os danos causados.
Responsabilidade Administrativa
Leis Federais / Estaduais / Municipais
Decreto Federal 3.179/99

Art. 41.Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora:
Multa de R$ 1.000,00 (mil reais) a R$ 50.000.000,00 (cinqüenta milhões de reais), ou multa diária

Parágrafo 1º. Incorre nas mesmas multas, quem:
V - lançar resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, ou detritos, óleos ou substâncias oleosas, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos:
Responsabilidade Cível
Lei 6.938/81 – Obrigação de reparar danos, independentemente da existência de culpa (Responsabilidade objetiva).
Lei 7.437/85 – Atribui ao MP a legitimidade para intentar ação civil pública visando buscar reparação de danos ambientais.
Responsabilidade Penal Lei 9.605/98

Art. 54. Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora:
Pena: reclusão, de um a quatro anos, e multa.



Parágrafo 2º. Se o crime:
V – ocorrer por lançamento de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, ou detritos, óleos ou substâncias oleosas, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos:
Pena: reclusão, de um a cinco anos. Responsabilidade Penal
Lei 9.605/98
Art. 56. Produzir, processar, embalar, importar, exportar, comercializar, fornecer, transportar, armazenar, guardar, ter em depósito ou usar ou usar produto os substância tóxica, perigosa ou nociva à saúde humana ou ao meio ambiente, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou seus regulamentos:
Pena: reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Responsabilidade Penal
Lei 9.605/98
Art. 60. Construir, reformar, ampliar, instalar ou fazer funcionar, em qualquer parte do território nacional, estabelecimentos, obras ou serviços potencialmente poluidores, sem licença ou autorização dos órgãos competentes, ou contrariando as normas legais e regulamentares pertinentes:
Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.

Art. 68. Deixar, aquele que tiver o dever legal ou contratual de fazê-lo, de cumprir obrigação de relevante interesse ambiental:
Pena: detenção, de um a três anos, e multa.
Resoluções CONAMA Resolução 257/99 – Descarte de baterias e pilhas usadas.
Resolução 258/99 – Destinação final de pneus inservíveis.
Resolução 275/01 – Coleta seletiva.
Resolução 307/02 - Resíduos da construção civil.
Resolução 358/05 - Resíduos dos serviços de saúde.
Resolução 308/02 - Resíduos sólidos urbanos em municípios de pequeno porte.

I - população urbana até 30.000 habitantes, conforme dados do último censo do IBGE;
II - geração diária de resíduos sólidos urbanos, pela população urbana, de até 30 toneladas.

Ana Luzia Santana

Promotora de Justiça
Coordenadora do CEAMA
Fones: (71) 3103 6835 / 6838
ceama@mp.ba.gov.br

PROGRAMA DE RECICLAGEM DE LIXO EM BITURUNA

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PROGRAMA DE RECICLAGEM DE LIXO EM BITURUNA

O deputado Valdir Rossoni (PSDB) destacou, na Assembléia Legislativa, o programa de reciclagem de lixo implantado em Bituruna, em referência ao Dia Mundial do Meio Ambiente. O projeto foi implantado pelo atual prefeito, Lauro Agostini, em 2005.
O "Reciclinho", como foi batizado o programa, é modelo para vários municípios do Paraná e, recentemente, foi visitado pela Curadoria do Meio Ambiente do Ministério Público da Paraíba, que pretende implantar naquele órgão sistema similar de tratamento e destinação de resíduos sólidos domésticos.
"Bituruna dá o exemplo de como um pequeno município pode encontrar uma solução simples e barata para o lixo urbano e ainda gerar empregos. O trabalho do prefeito e da sociedade é tão exemplar que ambientalistas, prefeitos, são recebidos para almoçar no próprio recinto onde é feita a reciclagem", conta Rossoni.
O projeto de Bituruna é simples e de baixo custo para a prefeitura. E a população participa ativamente. Através de um projeto de lei, os moradores que separam o lixo são isentos de uma taxa de coleta. As Secretarias de Educação e Saúde cuidam da conscientização da população para a necessidade de separar o lixo doméstico.

O "Reciclinho"
O programa iniciou com a sensibilização da população sobre a importância da separação do lixo em duas embalagens: seco e úmido. A coleta é feita diariamente por um transporte específico, onde já se coloca os lixos separados.
O Lixo SECO é separado e vendido para reciclagem. O Lixo ÚMIDO é passado por uma triagem, onde é separado e o lixo orgânico é transformado, através da compostagem, em adubo que também posteriormente é vendido.
De todo o lixo arrecadado, aproximadamente 30% é rejeitado e vai para valas de aterro previamente preparadas.
Toda a renda com a reciclagem e compostagem é dividida pela Associação dos Catadores "São João" que é composta por 18 cooperados. A unidade é auto-sustentável, ou seja, com o lucro dos materiais são pagos os salários e encargos sociais dos funcionários.  Com o programa, o município de Bituruna além de dar um destino ecologicamente correto ao lixo urbano, ainda promove a geração de emprego e renda a dezoito famílias do município.

Um Indígena Visionário

quarta-feira, 13 de julho de 2011

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Caros,
Segue uma notícia interessante sobre Almir Suruí, eleito líder do primeiro parlamento indígena do Brasil, cuja atuação se destaca internacionalmente. Com a preocupação da gestão do território indígena aliada à defesa da floresta em pé, os Suruís elaboraram um plano estratégico para os próximos 50 anos e já firmaram parcerias com entidades privadas, como a Google, além da criação do Fundo Carbono Suruí, que tem como base o sequestro de carbono e a comercialização de créditos de carbono, que em um futuro próximo destinará recursos nacionais e estrangeiros para os índios.  Leia a matéria completa mais abaixo.

Um Indígena Visionário
A articulação de um povo que habita a terra indígena Sete de Setembro tem à frente o líder Almir Suruí, eleito líder do primeiro parlamento indígena do Brasil, cuja atuação se destaca internacionalmente. Com a preocupação da gestão do território indígena aliada à defesa da floresta em pé, os Suruís elaboraram um plano estratégico para os próximos 50 anos e já firmaram parcerias com entidades privadas, como a Google, além da criação do Fundo Carbono Suruí, que tem como base o sequestro de carbono e a comercialização de crédito de carbono, que em um futuro próximo destinará recursos nacionais e estrangeiros para os índios.
Sua articulação tem garantido destaque internacional, tendo sido eleito pela revista norte americana Fast Company como uma das 100 pessoas mais criativas do mundo, em uma lista que inclui apenas dois brasileiros: ele e Eike Batista.  No entanto, sua luta em manter a floresta em pé também tem trazido ameaças de morte, o que o levou no mês passado a buscar apoio da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDHPR).
Almir Suruí falou ao Diário sobre seus projetos e outros assuntos, durante um seminário em Porto Velho, que discutiu a criação da lei estadual de mudanças climáticas para o Estado.

Diário: Como a criação da Lei pode de maneira prática contribuir para a redução dos danos ao meio ambiente?
Almir: A maior dificuldade que enfrentamos hoje, no Estado de Rondônia, é que ainda não temos essa política estadual que define como estarão atuando junto com o governo Federal e municípios. Então isso traz grandes dificuldades para a gente, porque o Estado também tem que ter seu regulamento. Hoje temos dificuldade de como inserir [a lei], mas por outro lado o governador tem se posicionado apoiando e mostrando interesse de ajudar a construir as políticas e fazer isso acontecer no Estado. A lei poderia discutir um fundo de mudança climática estadual, onde a gente poderia também estar capacitando e melhorando a profissionalização da população sobre uso dos recursos naturais. Além de dar oportunidade de financiar projetos ambientais, pode estar apoiando a formação da população. Isso vai possibilitar que fique não só no discurso, mas na prática.
Diário: E como se colocam os povos indígenas nestes debates?
Almir: Povos indígenas são diferentes povos. Tem alguns que realmente entendem, outros que têm dificuldade de entender, então não é o mesmo. Mas em geral eu posso entender que com certeza os povos indígenas têm papel importante na conservação e proteção da biodiversidade sobre floresta para fazer o equilíbrio climático. Então é necessário que sejam ouvidos e garantida a participação dos povos indígenas na construção dessa lei rondoniense para a mudança climática.
Diário: Os povos indígenas também têm constantemente lutado pela defesa de seus territórios. Como essa batalha se alinha à defesa do meio ambiente?
Almir: Defesa do território e defesa do meio ambiente é quase o mesmo. Estamos construindo um plano de 50 anos do Povo Suruí, que dentro dele tem vários programas que geram projetos para a sustentabilidade e fortalecimento da economia do povo Suruí. Então se o povo Suruí tem sua economia fortalecida, a gente também ajuda a fortalecer a economia local, nacional e internacional. E assim criamos modelo que pode ser visto a partir da política econômica, o potencial da floresta sobre o fortalecimento econômico mundial.  Esse modelo pode ser inserido e discutido dentro da política monetária nacional, mas aí não depende da gente inserir essa política dentro da política monetária nacional. É papel do governo.
Diário: Recentemente o senhor sofreu ameaças de morte em função do que defende se chocar com interesses de alguns grupos. O que o senhor pode dizer a respeito disso?
Almir: Hoje, poucas pessoas reconhecem o potencial econômico do meio ambiente de maneira sustentável. A maioria acha que desenvolver localmente é desmatar floresta, fazendo ilegalidades. Eu não defendo isso. Eu defendo que a gente precisa ter um plano responsável de médio e longo prazo de uso sustentável da floresta. Não defendo que a floresta tem que ser intocável. Ela tem que ser usada, mas com plano de responsabilidade, porque aí nós estamos garantindo floresta para o futuro, que são nossos filhos e netos. Então o futuro da política, do desenvolvimento, da humanidade depende da nossa ação, mas não conta com a gente, a gente garante para outros. Portanto, essa luta que a gente tem em conjunto, não só Almir Suruí, mas a maioria das lideranças e toda estrutura de governança do povo Paiter. Temos que trabalhar com esse modelo de construir com município, Estado e União para construir um novo modelo de desenvolvimento econômico, que tenha respeito à visão cultural, ambiental e direitos humanos. Quando a gente trava essa discussão em nível local a gente afeta o interesse de algumas pessoas que querem fazer ilegalidades, retirar madeira ilegal de território. Portanto muita gente acha que o fulano está lá atrapalhando a retirada ilegal de madeira, então começa esse mau entendimento. Mas estamos buscando junto com o governo Federal soluções para isso, ameaças e construção de debate. Não sei se posso falar muito sobre isso.
Diário: Recentemente povos indígenas ocuparam o prédio da Funasa em protesto contra o tratamento de saúde. Além disso, várias irregularidades na gestão saúde indígena têm sido denunciadas.  A que o senhor atribui essa situação crítica?
Almir: Eu fico analisando muito quando acontece esse tipo de reivindicação. Hoje eu vejo que o que está acontecendo é falta de gestão. A equipe de gestores não está preparada para fazer gestão dentro do território indígena, porque acredito que existe recurso suficiente para fazer ações, o que falta é gestão administrativa, política e estratégica. Isso precisa ser discutido com líderes e comunidades de povos indígenas, porque trouxe um vício de fazer o plano com alguns indígenas, e isso não é uma gestão transparente. A questão da saúde, ou melhor, de implantar políticas públicas não é atender interesse de fulano ou sicrano, é atender necessidade do povo. Na semana retrasada estivemos em Brasília e pedimos auditoria dos últimos cinco anos do que aconteceu com os recursos da saúde dos povos indígenas, fundo a fundo.
Diário: O senhor é responsável pelo projeto Carbono Suruí, que trata de inserir os povos indígenas no mercado de créditos de carbono. Como isso pode trazer benefício para índios e para o meio ambiente?
Almir: Hoje o projeto Suruí é um dos melhores do Brasil. Isso porque conseguimos envolver o governo. Temos pareceres importantíssimos do governo brasileiro e estadual, criamos uma ferramenta uma metodologia que garantia a melhor participação do nosso povo na construção e gestão que pode vir com o projeto do Carbono Suruí. Com instrumento usamos diagnóstico, plano de gestão, tudo jurídico, baseado no direito internacional e tivemos um consentimento de trabalhar com projeto de carbono. Pela primeira vez na história do Brasil, baseada na convenção 169 [da Organização internacional do Trabalho – OIT], um povo indígena faz consentimento livre, prévio e informado. Então temos ferramenta e criamos um fundo de gestão que vai gerir o recurso que vamos estar recebendo pelo projeto. O fundo vai ser utilizado para receber o recurso e criar critério de como gastar e como ter resultado do que foi gasto dentro do território. Também prevê como podemos dialogar realmente com política monetária internacional. Só assim vamos fortalecer a construção do modelo que queremos que valorize a floresta. Hoje temos o documento de concepção do projeto pronto, além disso, já estamos analisando três contratos de grandes empresas da Europa e dos Estados Unidos, mas é confidencial. Hoje o projeto está na Funai, que deu um parecer favorável, e o Ministério do Meio Ambiente, através do secretário de Mudanças Climáticas, disse que o governo pode utilizar o modelo, oferecendo para outros povos indígenas ou em unidades de conservação, reservas extrativistas.
Diário: A atuação do povo Suruí, através da elaboração do plano de 50 anos ganhou projeção internacional.  O que isso significa para vocês?          
Almir: Isso mostra que nós indígenas somos pessoas comuns, que têm seus ideais, sua missão e como temos capacidade de construir um futuro para o nosso povo. E esse futuro também contribui com a sociedade e por isso tem sido divulgado bastante. Nós não só falamos do povo Suruí, o beneficiário do projeto na localidade é o povo Suruí, mas isso oferece uma visão mais ampla do futuro para o mundo, colocando o Brasil na lista de como está contribuindo na política internacional de biodiversidade, da mudança climática e outra gestão de recursos naturais existentes no nosso planeta. Nós estamos apenas contribuindo com o governo brasileiro a atingir suas metas e suas políticas de ação porque sentimos, sentimos não, somos brasileiros natos e defendemos um Brasil mais do que um político ou um presidente.
Diário: O que o senhor pode dizer a respeito do Novo Código Florestal?
Almir: Achei um desastre, um atraso para o Brasil. Acho que quando a gente trata de código florestal fica preocupado com o futuro da Amazônia brasileira mesmo.  Uma vez sem querer um amigo meu colono me disse: “Almir sabe como a gente consegue desmatar milhares e milhares de quilômetros? A gente vai passando de localidade em localidade e juntando o que cada um tem direito a desmatar e no final é um só”. Se for essas questões de a gente não ter alternativas, só pensar que desmatar é que desenvolve economicamente, eu vejo um desastre. Povos tradicionais da Amazônia, não só indígenas, mas também seringueiros, ribeirinhos, quilombolas, são testemunhas de como a floresta tem um grande potencial econômico que o Brasil não sabe utilizar ainda porque nunca deu oportunidade para estes povos. Se não fosse nossa iniciativa de lançar o plano de 50 anos não teríamos oportunidades de fazer um diálogo tão grande no mundo e no Brasil, se não tivesse capacidade e essa visão de futuro para o nosso povo.
http://www.planck-e.com/

Reciclagem de resíduos de construções - Caixa quer estimular reciclagem de resíduos de construções

terça-feira, 28 de junho de 2011

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http://www.dci.com.br/Caixa-quer-estimular-reciclagem-de-residuos-de-construcoes-9-378815.html
BRASÍLIA - A Caixa Econômica Federal lançou nesta segunda-feira (27) chamada pública para implementação de projetos para gestão de resíduos sólidos de construção e demolição, feitos por consórcios públicos e prefeituras municipais. O Fundo Socioambiental Caixa poderá aplicar até R$ 3,8 milhões nos projetos. O investimento contribuirá para a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Segundo comunicado da Caixa, “a seleção tem como objetivo estimular a reciclagem de resíduos de construção e demolição, e seu reaproveitamento nas obras, além de promover a educação ambiental e a mobilização da sociedade”. Os projetos serão recebidos até o dia 26 de agosto de 2011.
A geração de resíduos de construção e demolição é oriunda da construção da infraestrutura urbana e abrange a fase de implantação da obra, execução dos serviços, manutenção, reforma, desocupação e demolição. De acordo com a Caixa, estima-se que de 40% a 70% dos resíduos urbanos sejam de construção e demolição.
De acordo com a Caixa, podem se habilitar aos recursos consórcios públicos para gestão de resíduos sólidos, prefeituras de municípios com mais de 100 mil habitantes ou instituições vinculadas, responsáveis pela gestão de resíduos sólidos. É condição para a seleção a existência de Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil ou Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, em vigor no município onde o projeto será implantado.
O Fundo Socioambiental Caixa recebe até 2% do lucro anual do banco para realizar investimentos em projetos sociais – de cidadania inclusiva e geração de trabalho e renda; e em projetos ambientais – de proteção da biodiversidade e para cidades mais sustentáveis.
Este mês, o Fundo Nacional do Meio Ambiente, do Ministério do Meio Ambiente, abriu chamada pública, em cooperação com o fundo, para aplicar R$ 6 milhões na biodiversidade da Caatinga. Neste caso, as inscrições estão abertas até 22 de agosto de 2011.

SOCIEDADE CONSUMIDORA - LIXO DOMÉSTICO

quarta-feira, 22 de junho de 2011

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A SOCIEDADE CONSUMIDORA

Muitos dos recursos da Terra são usados para permitir à sociedade
Muitos dos recursos da Terra são usados para permitir à sociedade 
consumidora radionalidade em seu trabalho.
Vivemos numa sociedade que consome, ou usa, muitos recursos. É a chamada "sociedade de consumo", existente nos paises capitalistas. Esses países desenvolveram um estilo de vida que exige muitos produtos, como carros, televisores, móveis, refrigeradores, livros e cosméticos. Esse estilo de vida consome muitos recursos naturais.
Mas nem sempre foi assim. Durante a Segunda Guerra Mundial, os materiais e recursos eram escassos, porque os sistemas de comércio não funcionavam – ou não podiam funcionar. Os países tiveram de racionar alimentos e outros produtos, como o petróleo, e o povo foi encorajado a conservar e reciclar materiais. Por exemplo, muitas mulheres reutilizavam o tecido de antigas roupas para confeccionar novas.
Em muitos países, há pessoas que sobrevivem com
Em muitos países, há pessoas que sobrevivem com
a reutilização do lixo de outros. A fotografia mostra 
um depósito de lixo nas Filipinas.
Depois da Segunda Guerra Mundial, a população do mundo aumentou consideravelmente. As cidades cresceram porque houve uma tendência à urbanização: a população rural deixou o campo em busca da vida na cidade. Esse aumento de população urbana exigiu um aumento no abastecimento de alimentos e bens nas cidades. As pessoas desejam ter uma boa alimentação e artigos de luxo, como freezers e videocassetes. Usam e depois se desfazem de grande quantidade desses materiais, principalmente embalagens. Na cidade, os sistemas naturais de reciclagem não funcionam adequadamente. Há uma enorme quantidade de lixo que os sobrecarrega.

JOGANDO O LIXO FORA

A coleta de lixo doméstico é vital à saúde da comunidade.
A coleta de lixo doméstico é vital à saúde da comunidade. 
Os coletores recolhem-no e jogam-no num caminhão como esse.
Observe o que você joga fora todos os dias. Latas de bebidas, saquinhos de adoçante, restos de comida, papéis e garrafas são apenas alguns dos itens que podemos encontrar numa lata de lixo comum. Você pode achar que tudo isso é refugo, mas eles são aproveitáveis – papel, vidro, plástico, metal.
Grande parte do conteúdo de uma lata de lixo é formada por embalagens. O papelão, o papel e os recipientes plásticos que envolvem um produto são desenhados para torná-lo mais atraente ao comprador, mas não passam de pacotes descartáveis. Papel e cartão constituem dois terços do lixo das residências.
Mas a embalagem não é apenas decorativa. Algumas são necessárias para conservar o alimento limpo e livre de contaminação. Além disso, muitas estão sendo feitas com produtos reciclados. Por exemplo, o papelão é feito com papel reciclado.
Outro método para a destinação do lixo é a incineração ou queima,Outro método para a destinação do lixo é a incineração ou queima, que gera energia como subproduto, mas que pode poluir o ar.
Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br
LIXO DOMÉSTICO
Os resíduos domésticos mais destacados deste segmento são: restos de alimentos, papel higiênico, carbono, plastificados; fraldas descartáveis, absorventes femininos, tubos de creme dental, barbear, hidratantes, óleos bronzeadores; grande parte das embalagens longa vida; galhos, folhas e sementes.
Este tipo de lixo normalmente não recebe nenhum tipo de tratamento específico. Vai para grandes depósitos - os lixões - onde será deixado para a decomposição, servirá de alimentação para ratos e urubus durante cerca de 60 dias.
Após esse período será aterrado onde as reações envolvidas na fermentação irão gerar principalmente gás metano e o chorume (líquido preto composto por produtos da decomposição do lixo).
Uma pequena parte do lixo orgânico é preparado para a produção de fertilizantes naturais. Através de aterros, o lixo é deixado para decompor sob condições controladas, produzindo húmus.
Fonte: www.sobrelixo.hpg.ig.com.br
LIXO DOMÉSTICO

JÁ OLHARAM EM TORNO DE SI, NAS ATIVIDADES DEVIDAS AO HOMEM, QUANTO LIXO É GERADO?

A atividade mais tranqüila, como sentar-se em frente à televisão, acarretará a geração de um resíduo, que será um resto de um tira-gosto ou uma ponta de cigarro; esses resíduos, pode-se dizer que são devidos ao consumo final de bens. Pensem, agora, que, para produzir esses mesmos bens, quantos resíduos foram gerados nas fábricas de tira-gostos a nas de cigarros.
Pode-se afirmar, com certeza, que o homem é um gerador contínuo de resíduos extra-naturais, se comparado a outros animais.
Dos lixos urbanos, há aqueles chamados lixos domésticos, que são os resíduos gerados no dia-a-dia nas residências dos cidadãos e por extensão, nos restaurantes, hospitais e nos locais de trabalho (neste caso, somente considerando aqueles assemelhados aos gerados nas residências).
Dos lixos domésticos se excluem, para facilitar o entendimento, os pós de varrição, os restos de obras e os líquidos que vão esgoto abaixo, entre outros que não ficam bem caracterizados.
Dessa forma, pode-se dizer que nossos lixos domésticos se constituem basicamente de papéis em geral, embalagens diversas em vidro, metal, plásticos e caixas, além de restos de alimentos (que são a parte orgânica do lixo) e outros eventuais, como utensílios descartáveis com o uso.
Nos países adiantados e em algumas cidades brasileiras de "primeiro mundo", são feitas, nas residências, segregações primárias do lixo, normalmente utilizando dois recipientes, um para "úmidos", que são os restos de alimentação e papéis molhados e aqueles na fronteira da dúvida como fraldas, canetas e aparelhos de barbear descartáveis. No outro recipiente, para "secos", vão as embalagens e jornais. A coleta dos "úmidos" é feita diariamente e a dos "secos", uma ou duas vezes por semana, por outra equipe.
Evidente é que, quanto mais rico um país ou cidade, maior é o volume de lixo doméstico gerado. Em média, uma família de quatro pessoas nos E.U.A. – como é mostrado em interessante museu em Cincinnati (Ohio) – gera, um lixo úmido por mês correspondente a uma pilha de 3 metros de altura de sacos de 100 litros e com certeza, estão ali misturados, a cada ano, 16 bilhões de fraldas descartáveis, 2 bilhões de lâminas de barbear e 1,6 bilhão de canetas plásticas.
A destinação correta dos lixos domésticos é uma incógnita, porque depende de muitos fatores a serem considerados na decisão. Nos próprios países adiantados, por exemplo, há aterros sanitários para orgânicos (Pittsburgh), onde nem se cogita do aproveitamento dos gases gerados (são queimados) ou de produzir adubos (compostagem), dando-se, todavia, extremo cuidado à proteção do solo e ao tratamento do chorume (caldo orgânico gerado na decomposição) que é altamente poluidor dos corpos hídricos.
Vê-se então que, só no caso dos lixos "úmidos" (orgânicos), há vários caminhos a serem considerados numa decisão: utilizar o gás? fazer a compostagem para produzir adubos? ou simplesmente não fazer nada disso. Para as duas primeiras perguntas serem respondidas, necessário se faz que outras duas também o sejam com relação à demanda: quem vai utilizar gás e como? quem vai utilizar o adubo e vai haver consumo permanente?
Abordando, agora, o caso do apelidado "lixo seco", muitas variantes também se apresentam e que têm que ser levadas em consideração:
os lixos "úmidos" e "secos" devem ser segregados na fonte ou na usina de lixo? 
as donas de casa aceitariam segregar seus lixos? 
a municipalidade garantiria a coleta? 
o mercado comprador é firme?
Como conclusão, temos a certeza que as soluções para o lixo doméstico não podem ser padronizadas, haja vista que cada região e cada município têm suas características de cultura e potenciais geradores diferentes e isso ocorre até dentro de um mesmo município. Dessa forma, ao se lançar um projeto de coleta seletiva, esse deve ser previamente muito bem debatido com a população alvo, para que se sinta o que será melhor aceito por ela e também muito bem analisada a demanda, caso contrário, haverá o risco de se gerar outras pilhas de "lixo".
Fonte: www.gpca.com.br
LIXO DOMÉSTICO
Em praticamente todas as cidades do Brasil, as pessoas aprenderam a jogar fora os restos orgânicos da casa, sem a menor preocupação. Esses materiais são responsáveis pelo péssimo odor produzido no lixo, e consequentemente pelo seu acúmulo de animais e insetos. Mas de uma forma geral, as pessoas são pouco orientadas, e nesse caso não imaginariam que o lixo orgânico de sua casa, pode-se ter muito valor.
Graças a um processo chamado compostagem, os restos de comida, cascas de frutas, papéis muito úmidos, grama, restos de folhagens, pó de café e estrume de animais domésticos, podem virar adubo na sua casa. O mais importante de todo esse processo, é só um pouquinho de boa vontade, e seu lixo nunca mais ficará com mal cheiro e não mais precisará gastar dinheiro comprando adubos artificiais.
Esse processo de reciclagem de materiais orgânicos, chamado de compostagem permite a você, que tenha em casa um pequeno espaço de terra, ou se no seu prédio existir um pequeno reservado para esse cuidado, que além de ajudar a salvar a natureza, a melhorar as condições de trabalho de catadores de lixo, você possa ter adubo sem muito esforço e custo. Esse adubo, servirá para as suas plantas em casa, suas flores, folhagens e mini hortas. Veja agora alguns motivos para se fazer a compostagem.
" O adubo orgânico vai deixar as suas plantas mais fortes e saudáveis.
" O resto orgânico de lixo, contribui muito para a poluição do solo e para a contaminação de manançiais de água e do lençol freático.
" O odor mal cheiroso do lixo de sua casa e dos lixões, é produzido por um processo de fermentação anaeróbico, onde por causa de grande acúmulo de material orgânico e por falta de oxigênio, gera-se essa decomposição química.
" O acúmulo de ratos, baratas, moscas, mosquitos e outros animais ou insetos, é resultante de material orgânico, onde estes são atraídos por comida fácil.
" Muitas doenças se proliferam e se criam no acúmulo de lixo em decomposição.
Agora que já temos muitas razões para fazer o processo de compostagem, veja como é fácil e rápido cuidar dos nossos restos alimentícios e de nossos descartes.
Escolha um local de mais ou menos 1 x 1 m, no seu quintal, onde haja contato com o solo, não deve ser sobre um piso ou laje. Coloque primeiro os materiais mais secos, como pão velho, pó de café, galhos de árvores, e folhas secas, deixando assim uma camada considerável de mais ou menos 10 cm. Depois você já pode colocar materiais úmidos, como restos de legumes, frutas, estrume, e papel muito molhado.
Também essa camada deve ser controlada na espessura. Apenas um cuidado especial com o fechamento (última camada), que deve ser de material mais seco. Esse cuidado se deve a uma pequena mosca (Drosophila) que transmite algumas doenças e também por causa do mal cheiro.
Esteticamente falamos agora, que esse local onde você escolheu para fazer a sua compostagem, para visitas, ou para visinhos, deve ser um pouco estranho, claro se ele não tiver a consciência ambiental que você tem. Mas mesmo assim, é aconselhável que se faça, uma caixa de madeira, ou simplesmente ponha uma tela fina em torno da pilha de compostagem. Melhorando o aspecto, estará melhorando a aceitação, por parte daqueles que não entendem por que você separa e cuida dos seus resíduos.
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente-reciclagem/lixo-domestico.php

CRÉDITOS DE CARBONO

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Apenas em 2006, o mercado de compra e venda de certificados de redução de emissões de gases de efeito-estufa movimentou 26 bilhões de dólares.
Isso significa um aumento de 100% com relação aos valores de 2005.
Esse mercado algo próximo e acessível, extremamente viável e concreto se realizado dentro das condições estabelecidas pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, que é parte do grande Acordo Multilateral que ficou conhecido como "Protocolo de Kioto".
Segundo esse Acordo, do qual o Brasil e mais 173 nações do mundo são signatários, são reconhecidas como merecedoras de Certificados de Redução de Emissões as seguintes iniciativas:
Em primeiro lugar, as iniciativas que reduzam "in loco" emissões de gases de efeito estufa na industria, na agricultura, nas residências, ou em qualquer atividade. ( É o caso da instalação de filtros em fornos a carvão, na captura de metano do esterco das pocilgas e dos aviários, da queima controlada de resíduos florestais e madeireiros antes deixados ao tempo, etc) ;
Em segundo lugar os empreendimentos de geração de energia de fontes renováveis, que substituam quantidades de energia gerada de fontes fósseis. (É o caso das Pequenas Centrais Hidroelétricas, das Termoelétricas movidas a biomassa, das Centrais Eólicas e solares que substituam energia das grandes centrais, das centrais a carvão ou a gás, a óleo diesel ou a óleo combustível);
Em terceiro lugar os projetos e iniciativas que melhorem a eficiência energética de instalações industriais, comerciais, de serviços ou residenciais ( é o caso da troca de motores, aparelhos de ar condicionado e lâmpadas obsoletas por outros equipamentos mais modernos e eficientes)
Em quarto lugar, os projetos de reflorestamento, com árvores nativas ou exóticas, que impliquem na retirada de gases de efeito estufa do ambiente.
As condições de enquadramento do ou admissibilidade dispostas no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo são as seguintes:
• A redução de emissões obtida com a implementação do Projeto deve poder ser medida ou quantificada de acordo com uma das 52 metodologias científicas de avaliação já aprovadas pela ONU.
• A implementação do projeto deve trazer benefícios para o país e a comunidade local, favorecendo ao desenvolvimento sustentável da economia e das condições de vida população local.
• A implementação do projeto não pode ser algo obrigatório, já determinado por leis ou regulamentos locais, mas algo voluntário, derivado da vontade livre do empreendedor;
• A implementação do projeto não pode ter sido sustentada por outra atividade de reconhecido retorno ou lucratividade, mas depender do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo para poder ser viabilizada economicamente.

Metano liberado nos lixões gera energia elétrica

sexta-feira, 17 de junho de 2011

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Fernando Stankuns / Creative Commons

Vista aérea do aterro Bandeirantes em Perus - São Paulo/SP

lixo produtivo

Metano liberado nos lixões gera energia elétrica

Na cidade de São Paulo, as usinas de metano implantadas nos aterros Bandeirantes e São João transformam o gás liberado pela decomposição do lixo em eletricidade, reduzindo em 20% as emissões de poluentes do município

 
Transformar montes de lixo em algo produtivo, que diminui a quantidade de gases tóxicos lançados na atmosfera e ainda gera energia: essa é a ideia por trás das usinas de metano em funcionamento na cidade de São Paulo. Até 2007, cerca de 25% das emissões de gases de efeito estufa de São Paulo vinham dos aterros Bandeirantes (foto), ativo entre 1979 e 2006 e o maior da América Latina, e São João, que funcionou entre 1992 e 2007.

Hoje, o metano (gás 21 vezes mais nocivo que o CO2) liberado pelos lixões é usado para gerar energia elétrica. Um acordo feito com a prefeitura permitiu que os dois lixões fossem explorados para produzir energia. As empresas responsáveis por eles (Loga e EcoUrbis - que cuidam do Bandeirantes e do São João, respectivamente) fecharam uma parceira com a Biogás para que o metano captado seja queimado e transformado em eletricidade.

Os dois locais acumularam juntos 64 milhões de toneladas de lixo. O produto gerado por essa biomassa abastece 800 mil pessoas e reduz em 20% as emissões na cidade.